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A mostrar mensagens com a etiqueta governo

Ideias sobre o ensino à distância em 2020

O processo de combate ao COVID-19 obriga a que todos repensem as suas actividades normais e um dos sectores mais afectados é o Ensino. Diz-se com frequência que o Ensino em Portugal continua no séc. XX, porque continua a depender quase totalmente de lápis, caneta, papel e livros. Entre os anos de 1965 e 1987, Portugal teve a  Telescola , um projecto de ensino à distância que tentava resolver a falta de professores do ciclo preparatório (5º e 6º anos) em locais remotos. Desde então, tanto quanto sabemos, não houve mais projectos de ensino à distância em larga escala. Retrospectivamente, talvez tenha sido um erro mas, enfim, são coisas fáceis de dizer à posteriori. O tele-ensino não é uma coisa nova e os constrangimentos tecnológicos de hoje são muito menores. Nada que se compare, por exemplo com a experiência School of the Air , existente na Austrália desde 1951, quando os miúdos podiam apenas falar com os professores por rádios alimentados a pedais. Foto: "Miss Molly Ferg...

Informação falsa e propósito danoso

Que outra designação se pode dar a isto? Este tempo de espera é inútil e é introduzido apenas para convencer o utilizador a comprar algo de que não necessita. Mais um post facilitado pela falta de ética de uma empresa que explora uma plataforma electrónica de compras contratada pelo Estado.

Clueless!

Nem de propósito. Depois de escrever mais um post sobre os abusos das operadoras de plataformas electrónicas de compras fui obrigado a usar uma que nunca tinha usado, mas já tinha ouvido falar. A coisa começou mal. O sistema para me autenticar, começa por me pedir para correr um applet não assinado e mal construído, o que é uma má prática que a Java Virtual Machine avisa que não será tolerada por muito mais tempo. Quando eu, relutantemente, dou permissão ao applet para correr, a primeira coisa que ele faz é perguntar-me em que sistema está. O quê?!? Que programadores são estes que nem sequer são capazes de identificar o sistema operativo em que o software está a correr? Mais adiante, mais problemas. Quando se usa um smartcard (cartão do cidadão ou outro) para assinar documentos, temos que escolher uma opção de um menu. Mas em vez de se escolher a opção óbvia - "smartcard" - temos que escolher a opção errada: "Ficheiro". Finalmente, se não temos ...

Abusos das plataformas electrónicas de compras: um sinal do Estado

Finalmente, passados vários anos, o Estado começa a acordar para os abusos praticados pelas empresas gestoras das plataformas electrónicas de compras. Aqui no Bitites já se falou disso há quase 4 anos . Mais vale tarde do que nunca. As plataformas electrónicas de compras, tornadas obrigatórias há uns anos, são geridas por um grupo muito pequeno de empresas. As entidades do Estado têm que seleccionar uma delas, colocando aí os seus concursos públicos, e todos os seus fornecedores têm que apresentar as suas propostas também nessas plataformas. Ora, estas empresas gestoras das plataformas, numa lógica de oligopólio, têm vindo a exigir aos fornecedores do Estado que paguem um número crescente de serviços que deviam ser gratuitos por lei. Serviços como os selos temporais e o apoio telefónico, por exemplo. Algumas destas empresas, apresentam aos fornecedores interfaces confusos e difíceis de usar, que acabam por obrigar o utilizador a recorrer ao help-desk pago durante horas a fio, e dep...

A Base de Dados da Ruína

Há umas semanas, Paul Ohm deixava na Harvard Business Review um apelo às empresas para que não construíssem a "Base de Dados da Ruína". As grandes empresas, no seu esforço de competição, acumulam cada vez mais dados sobre os indivíduos. Dados que compilam dos seus serviços ou que adquirem a quem os tem para vender. Neste esforço, todos os dados parecem importantes e necessários, mas a verdade é que aumenta o risco de virem a ser divulgados factos embaraçosos ou que que as pessoas queriam manter em segredo. Chegado a certo ponto, a divulgação ou uso dos factos acumulados numa dessas bases de dados podem causar muito mal à pessoa, daí a designação de "Base de Dados da Ruína". Vem isto a propósito do Decreto-Lei  198/2012 de 24 de Agosto, que estabelece a obrigatoriedade de todas as empresas nacionais entregarem mensalmente a lista detalhada de todas as facturas que emitiram a cada um dos seus clientes. O actual ministro das finanças é um homem com pouca experiê...

Conferência Gestão Documental na Administração Pública

Conferência Gestão Documental na Administração Pública 6 de Dezembro 2012 - 14:00 Torre do Tombo Alameda Universidade 1649-010 Organização: APDSI - Coordenação: Eng.º Rafael António Ninguém duvida que a Administração Pública é sem dúvida o sistema de qualquer país que está mais associado aos recursos de informação e que exige maior rigor e competência na sua gestão, pois a sua atividade está toda ela impregnada de formulários, cadastros, processos e regras de negócio, cadeias de decisão, representações simbólicas de pessoas, empresas, território, veículos, etc., que constituem um fluxo perpétuo de recursos vitais ao funcionamento e à sobrevivência das suas instituições. A gestão documental na Administração Pública é uma das formas de responder aos desafios colocados com a necessidade de aceleração e transparência dos processos decisórios. Estes, correspondem genericamente a qualq...

Estratégia: Tecnologia versus Agricultura

O actual governo parece ter decidido que a nossa agricultura é prioritátia. Aparentemente, as hordas de jovens desempregados devem regressar aos campos de onde os seus avós saíram cheios de fome à procura de emprego na cidade. O facto de a mecanização ter reduzido ainda mais o valor do trabalho agrícola desde então é, nesta estratégia, ignorado. Portugal, nos últimos anos, tem feito um forte investimento no aumento de competências da sua população. Há um par de anos conseguiu-se, para surpresa de muitos, equilibrar a balança de pagamentos tecnológica - exportámos tanta tecnologia como importámos. A ciência e a tecnologia são e serão a base de todo o desenvolvimento da Humanidade. As empresas tecnológicas portuguesas, apostando na internacionalização, precisam de recursos competentes e em boa quantidade. Apesar disso, os cursos profissionais tecnológicos são abandonados por este governo, cuja prioridade passa a ser a agricultura, a caça e a pesca. E os bons cursos universitários, sem ...

Expresso: Site do Governo em baixo há vários dias

Segundo notícia do Expresso , o site do Governo está em baixo há vários dias e também está sem email. Afinal os cortes nos orçamentos da informática talvez tenham sido precipitados. Não? ;-)

Subsídios é no QREN, s.f.f. - #pl118

A reportagem da TVI que passou no sábado sobre o projecto lei 118 veio reforçar convicção de que há um grupo de empresas nacionais que estão a fazer lobby para obter, com a desculpa da cópia privada, uma compensação pelas perdas "derivadas da pirataria". O "problema da pirataria" é, na realidade, um problema de posicionamento estratégico das empresas. Não há negócio quando não há valor para o cliente. O que as editoras estão a tentar fazer é prolongar a facturação por serviços que os seus clientes deixaram de valorizar da mesma forma. A "pirataria" existe por que a tecnologia actual permite realizar o "milagre da multiplicação" praticamente sem custos, o que torna irrelevante o negócio da cópia e distribuição. Está assim cada vez mais claro o que se pretende: angariar um subsídio anual de 6 milhões de euros para o sector editorial, com revisão anual da lei para garantir que o subsídio não falhe mesmo que apareçam novas tecnologias. Um sub...

Parasitagem III - #pl118

Segundo notícia do Público , o Partido Socialista retirou a Proposta de Lei 118/XII para a rever e apresentar nova versão. Nenhuma novidade aqui. O processo continua, como anunciado anteriormente pela Deputada Gabriela Canavilhas .  O que o Partido Socialista irá propor, mesmo com as alterações previstas, é inaceitável, por diversos motivos: Inflacionará custos da informática empresarial : porque pretende aplicar uma taxa demasiado abrangente, que deveria incidir apenas sobre tecnologias de usufruto (áudio, vídeo); taxar armazenamento é tão absurdo como a taxar electricidade ou comunicações Prejudicará competitividade empresas TI nacionais : taxação nacional dá vantagens a empresas estrangeiras: Empresas de TI que importam equipamentos terão concorrência agravada por parte de empresas que operam no estrangeiro e não serão taxadas nas vendas directas para outros países - o que provocará uma situação semelhante ao que acontece na venda de combustíveis perto da fronteira espa...

Contra a Taxa Canavilhas

Aderimos à campanha "Não à Taxa", que procura convencer a nossa Assembleia da República a não aprovar a Taxa Canavilhas. O Projecto-Lei 118/XII é uma tentativa de cobrar dinheiro a quem não o deve pagar e entregá-lo a entidades opacas que representam organizações que vivem de um negócio ultrapassado pela realidade tecnológica. Sugerimos a todos que assinem a petição " Impedir a Taxação da Sociedade da Informação " e que a divulguem pelos vossos amigos e conhecidos. Dois excelentes índices do que se tem dito sobre este projecto de legislação pode ser encontrado aqui (blogues) e aqui (imprensa).

Richard Stallman no IST

Richard Stallman O grande mentor do software livre, Richard Stallman, está em Portugal esta semana. Hoje, pelas 14h, estará no Auditório A1 no Complexo Pedagógico 1 da UMinho, em Braga e amanhã, também pelas 14h, estará no Grande Anfiteatro do IST, em Lisboa. " Richard Matthew Stallman , frequentemente abreviado para 'rms ' ( Manhattan , 16 de março de 1953 ) é um famoso hacker , fundador do movimento free software , do projeto GNU , e da Free Software Foundation (FSF) ("Fundação para o Software Livre"). Um aclamado programador , seus maiores feitos incluem Emacs (e o GNU Emacs , mais tarde), o GNU Compiler Collection e o GNU Debugger . É também autor da GNU General Public License ( GNU GPL ou GPL ), a licença livre mais usada no mundo, que consolidou o conceito de copyleft . Desde a metade dos anos 1990 , Stallman tem dedicado a maior parte de seu tempo ao ativismo político , defendendo software livre e lutando contra a patente de softwares e a e...

Parasitagem - II - (Proj. Lei 118/XII do P.S.)

Após as audições da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, em que participaram também a ANETIE e a ANSOL, o grupo parlamentar do PS apresentou uma série de propostas de alteração ao seu Projecto Lei 118/XII. Não podemos deixar de saudar aquilo que aparenta ser o reconhecimento do exagero absurdo que tinha sido proposto anteriormente. No entanto, as alterações que o PS concede estão muito aquém do que será necessário. Vejamos. Como nunca se tinham dado ao trabalho de fazer as contas e perceber como estava mal elaborado o cálculo da taxa, os deputados do PS são agora obrigados a estabelecer um tecto máximo de 6% sobre o valor de cada produto. É que havia estimativas que punham a taxa num valor superior a 100% daqui a um ano ou dois para certos tipos de equipamento e isso acabou por ser uma proposta insustentável. No entanto, uma taxa nacional de 6% sobre estes equipamentos colocará, mesmo assim, uma pressão injusta sobre os preços dos importadores nacionais, e provocará u...

Parasitagem (Proj. Lei 118 do P.S.)

Segundo a Bíblia, Jesus Cristo fez o milagre da multiplicação dos pães, alimentando, com apenas cinco pães e dois peixes, uma multidão de mais de cinco mil pessoas. Estas pessoas não tinham onde comer e nem comprar o alimento. Cristo, contando com a generosidade de um menino que lhe doou os pães e os peixes, pôde alimentá-las e ainda sobraram doze cestos cheios. [adap. daqui ] Segundo o Partido Socialista, de acordo com a lógica que pretende impor através do Projecto Lei 118 sobre a cópia privada, ao partilhar os peixes e pães, Jesus Cristo estaria a prejudicar irremediavelmente os pescadores e padeiros da Palestina, pelo que todas as pessoas que comprassem cestos deveriam pagar uma taxa adicional para entregar a uma associação daqueles profissionais. Se isto parece absurdo, é porque a lei que o Partido socialista propôs é mesmo absurda. Se algumas pessoas copiam músicas e filmes utilizando discos ópticos e magnéticos porque diabos terão todos os utilizadores de discos ma...

Por este andar o primeiro lugar do ranking já era...

"Recentemente, ficou a conhecer-se o relatório do EGov Benchmark, um ranking da Comissão Europeia sobre serviços electrónicos. Portugal mantém-se no primeiro lugar do referido ranking, o que representa uma boa notícia para o país." Pois era, era. Mas, assim, esse primeiro lugar não dura nada:

Contenção de custos nas TI do Estado

Parece que a poupança de 60% nas TI do Estado, prometida esta semana pelo Ministo Relvas, já está a ser posta em prática...   "o acesso ao sistema está temporariamente indisponível"     "serviço momentaneamente indisponível" Nos anos 70 havia uma campanha na televisão que dizia "Não vá... telefone!". Agora vai haver uma nova versão: "Não telefone... vá! Leve um lanchinho, tire a senha e espere, que nós estamos em contenção de custos".  :-p

[Off-topic] O cigano e o burro

Era uma vez um cigano que tinha um burro. Que, como todos os burros, comia. Comia que nem um burro, poder-se-ia dizer. Mas o cigano não tinha muito dinheiro, e achava que gastava muito com a alimentação do burro. Depois de muito pensar, o cigano decidiu que o burro tinha que se habituar a comer menos. Afinal, isto de comer é também uma questão de hábito, achava ele. Um hábito caro, segundo a sua opinião. Pensando assim, o cigano começou a cortar na ração do burro. Ao fim de algum tempo, tinha reduzido os custos da alimentação do burro para metade. Estava muito satisfeito. E como o plano estava a dar resultado e o burro não protestava, o cigano continuou a poupar. Um dia, o cigano chegou ao estábulo onde o burro ficava durante a noite e encontrou o burro no chão. Estava morto. O cigano ficou muito aborrecido por o burro lhe ter morrido. Não só porque lhe fazia falta para os trabalhos diários mas, principalmente, porque tinha gasto tanto tempo a habituar o burro a comer pouco. E ...

Crise da Dívida = Excesso de Outsourcing

O outsourcing é moda nas TI já há vários anos. No entanto, o excessivo nível de outsourcing pode deixar as organizações fragilizadas, na excessiva dependência dos seus fornecedores. Assim como quem pede dinheiro emprestado. No inicio, é só facilidades. Depois os juros acumulam-se e quanto mais difícil se torma a situação, mais o credor aperta. Afinal, o financiamento bancário não é mais do que o outsourcing do financiamento próprio, não é verdade? As organizações que abusam do outsourcing deviam tirar algumas lições da crise da dívida. Um dia destes, a sua falta de capacidade interna para realizar as tarefas mais básicas pode acabar por lhes sair muito caro. Não seria de esperar que as organizações mantivessem nas suas equipas, pelo menos, pessoal com capacidade para avaliar os fornecedores a quem subcontratam serviços? Ou pessoal para manter serviços mínimos caso um fornecedor abandone o mercado?

Normas Abertas, fantasmas e a fórmula MIDI

Pela sua importância, e por não estar disponível online ao público, reproduz-se aqui um importante artigo de Gustavo Homem , presidente da ESOP, sobre a confusão (deliberada?) que tem havido entre Normas Abertas e Software Livre. Este artigo foi publicado no jornal Público de ontem (31 de Janeiro de 2011). " Normas Abertas, fantasmas e a fórmula MIDI Por Gustavo Homem Os dois projectos de lei são perfeitamente agnósticos em relação ao modelo de licenciamento do software Como é do conhecimento público, a adopção de Normas Abertas em Portugal foi aprovada na generalidade e aguarda neste momento discussão na especialidade. Esta aprovação contou com um apoio alargado a nível dos partidos, de personalidades e instituições académicas e associações como a ESOP e a ANSOL. A abrangência do apoio às iniciativas legislativas tem uma razão: a adopção de Normas Abertas beneficiará o Estado, as empresas e os cidadãos e acabará por resolver um conjunto de problemas de incompatibilidade que pre...

Não basta fazer figas e ter fé

A bronca das presidenciais com os números de eleitor não pode passar em branco neste blogue. Visto de fora, o que se passou foi simples. Os vários sistemas de consulta aos novos números de eleitor falharam e com isso milhares de pessoas tiveram que passar horas em grandes confusões para descobrir onde podiam votar. Muitas, diz-se, terão desistido. As razões concretas para este sistema crítico ter ido abaixo no preciso dia em que foi mais solicitado são certamente muitas. E os responsáveis também. Mas, de uma forma geral, o que se passou foi simplesmente que quer o sistema quer as equipas de suporte não estavam preparados. É uma verdade de La Palisse , certamente, mas não deixa de ser o fulcro da questão. Para além disso, aparentemente, não havia plano de contingência. Todos os bons profissionais sabem que a qualidade só se atinge com uma boa dose de preparação e com muita auto-desconfiança. Isto é: não basta montar os sistemas e esperar que corra tudo bem. É preciso testá-l...