domingo, 28 de novembro de 2010

Junta da Extremadura poupa 37 milhões por ano com software livre

A Junta de Extremadura, aqui a uns 300 kilómetros, estima a poupança que obtém na utilização de software livre em cerca de 37 milhões de euros por ano.

Paralelamente, o número de empresas tecnológicas mais do que duplicou em 10 anos.

Aparentemente o "Plano Tecnológico" da Extremadura está a dar frutos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Off-Topic: OPA hostil

Portugal está a ser alvo de uma OPA hostil. Para quem não está familiarizado com esta nomenclatura "bolsista", vale a pena explicar que a OPA hostil é uma operação de aquisição que um grupo económico faz a outro, contra a vontade dos accionistas principais deste último. Normalmente a OPA hostil acontece quando o grupo que está a ser adquirido está numa posição de fraqueza económica e/ou financeira.

Os Portugueses, à semelhança de muitos outros povos, têm vindo a viver acima das suas capacidades. Apesar de produzirmos cada vez menos bens e serviços competitivos, alimentámos a ilusão de que podemos melhorar o nosso estilo de vida mesmo assim. O sistema financeiro mundial incentiva este caminho, esfregando as mãos de contente ao ver-nos enterrados numa dívida cada vez maior.

Entretanto, esse mesmo sistema financeiro, que também tem problemas graves, decidiu que é altura de apertar o cerco e colher o fruto do "trabalho" dos últimos anos. Foi a Grécia, depois a Irlanda. E continuam a atirar-se a nós e à Espanha. A nossa dependência do financiamento estrangeiro é a nossa fraqueza mais imediata. A subida dos juros do financiamento coloca-nos numa posição insustentável que nos "obriga" a pedir ajuda ao FMI e à Europa.

Não tenhamos ilusões: a "ajuda" externa do FMI e suas congéneres, que fazem também parte do sistema financeiro mundial, não será grátis nem virá sem uma série de contrapartidas muito duras a nível político. As intervenções do FMI seguem uma lógica simples - para os países terem acesso aos empréstimos têm que:
  1. "flexibilizar o mercado de trabalho" para maior competitividade, o que se traduz simplesmente em mais despedimentos e salários mais baixos, por causa da baixa qualificação e falta de capacidade negocial dos trabalhadores;
  2. "privatizar", o que significa vender ao desbarato empresas públicas e património público, que será adquirido a preço de saldo por "investidores" estrangeiros;
  3. "desregulamentar", ou "abrir os mercados", o que significa basicamente reduzir o poder dos governos eleitos pelos povos, dando mais liberdade ao músculo financeiro.
Neste dia de protesto geral quis partilhar a minha visão nos nossos problemas comuns. Porque os problemas são, efectivamente, de todos os Portugueses. Sejam trabalhadores ou empresários, sócios de sindicatos ou de associações empresariais.

Portugal foi fundado no Séc. XII por um grupo de gente que estava farta que uns galegos mandassem por cá. Não tenho nada contra os estrangeiros só por serem estrangeiros. Mas há uns quantos que nos querem lixar só para ganhar uns trocos, e à custa da nossa independência. Se viessem por bem eram bem-vindos. Assim, não.

Não há uma solução fácil para a alhada em que nos metemos. O principal é tornarmo-nos mais fortes e resolvermos as nossas fragilidades sem esperarmos que a ajuda caia do céu. Combatendo a nossa ignorância, a ganância cega, e contando uns com os outros.

domingo, 14 de novembro de 2010

Os cinco maiores desperdícios nas TI

Estes rankings valem o que valem. Este, publicado na Infoworld, chama a atenção para grandes desperdícios de dinheiro nas TI das organizações. Sugiro a leitura do artigo completo, mas aqui está a lista:
  1. Licenças de software inúteis
  2. Impressão e processamento de papéis
  3. Contratos com níveis de serviço demasiado elevado
  4. Descontrolo no email
  5. Largura de banda exagerada e não gerida
O artigo pode ser encontrado em http://www.infoworld.com/t/it-management/its-biggest-money-wasters-242

ESOP estima que OE2011 pode poupar 80 milhões em software

"Segundo os dados apresentados pela Direcção-Geral do Orçamento na Conta Geral do Estado de 2009, disponíveis em http://www.dgo.pt/cge/cge2009, a Administração Central do Estado despendeu no ano passado 160 milhões de Euros em “Software Informático”.

160 milhões de Euros de despesa em 2009

A ESOP examinou os dados apresentados pela Direcção-Geral do Orçamento na Conta Geral do Estado de 2009, disponíveis em http://www.dgo.pt/cge/cge2009, e chegou à conclusão que, segundo a folha de cálculo em anexo, a Administração Central do Estado despendeu no ano passado cerca de 160 milhões de Euros em “Software Informático”.

80 milhões de euros de poupança no OE 2011
Numa altura em que são pedidos sacrifícios a todos os portugueses, e em que o Parlamento avalia as alternativas para os cortes na despesa no orçamento para 2011, a ESOP está disponível para colaborar com o Estado português num plano que permita baixar drasticamente a despesa com software na Administração Pública, através da utilização de software de código aberto – software “open-source”. Com base nos valores que constam do Catálogo Nacional de Compras Públicas a ESOP calcula que é possível atingir uma poupança de 50% a 70% na maior parte das aquisições de software do Estado. O que representa uma redução dos custos em software de pelo menos 80 milhões de Euros/ano.

Melhorar a balança comercial e investir nas empresas portuguesas

O software open-source não só permite grandes poupanças, mas também a melhoria da balança comercial, com a substituição das transferências externas inerentes ao licenciamento, pelo investimento na economia nacional em formação e consultorias técnicas efectuadas por empresas portuguesas.
O apoio técnico profissional ao software open-source é assegurado em Portugal por muitas empresas, com destaque para as empresas associadas da ESOP.

A Europa já utiliza soluções open-source

Outros países europeus estão já utilizar software open-source na Administração Pública como um meio de reduzir custos, aumentar a transparência e a sustentabilidade do desenvolvimento tecnológico e de modernizar a administração.

Como exemplo de intervenção parlamentar nestas matérias podemos referir o caso dos Países Baixos. Em 2003 o Parlamento holandês apelou à utilização de normas abertas e software open-source no sector público. Após uma série de estudos o governo aprovou um programa de acção “Nederlands in Open Connection”, determinando a adopção de normas abertas e uma política de utilização preferencial de software open source.

A adopção de uma política de normas abertas de software e utilização preferencial de software open -source não é contraditória com as leis da concorrência, porque não implica preferência por marcas ou fornecedores, apenas indica características preferidas pelas entidades compradoras. Isso mesmo foi reconhecido recentemente pelo Supremo Tribunal de Itália, que reconheceu esta preferência como um requisito legal válido.

O software open-source é amplamente utilizado no mundo inteiro. Apenas alguns exemplos:

  • A Google, a Amazon e o Facebook têm toda a sua infra-estrutura baseada em software open-source
  • A Bolsa de Londres (“London Stock Exchange”) tem a sua infra-estrutura baseada em software open-source;
  • Os smartphones Android, que já lideram o mercado, são baseados em software open-source;
  • As administrações públicas da Espanha, Noruega, Países Baixos e França são fortes utilizadoras de software open-source;
  • A Assembleia da República (em 2004) e a Assembleia Legislativa da Regional dos Açores (em 2010) já apelaram a uma maior utilização de software open-source na Administração Pública portuguesa.

O software open-source pode ajudar as finanças e a economia portuguesa. É esta a proposta da ESOP."


Apoiado.

sábado, 13 de novembro de 2010

Support Wikipedia

A wikipedia é a maior enciclopédia da História, construída colaborativamente por milhares de voluntários, e serve centenas de milhões de pessoas por mês.

A wikipedia não é apenas um projecto extraordinário que mostra bem o que a tecnologia permite fazer para enorme benefício de toda a Humanidade. É também um projecto que reforça a esperança de que possa haver cada vez mais tolerância e entendimento, apesar das diferenças que muitos teimam em exacerbar.

A wikipedia já vos ajudou muito, certamente. Agora precisa de ajuda. Se puderem peguem no cartão de crédito.