Avançar para o conteúdo principal

Idioma RAII em C++ (2)

Desta vez deixo-vos um exemplo trivial de RAII em C++, trata-se do tratamento de ficheiros na biblioteca standard. Contráriamenet ao C em C++ não é necessário abrir ou fechar explicitamente um ficheiro onde se queira escrever ou donde se queira ler, o constructor abre o ficheiro e o destructor fecha-o. Aqui vai um pequeno exemplo:

#include <fstream>
#include <cmath>

int main(int argc, char*argv[])
{
if (argc<2)
return 1;
std::ofstream out(argv[1]);

for (double x=0.0; x<10.0; x+=0.01)
out << x << " " << sin(x) << std::endl;
}


Penso que este exemplo mostra bem que se quisermos fazer tratar um recurso do tipo socket o ideal é escrever ume pequena classe utilitária que possa gerir a abertura e o fecho do socket.

Comentários

  1. Então RAII é uma técnica usada pela lib de C++ ?

    ResponderEliminar
  2. Exactamente, infelizmente lê-se por aí muito código que ainda faz como no C :).

    ResponderEliminar
  3. Até no java para trabalhar com recursos como ficheiros se usam padrões como no C

    ResponderEliminar
  4. A razão é simples: o java não pode garantir a execução do método finalize, logo não se presta a uma implementação simples do idioma RAII.
    Já o C# permite fácilmente implementar o RAII...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Backup automático de disco USB (pen drive)

Hoje em dia toda a gente tem uma pen drive para levar os seus ficheiros de um lado para o outro. E muitas vezes está lá trabalho importante. Mas impõe-se uma pergunta: o que acontece se se perde a pen drive ? Ou se esta se avaria? Quem é que faz backups regulares da pen drive ? Muito pouca gente! Pessoalmente tenho por hábito fazer um backup cerca de uma vez por semana. Quando o trabalho é muito, faço backup mais vezes. Mas já por duas vezes as avarias me fizeram perder as versões mais recentes. E isto chateia. Por isso aqui há uns dias decidi "coçar esta comichão" e resolver o problema de forma mais sistemática: arranjei maneira de fazer um backup automático cada vez que ligo a pen drive a um computador. (sim, eu sei que há software específico para isto, mas que querem, apeteceu-me fazer mais um) A receita é relativamente simples: um script (DOS batch file ) que faz o backup , um ficheiro de definição de autorun e já está. 1. O script de backup - Basta instalar, na roo...

Ideias sobre o ensino à distância em 2020

O processo de combate ao COVID-19 obriga a que todos repensem as suas actividades normais e um dos sectores mais afectados é o Ensino. Diz-se com frequência que o Ensino em Portugal continua no séc. XX, porque continua a depender quase totalmente de lápis, caneta, papel e livros. Entre os anos de 1965 e 1987, Portugal teve a  Telescola , um projecto de ensino à distância que tentava resolver a falta de professores do ciclo preparatório (5º e 6º anos) em locais remotos. Desde então, tanto quanto sabemos, não houve mais projectos de ensino à distância em larga escala. Retrospectivamente, talvez tenha sido um erro mas, enfim, são coisas fáceis de dizer à posteriori. O tele-ensino não é uma coisa nova e os constrangimentos tecnológicos de hoje são muito menores. Nada que se compare, por exemplo com a experiência School of the Air , existente na Austrália desde 1951, quando os miúdos podiam apenas falar com os professores por rádios alimentados a pedais. Foto: "Miss Molly Ferg...

Recém-licenciados das TI não sabem produzir sistemas de informação

Uma das conclusões mais chocantes do recente trabalho " Competências a reforçar na formação dos profissionais de TI em Portugal ", do Grupo de Trabalho das Competências, da ANETIE é que os recém-licenciados não sabem o suficiente sobre construção de interfaces nem sobre produção de informação . Não conheço estatísticas sobre esta matéria. Mas julgo que não estará muito longe da verdade a afirmação de que mais de 90% dos licenciados em cursos ligados às TI estarão envolvidos profissionalmente na produção ou exploração de Sistemas de Informação de Gestão. Isto é: bases de dados, formulários electrónicos, relatórios operacionais ou analíticos, troca de informação entre sistemas, etc.. Ora o que a ANETIE apurou junto dos seus associados é que entre as maiores lacunas encontradas nos licenciados do sector que se vão depois dedicar à engenharia de software, os conhecimentos sobre coisas básicas como écrans de entradas de dados e emissão de relatórios são extremamente baixos. Outr...