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As Plataformas de Compras Públicas, um conjunto de portais privados que o Estado está obrigado a usar desde o ano passado para todas as suas aquisições, arriscam-se a ser mais um problema para a imagem e credibilidade do sector das TI.
Por toda a parte se vão ouvindo queixas de mau funcionamento, interfaces mal desenhados, processos difíceis de entender, tecnologias que não funcionam, help-desks incompetentes, etc..
Considerando que estas plataformas ganharam, desde o ano passado, milhares de novos utilizadores que dependem delas para o funcionamento do seu negócio, perspectiva-se um período negro na relação entre utilizadores e informáticos, agravado pelo stress de propostas que têm que ser entregues com urgência, concursos que têm que ser processados dentro dos prazos, iniciativas que estão programadas com precisão, e dinheiro que está à espera de mudar de mãos mas não muda porque "o sistema não deixa".
Para além dos expectáveis (mas não justificáveis) bugs das plataformas, há um problema sério de falta de cultura de segurança entre utilizadores e profissionais das TI. A utilização de certificados digitais, obrigatória, ainda é muito mal compreendida e há um risco elevado de as pessoas não saberem gerir e proteger a sua identidade digital. Enquanto isso acontecer a probabilidade de perdas de negócios é mais elevada, o que será certamente agravado pela provável rigidez das plataformas que ainda estarão bastante imaturas em relação ao processo de compras públicas.
Se, no ano passado, os compradores públicos procuraram concentrar as suas compras antes de Julho para minorar os problemas derivados do uso das plataformas, já neste ano, logo que os Orçamentos entrem em vigor, não haverá forma de escapar aos problemas.
Aos compradores, uma sugestão: preparem-se e não confiem demasiado nas plataformas. Aos fornecedores: não deixem as propostas para o último dia, porque depois podem não conseguir entregá-las a tempo.
2010/01/29
Plataformas de Compras Públicas - Um problema para todo o sector das TI
Autor:
Fernando Fernández
Data:
09:40
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Keywords: governo, informática
2009/09/23
JavaPT09 – Sun e PTJUG. Uma cooperação de sucesso.
Fiquei agradavelmente surpreendido com o que presenciei no JavaPT09, realizado em 17 do corrente mês, na Universidade do Minho, em Braga. Por diversos motivos, dos quais mencionarei os que achei mais relevantes.
Um dos motivos foi a boa organização com que tudo se processou. Desde a verificação dos espectadores através dos registos, até à última apresentação agendada, tudo se processou razoavelmente dentro dos horários previstos e de uma forma natural e fluída. Ficam aqui os meus parabéns quer aos organizadores, quer aos apresentadores.
Depois, pela realização deste evento JavaPT09 na zona Norte do país, tradicionalmente mais ligada a ferramentas e linguagens desenvolvidas pela Microsoft. Notei que, apesar deste facto, a adesão de espectadores foi elevada, tendo uma das sessões chegado mesmo a esgotar a lotação (Hands-On Lab). Claro que não tenho elementos que me permitam dizer concretamente quantos dos espectadores seriam de outras zonas do país ou até do exterior, mas fiquei com a sensação de que a linguagem Java atrai já muitos profissionais e estudantes do Norte.
Outra razão prende-se com o facto de que assistir a este evento, proporcionou a quem lá esteve a percepção da dimensão do fenómeno Java na nossa vida, ainda que, por vezes, oculto no nosso quotidiano, nomeadamente no software dos cartões SIM que todos utilizamos nos nossos telemóveis. A versatilidade de Java, desde o programa básico à plataforma empresarial mais complexa, passando pela sua utilização em hardware, fazem com que Java seja uma possível resposta à maioria das necessidades que um programador pode enfrentar.
As apresentações e os vários temas escolhidos não desiludiram, e abordaram sempre software open-source, o que nos dá maiores garantias de continuidade, na minha perspectiva. Como não podia deixar de ser, falarei um pouco de cada uma das apresentações:
- Apesar da sessão da manhã (plenária, gerida pela multinacional Sun), ter sido efectuada em inglês (cada vez mais uma língua obrigatória nesta “Aldeia Global”), o evangelhista Java Simon Ritter, teve a capacidade de a conduzir de forma clara e bem perceptível. Começou por falar das inovações previstas para o novo JDK7, a concluir em 2010, algumas das quais visando a simplificação do código utilizado nas classes Java, nomeadamente no encerramento de alguns métodos, evitando código previsível que passa a ser controlado automaticamente. Apesar do JDK7 ser da Sun, permite que o projecto paralelo OpenJDK seja gerido por uma comunidade open-source;
- Explicou e demonstrou a versão 1.2 do JavaFX, que promete estar ao nível dos designers mais exigentes, acabando com a argumentação de quem acha (como eu!) que Swing e AWT já têm uma imagem ultrapassada e demasiado “cinzenta”;
- Falou também da última versão do conhecido IDE Netbeans, o qual inclui agora suporte a JavaFX e às novidades ao nível do projecto Glassfish, entre outras revisões mais, com pacotes de instalação para os vários sistemas operativos;
- Já de tarde, mas ainda fazendo parte da sessão plenária da Sun, assistiu-se à apresentação, por Artur Alves, das novidades na versão 3 do projecto Glassfish, que procura englobar várias plataformas OSS numa só, criando mecanismos de interacção entre elas, por exemplo ao nível das autenticações SSO. Gostei particularmente da Sun ter adaptado para uso como Portal Server a plataforma Liferay, já com provas dadas nos últimos anos, bem como usar ainda MySQL como base de dados preferencial, apesar da compra da Sun pela Oracle;

- Não tendo presenciado a sessão paralela Hands-On Lab, pois optei pela gerida pelo PTJUG (do qual falarei adiante), não pude observar o que lá se passou. Mas a lotação esgotada e o facto de permitir a quem tinha consigo um portátil, de colocar em prática parte daquilo que anteriormente ouviu falar, quase que me permitem concluir que também esta sessão terá sido um sucesso;

- A sessão paralela, ao encargo do grupo português de utilizadores Java, o PTJUG, englobou três apresentações. A primeira das quais, direccionando-se para a demonstração de Stripes, foi efectuada por Samuel Santos, programador, membro activo do PTJUG, e contribuidor para a definição de standards internacionais de programação. Esta framework MVC de desenvolvimento Java para web, propõe-se simplificar os métodos e acções que dão origem a uma aplicação web. Depois desta boa apresentação, também eu fiquei convencido de que houveram no Stripes muitas simplificações, face a outras frameworks web orientadas a acções, como Struts. Pelo menos face ao Struts original, visto que confesso desconhecer as alterações ocorridas desde que a junção Struts e Webwork deram origem a Struts2;

- De seguida foi a apresentação de Ruben Badaró, um dos três Leaders do PTJUG, que procurou explicar as diversas abordagens possíveis, quando em desenvolvimento nos deparamos com enormes quantidades de fluxos concorrentes, para acesso a um mesmo recurso. A utilização de caches, de bases de dados não relacionais (ex. Berkeley BD), de múltiplos servidores (perspectiva horizontal), de aumento de CPUs e/ou outros elementos em cada servidor (perspectiva vertical), são alguns dos exemplos apresentados;

- Para finalizar a sessão, Hugo Pinto, CEO da KnowledgeWorks, também ele membro muito activo do PTJUG, falou-nos da sua experiência pessoal num projecto desenvolvido para o Ministério da Educação. Este projecto assentava numa arquitectura SOA. Ficou bem demonstrada a estrutura de uma tal arquitectura, bem como as vantagens desta, quer ao nível das comunicações internas entre os componentes de uma aplicação web MVC, quer dos acessos ao servidor a partir de diferentes entidades, com permissões de acesso distintas. Ficou ainda subjacente a diferença entre uma arquitectura SOA de raiz, e uma arquitectura com web-services incluídos mas não desenhada para tirar o máximo partido destes.

Fica aqui uma imagem do auditório onde decorreu a sessão do PTJUG, onde é possível confirmar o grande número de espectadores presentes.
Eu não estaria a ser totalmente isento nesta minha abordagem ao JavaPT09, se não referisse também os pontos que menos me agradaram (felizmente foram poucos). Em primeiro lugar, estranhei que em todas as apresentações de produtos de software, apenas se falasse das vantagens desses produtos, ignorando por completo referências àquilo em que estes precisam de melhorar ou que estão menos bem colocados face aos concorrentes directos. Acredito que a necessidade de cumprir tempos pré-estabelecidos desse prioridade às vantagens, nalguns casos acrescida de imperativos de marketing. Ainda assim, uma análise justa deveria ser mais abrangente. Em segundo lugar, o desconhecimento que os apresentadores da Sun alegaram (e não ponho esse facto em causa), acerca dos motivos comerciais e estratégicos que levaram à aquisição da sua empresa pela Oracle, bem como do futuro do software open-source actualmente sob tutela da Sun, nomeadamente MySQL, Netbeans e o próprio JDK. Continuarão totalmente abertos a comunidades de desenvolvimento open-source, ou passarão a projectos proprietários no futuro, obrigando os actuais projectos open-source a seguir por caminhos distintos?
Para finalizar, e pegando nas palavras de Ruben Badaró proferidas no final da sua apresentação, deixo uma breve descrição do que é o PTJUG e a quem se destina. Posso dizer que se trata de um grupo português de utilizadores de Java, com quase 500 membros, que se destina essencialmente à troca de preciosas informações e experiências entre profissionais do desenvolvimento de software em Java, mas que se encontra também aberto a todos aqueles que têm curiosidade em experimentar esta linguagem de programação, ou nesta se encontra ainda a dar os primeiros passos. Pela experiência pessoal, posso dizer que as questões que ao PTJUG até agora submeti, foram respondidas de uma forma bastante célere. Em resumo, é na partilha de conhecimentos que este grupo tem o seu grande valor, organizando até eventos periodicamente. Quem partilhar do interesse por Java, não pode deixar de se registar no grupo ou conhecer o seu site. Poderá ainda pesquisar as ofertas de emprego no grupo PTJUG-emprego. Com a assinatura do Protocolo de Criação do Centro de Competência de Java, na Universidade do Minho, no início do JavaPT09, fico convicto que o Norte vai começar a mostrar a sua força e presença no PTJUG.
E assim foi o JavaPT09. Fico ansiosamente à espera do próximo evento Java, da Sun ou do PTJUG.
Nota: Deixo aqui os meus agradecimentos a Tiago Rico (PTJUG) e a Luís Guimarães (Sun Portugal), por me terem facultado as fotos aqui apresentadas.
Autor:
Ricardo Cardoso
Data:
11:53
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2009/05/04
10 formas de evitar estimativas de projecto estúpidas
- Deixa que a história te guie
Se demorarem o dobro do tempo estimado, é provável é seja prometido o mesmo de novo. Não caias nessa. Aqui, o passado é um bom indicador do futuro. - Pede detalhes
Pergunta os porquês de uma estimativa. Se te explicarem o tempo que leva cada sub-tarefa, tudo bem. Se encolherem os ombros, é mau sinal. - Desafia os prazos
Contestar os números é sempre uma boa ideia. Obriga um programador a justificar a sua estimativa e a encontrar inconvenientes. Convém contar com eles o quanto antes. - Medidas
São comuns derrapes no calendário? Se sim, o quanto comum? Se não sabes, começa a apontar para teres uma ideia. - Abre e fecha parêntesis
Guia o programador na fragmentação em subtarefas, ajudando-o com perguntas como “5 dias chegam?” ou “Consegues acabar isso em 10 dias?”. - Pede uma segunda opinião
Não confies sempre nas estimativas apenas de um membro da equipa. O resto da equipa está toda de acordo? - Dois pensam melhor que um
Será que te estão a dizer só o que queres ouvir? Fala com alguém com experiências no mesmo tipo de projectos. - Põe a equipa a par
Mostra à equipa as suas próprias estatísticas, ajuda-as a encontrar padrões na sua forma de estimar e desafia-os a perceber o que correu mal nas más estimativas. - Recompensa e penaliza
Se terminou no dia estimado, celebra. Se terminou antes do dia estimado, chama a atenção. Se terminou depois do dia estimado, dá nas orelhas. - Impõe uma cultura
Incentiva a sinceridade e o realismo. Todos querem ouvir que é rápido. Mas ninguém quer deixar de cumprir com os seus prazos.
Autor:
Diogo Oliveira
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14:19
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2009/04/03
Gmail em laboratório
Boas notícias para quem tem conta no Gmail, e a usa frequentemente através da Web. Em tema de celebração do 5º aniversário do GMail, surge uma nova panóplia de funcionalidades denominada Gmail labs.
A Google tem vindo constantemente a melhorar a interface, trazendo novas funcionalidades, mais ou menos sublimes, e algumas muito importantes e relevantes, às quais se juntam agora novos 'brindes', em fase exprimental. Para quem não tem exprimentado ou reparado:
- Comportamento à-la-portal: Qualquer widget tipico do iGoogle pode ser agora adicionado à página inicial do Webmail
- Utilização Offline: Utilizando a ferramente Google Gears, para ver o Webmail sem estar conectado.
- Pré-visualização de documentos MS Office/OpenOffice, PDF, MP3, etc, directamente no browser. Se houverem links para o youtube (e derivados), fotos do google picasa, etc., há também a possibilidade de o ver no mail, como se de um anexo se tratasse.
- Anular envio: quantas vezes só nos lembramos de alguma coisa depois de clicar em enviar? O GMail permite que o mail só seja realmente enviado passao 10 segundos, disponibilizando um link 'Anular' quando se envia uma mensagem.
- Melhorias no GTalk embebido (algumas nem o cliente desktop possui): video-conferência, conversas em grupo, etc.
- Interface em português europeu
- Ligação com outras contas: permite não apenas enviar mail em nome de outras contas, como obter o mail de outras contas (para quem usa a desculpa do 'ai toda a gente tem o meu endereço antigo...')
Autor:
Diogo Oliveira
Data:
17:21
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Keywords: google gmail mail labs beta
2009/03/23
Funcionários públicos têm formação gratuita em Software Livre

A ESOP - Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas - anunciou a abertura das inscrições para o curso de Introdução às Tecnologias Open Source, desenvolvido ao abrigo do protocolo assinado com a AMA em 2008.
O curso, que terá lugar na FDTI em Lisboa, é composto por 7 sessões independentes e visa dotar os formandos de uma visão panorâmica das tecnologias disponíveis, com ênfase num conjunto de soluções de especial maturidade e fiabilidade.
As sessões de formação têm como destinatários funcionários e agentes da Administração Pública envolvidos na gestão e optimização de TI.
O acesso é livre, mediante inscrição prévia que se pode efectuar em: http://www.esop.pt/workshops
O Programa é o seguinte:
14 de Abril de 2009
10:30 Introdução e boas vindas
15:00 Open Source end-to-end
12 de Maio de 2009
10:30 Ubuntu - Linux para seres humanos
11:30 Produtividade com o OpenOffice
15:00 Gestão documental e workflow com Alfresco
16 de Junho de 2009
10:30 Gestão de conteúdos web com o Joomla
15:00 MySQL
14 de Julho de 2009
10:30 Introdução ao Sugar CRM
15:00 Desenvolvimento de portais colaborativos com Java Enterprise e Liferay
15 de Setembro de 2009
10:30 Desenvolvimento de aplicações com Java Enterprise
15:00 Desenvolvimento web com PHP
13 de Outubro de 2009
10:30 Criação de VPNs com OpenVPN
15:00 IPBrick e o conceito Open Source UCoIP
17 de Novembro de 2009
10:30 Consolidação de servidores e virtualização com Xen
15:00 Integração de Ms Exchange com Linux e Windows
18:00 Conclusão e entrega de certificados
As sessões serão animada por elementos de várias empresas associadas da ESOP.
Autor:
Fernando Fernández
Data:
16:30
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Keywords: alfresco, carreira, governo, java, liberdade, linux, open source, openoffice, php, portais, programação, software livre, ubuntu
2009/03/02
Marketing pessoal
Moxie Marlinspike é um programador jeitoso que está desempregado desde o ano passado.
Provavelmente atrapalhado com alguma dificuldade financeira, Moxie decidiu fazer marketing pessoal: inscreveu-se como conferencista no evento Black Hat DC 2009 e foi dizer ao mundo que o SSL - sistema que toda a gente usa para garantir a segurança do acesso aos websites seguros - afinal não é seguro. E para provar isso a toda a gente, desenvolveu e publicou na net um programa chamado sslstrip que demonstra a sua teoria.
Moxie Marlinspike anuncia-se ao mundo como um anarquista com tendências poéticas que gosta de viajar e fazer vela. E é também um estudioso das questões de segurança informática.
Na página onde publicou a sua "bomba", Moxie sugere que quem faz download do código faça também uma doação em dinheiro, dizendo:
"Se te sentes generoso fica sabendo que eu faço investigação sobre segurança por interesse pessoal e que só muito ocasionalmente publico os meus achados. Se gostas do que publico talvez consideres a hipótese de clickar no botão 'Doar', o que poderá motivar-me a publicar mais vezes (e dissuadir-me de vender coisas à máfia Russa em vez disso)."Para além do interesse antropológico deste personagem, a mensagem que ele nos transmite é preocupante. A técnica que ele desenvolveu permite, segundo o que ele afirma, realizar ataques "man-in-the-middle" às conexões SSL/HTTPS. E este tipo de conexões é usado, por exemplo, em todos os sistemas de home-banking, e em todos os sistemas de compras electrónicas.
Convém, apesar de tudo, não entrar imediatamente em pânico. Assumindo que é verdade o que ele diz ser capaz de fazer (e, à cautela, convirá assumi-lo até prova em contrário) mesmo assim a capacidade de ataque é limitada, pois implica possuir um sistema comprometido numa das redes envolvidas na comunicação.
Seja como for, é muito provável que Moxie Marlinspike arranje rapidamente emprego. Esperemos que não seja a trabalhar para a máfia Russa.
Autor:
Fernando Fernández
Data:
17:47
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Keywords: capitalismo, carreira, confidencialidade, governo, inovação, internet, liberdade, riscos, segurança, web, ética
2009/02/05
Seis sugestões para quem procura emprego pela Net
Quem vê telejornais por estes dias pode achar estranho, mas lá na empresa estamos a contratar pessoal. Mistérios da Economia... Por causa disto tenho tido que analisar muitas candidaturas nas últimas semanas. E há algumas coisas que me chocam, pelo que decidi fazer este post.
Se andam à procura de emprego e a enviar CVs para as empresas, vejam isto como um desabafo de quem tem que ler dezenas de emails escritos descuidadamente e à pressa, onde muitas vezes nem se percebe sequer a que é que o candidato se está a candidatar. Como se procurar emprego fosse um hobby pouco importante...
Sugestão nº 1 - Sigam as regras da candidatura à risca
Se o empregador vos pede o CV em PDF mandem-no em PDF. Se vos pede "exclusivamente em PDF" é porque ele leva a questão a sério. Provavelmente é alguém que não gosta de formatos proprietários. E se receber um CV em formato MS-DOC vai ficar especialmente irritado, porque quando escreveu um anúncio a pedir "exclusivamente em PDF" era porque não queria mesmo receber CVs em MS-DOC.
Vocês querem mesmo que a primeira emoção que o empregador sente quando vê a vossa candidatura seja raiva pelo desleixo, preguiça ou o que quer que seja que vos levou a não respeitar as regras? ;-)
Sugestão nº 2 - Gastem tempo na candidatura
Não se limitem a mandar um email vazio com o CV em anexo. Expliquem em duas ou três linhas quem são e porque se estão a candidatar. Sejam claros na mensagem. Usem palavras vossas e não minutas copiadas da net.
Sugestão nº 3 - Se não sabem escrever, aprendam
A culpa dos vossos erros ortográficos e gramaticais pode ser do sistema de ensino. Mas o problema agora é vosso e não dos professores que nesta altura vão a caminho da reforma. Liguem o corrector ortográfico, pelo menos. E leiam bem o que escrevem antes de enviar a candidatura.
Sugestão nº 4 - Saber inglês é bom, mas...
Enviar uma candidatura em inglês é bom, porque mostra uma predisposição para abordar o trabalho numa perspectiva internacional. Mas verifiquem bem o texto. Os erros que lá estejam podem prejudicar mais do que o benefício que o inglês traz.
Sugestão nº 5 - Estudem a empresa
Logo que possam, dêem a entender ao empregador que se interessaram pela empresa e tentaram compreendê-la. Estudem o website e quaisquer referências que encontrem sobre ela. "Amor com amor se paga", o que quer dizer que se se interessarem pelo vosso potencial empregador há mais probabilidade de ele se interessar por vocês.
Sugestão nº 6 - Cuidado com a vossa imagem virtual
Uma candidatura enviada de um email do género "sexygirl1985" pode ser levada a sério? A vossa página do Hi5 está cheia de asneiras? Tenham cuidado com o que põem na net em vosso nome. Não há detergente eficaz para essas manchas.
Enfim. Estas são só as que me vêm agora à cabeça. Recordem-se sempre:
-- "não há segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão".
[adição posterior]
Sugestão nº 7 - Cuidado com a vossa imagem real
As fotos nos CV são uma boa ideia, mas... seja o candidato bonito ou feio, o importante é que ponha uma cara simpática e bem disposta. É que não conheço ninguém que contrate pessoas por ter medo delas. ;-)
Sugestão nº 8 - Para onde vai mandar esse email?
A maior parte das empresas bem organizadas tem um endereço de email específico para receber candidaturas de emprego. Use esse endereço para enviar a sua. Se, em vez disso, a enviar para o endereço geral da empresa na esperança que do outro lado haja um reencaminhamento para o sítio certo, esqueça. Uma competência fundamental de qualquer emprego é saber ler. Se você não é capaz de encontrar o endereço certo no anúncio ou no site, não será certamente um candidato adequado para o emprego.
Autor:
Fernando Fernández
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15:44
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Keywords: carreira
2009/01/22
4º Meeting do PT Java Users Group em 29 de Janeiro
Este é o quarto evento técnico-social organizado por este grupo profissional que já congrega cerca de 400 pessoas ligadas às tecnologias da Plataforma Java.
A agenda do evento é a seguinte:
- Boas vindas, pelos Leaders do PT.JUG
- Maven e companhia - gestão de builds e dependências, por Ruben Badaró
- Sistemas de Controlo de Versões Distribuídos e Integração com ferramentas Java, por Miguel Duarte
- Jantar
Este evento é patrocinado pela Truewind.
Autor:
Fernando Fernández
Data:
18:46
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2009/01/12
[Off-topic] "Novas" tendências de gestão
Afinal as novas tendências de gestão não são de agora. E as suas consequências também já são conhecidas há muito.
Vejam esta carta do Senhor Vauban , Engenheiro Militar e Marechal de França, dirigida ao Senhor Losvois, Ministro da Guerra de Luís XIV, datada de 17 de Julho de 1683.
"Monsenhor:
... Há alguns trabalhos nos últimos anos que não acabaram e não acabarão nunca, e tudo isso, Monsenhor, porque a confusão que causam as frequentes baixas de preços que surgem nas suas obras só servem para atrair como empreiteiros os miseráveis, malandros ou ignorantes e afugentar aqueles que são capazes de conduzir uma empresa.
Digo mais, deste modo eles só atrasam e encarecem as obras consideravelmente porque essas baixas de preços e economias tão procuradas são imaginárias, dado que um empreiteiro que perde, faz o mesmo que um náufrago que se afoga, agarra-se a tudo o que pode; e agarrar-se a tudo, no ofício de empreiteiro, é não pagar aos fornecedores, pagar baixos salários, ter os piores operários, enganar tudo e todos e pedir misericórdia por tudo e por nada.
"... é o suficiente, Monsenhor, para lhe fazer ver a imperfeição dessa conduta: abandone-a; e em nome de Deus, restabeleça a boa fé; adjudique as obras a um empreiteiro que cumpra o seu dever. Será sempre a solução mais barata que podereis encontrar."
Isto não vos faz lembrar uns quantos projectos informáticos conhecidos? ;-)
Autor:
Fernando Fernández
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17:57
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Keywords: capitalismo, gestão, governo, negócios, off-topic, outsourcing, ética
2008/12/05
Software grátis e útil para o PC do Natal
A Market Report traz uma notícia algo surpreendente: o mercado nacional de PC's está a crescer 75% em 2008. Isto é: estarão a vender-se este ano quase o dobro dos computadores pessoais do que no ano passado. Uma razão para isto será certamente a existência dos programas governamentais que facilitam a aquisição de computadores portáteis para o ensino básico e secundário. E outras razões haverá.
Entretanto, e como estamos na época do Natal, muita gente irá também comprar um computador novo nesta época, pelo que aqui fica uma lista de software open-source (ou simplesmente gratuito) essencial em qualquer PC. Quem usa Linux pode instalar os pacotes automaticamente usando o sistema operativo. Mas como a maior parte dos novos PCs irá (ainda) correr Windows, a lista inclui URLs para fazer o download.
Firefox Web Browser: o melhor browser do mundo, com centenas de extensões facilmente instaláveis. Extras recomendados: Dicionário de Português, Dicionário de Inglês, Flagfox, IE Tab (para aqueles sites mal feitos, que só correm em IE).
Thunderbird Mail: para ler correio electrónico qualquer que seja o servidor e o protocolo de acesso, com muitas extensões facilmente instaláveis. Extras recomendados: Lightening (agenda), Dicionário de Português, Dicionário de Inglês
OpenOffice3: afinal quem é que manda nos meus dados? A "suite" de escritório electrónico aberta lançou a sua mais recente versão e os seus ficheiros nunca mais ficarão trancados em formatos proprietários sujeitos a ameaçadoras patentes. Também possui um sistema de instalação de Extras, dos quais se recomendam: Dicionário de Português, PDF Import Extension, Professional Template Pack
Java Runtime Environment: seja para entregar o IRS ou para correr animações feitas com JavaFX, o Java é um daqueles que não se pode evitar, e ainda bem.
Avast Antivirus Home Edition: não é open source mas é gratuito e faz mesmo falta nos dias de hoje.
Gimp: Photoshop para quê se temos o Gimp? Edição de imagens profissional sem gastar um tostão em software.
Pidgin: porquê limitar-nos ao MSN se podemos falar também nas redes Google Talk, ICQ, Yahoo, etc.? Com o Pidgin podemos estar em todas.
7zip: um utilitário muito versátil para arquivar manipular ficheiros ZIP e outros ainda mais compactos.
FreeMind: um bloco de notas com esteróides, que permite editar mind-maps e organizar ideias de forma gráfica e muito compacta.
Ubuntu: se o PC novo tem Windows, abra uma janela para outro mundo. Instale Ubuntu Linux, sem destruir o Windows, e experimente a liberdade de escolha.
Boas compras!
(e se se lembrarem de mais algum, digam)
Autor:
Fernando Fernández
Data:
13:49
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Keywords: computadores, ensino, irs, java, linux, open source, openoffice, patentes
Spring Integration

Finalmente, após meses de "incubação" e apenas 2 dias após a data prevista, eis que foi oficialmente lançada a versão 1.0.0 GA do projecto "Spring Integration".
Não sendo eu muito adepto do uso desenfreado de Frameworks - ando para escrever algo sobre aquilo que considero um "antipattern" a que chamo de "Framework Oriented Design Architecture" mas tenho vergonha de o fazer em Português - e tendo algumas histórias de puro terror com o uso de algumas (não vou citar quais para não ferir susceptibilidades), foi com enorme prazer que verifiquei que desta vez as minhas fobias não se verificaram, considerando que trabalho com este projecto desde a versão M1, embora com algumas interrupções.
Eis aqui alguns pontos que creio justificarem a diferença:
- A "envergadura" do projecto. Os autores não têm tentado fazer um "state-of-all-arts" que rapidamente se torna num "elefante" que tenta servir todas as mesas ao mesmo tempo quando devia estar apenas a atender ao balcão. É o que acontece, do meu ponto de vista, com por exemplo o projecto Restlet que se tornou quase tao grande como os "monstros" SOA que visava "substituir" (que me perdoe o Jérôme Louvel por dizer isto, ele que até pertence ao grupo de "experts" do JSR-311 que tanto prezo...).
- A "maleabilidade" do projecto.
Não tendo que seguir rigidamente uma norma ou especificação (o projecto é apenas "loosely-based" no famoso livro EAI Patterns) o projecto não caiu na tentação de seguir uma linha orientada a um único "use-case", tendo-se mantido até agora utilizável em cenários completamente distintos dos idealizados pelos autores. Ao contrario do que sucedeu com o Jersey, que tendo optado por uma estrutura unicamente orientada a HTTP torna difícil a sua implementação com outros protocolos. O que aliás não é muito RESTafarian.
- A gestão do projecto. Mark Fisher, o leader do projecto, é uma pessoa com uma abertura extraordinária para "ouvir a comunidade", para pôr as suas próprias ideias em discussão, e quando é caso disso para integrar o resultado dessas discussões no projecto. Mesmo quando essas discussões são com gajos chatos pra caramba...
Por motivos compreensíveis, aguardo com ânsia a versão 1.0.1!!!
P.S. - Perdoem-me a imodéstia de me citar a mim próprio tantas vezes, mas também se não escrever daquilo que conheço, é melhor não escrever nada (ok, já sei o que estão a pensar)...
Autor:
António Mota
Data:
12:25
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2008/12/02
[Off-topic] Piada velha
Esta já é velha, mas como há quem não saiba, aqui vai.
Uma mulher vai à polícia.
- Senhor guarda, quero apresentar uma queixa! - diz ela
- O que se passou, minha senhora? - pergunta o guarda
- Fui violada!
- Foi alguém que a senhora conhece?
- Não senhor guarda nunca o tinha visto. Apareceu vindo do nada, violou-me e foi-se embora.
- É capaz de o reconhecer se o vir outra vez?
- Não sei se sou capaz... foi tudo tão rápido.
- Notou alguma coisa de especial na cara, na roupa?
- Não, nada de especial
- Viu se era alto ou baixo? Magro ou gordo? Louro ou moreno?
- Não consegui ver, senhor guarda... Só sei que era consultor...
- Consultor?!? Mas como é que a senhora sabe disso?
- Ora senhor guarda... fui eu que tive que fazer o trabalhinho todo!
Autor:
Fernando Fernández
Data:
23:46
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2008/11/06
Quando as coisas correm mal... na livraria
Mais uma "televisão publicitária" encravada com um problema qualquer de software. Desta vez numa prestigiada livraria.
Por acaso tive que voltar ao mesmo sítio passadas 8 horas e, pasme-se, ainda ninguém tinha tomado a iniciativa de ir lá desligar a coisa.
O que é que está errado neste género de situações? É que há quem pense que basta comprar tecnologia para resolver problemas ou mudar a sua imagem. Mas não. A tecnologia é complexa e se não nos preocupamos em conhecê-la e dominá-la, acabamos a fazer figuras tristes.
Autor:
Fernando Fernández
Data:
18:26
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2008/10/24
Quando as coisas correm mal... no Vista

Há muita gente a dizer mal do Vista. Eu acho que, antes de mais, foi um passo maior do que a perna.
A verdade é que faz (muito) mais coisas. Mas muitas dessas coisas novas são um aborrecimento.
E há outras que funcionam mesmo pior. Como o Explorador do Windows, que agora de vez em quando estoura.
Há mínimos. Ou não há? ;-)
Autor:
Fernando Fernández
Data:
09:54
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Keywords: erros, humor, windows vista
2008/10/15
Sistemas Operativos - para quê?
Há muito muito tempo, "more time then I care to remember" como dizia a canção, comecei eu a trabalhar num computador todo jeitoso que na altura era o "state of the art" da indústria, inventado por quem inventou os computadores como os conhecemos hoje. Toda a gente sabe de quem falo - a Xerox, claro está.
Essa maravilha tecnológica chamada Xerox 820-II corria em CP/M, produzido por uma companhia chamada Digital Research que mais tarde ficou tristemente célebre por ter "perdido" o contrato de fornecimento à IBM do sistema operativo para os IBM-PC para o então pouco famoso Bill Gates que soube aproveitar da melhor maneira o facto da sua mãe pertencer ao conselho administrativo de uma instituição de caridade onde também tinha assento o então presidente da... IBM!!! Mas enfim,isso é (outra) história...
Mas, dizia eu, o CP/M era muito bonzinho para trabalhar, uma "footprint" de memória baixíssima (que remédio, pois se não havia memória...), simples o suficiente para, por exemplo, escrever "device drivers" e pequenos utilitários em Assembler praticamente só usando as "system calls" do CP/M (a propósito, fazendo o mesmo em MS-DOS bem que reparei na altura que 80 ou 90% dos System Calls eram iguais).
E o que era melhor, ligava-se o computador e demorava talvez um segundo a carregar todo o OS, desligava-se o computador sem ter cá "shutdowns", fazia-se CTRL+ESC para fazer reboot quase instantâneo. E podia-se correr tudo o que se quisesse em Debug... Incluindo o próprio CP/M. Claro que está que conseguir perceber o programa só olhando para código assemblado e o os registos da CPU era obra...
Mas ainda mais importante, a sua simplicidade permitia compreender o funcionamento do computador, permitia entender directamente essa relação equivoca de software com hardware, entre aquilo que nós como programadores escrevemos e aquilo que a máquina faz ao nível do processador.
Ora eu não defendo que para programar em linguagens de alto nível o programador tenha que necessariamente saber o que se passa a baixo nível, até ao nível do hardware. Aliás, acho que os computadores só marginalmente estão relacionados com a Informática. No entanto, dado que eles são parte integrante do corrente estádio evolutivo da indústria, perceber o que fazem a baixo nível é muito útil seja a que nível se esteja a trabalhar. E eu sou uma pessoa tipicamente de baixo nível...
Bom, mas sendo pequeno é no entanto um OS, e eu comecei por dizer eles que nem deviam existir... É um exagero, claro, só para marcar o meu ponto. Um OS é uma conveniência, às vezes inconveniente. O problema é que quanto maior se torna OS maiores se tornam os inconvenientes, porque cada vez temos um OS "one-size-fit-all", que pode ser bom para a maioria da situações mas que vão sendo cada vez piores quanto mais específicos são os problemas que tentamos resolver. E porque cava-se um fosso cada vez maior entre OS (que é software) e o restante "software aplicacional" que tem que depender daquele, mas que deve ser moldado não às capacidades permitidas pelo OS mas às necessidades do nosso problema.
Idealmente, devíamos ter uma "separação" de níveis somente entre hardware e software , e o que se vê é existirem cada vez mais níveis de separação (que por si só constituem pontos de falha) tal como em HW, OS e SW.
Imaginem em desenvolvimento de software para sistemas críticos como equipamentos hospitalares, aeronáuticos/espaciais, militares e outros, a enorme vantagem que não é poder fazer "debug" de toda a aplicação desde o UI ou outra qualquer fonte de input de dados até a ultima instrução que age directamente sobre o hardware, seja abrir a válvula do oxigénio ao paciente que sufoca, abrir só mais uns milímetros o flap do avião que está em rota de colisão com o nosso, fazer com que o giroscópio na cabeça do míssil alinhe com a gruta onde esta o Bin Laden e não com a casa 500 metros ao lado onde uma família de 150 pessoas está a fazer a festa do primeiro aniversário do mais recente rebento...
Ter todo o software escrito na mesma plataforma/linguagem, de modo a não haver diferenças entre OS e SW aplicacional, parece ser uma ideia boa em teoria, mas funcionará na pratica?
Squeak
Squeak é uma implementação de Smalltalk que corre sobre uma VM que é ela própria escrita em Smalltalk. Foi inventada pelos meus ex-colegas da Xerox PARC, os tais que inventaram o computador como o conhecemos (eu trabalhava na Xerox quando a sede era ali no Parque Eduardo VII, de modos que PARC / Parque, fomos praticamente colegas -- que piada tão gira, não é?) .
SqueakNOS
SqueakNOS é uma tentativa de reduzir ainda mais a dependência de OS do Sqweak, na pratica para 99.9% Smalltalk, 1400 linhas de C e 60 de Assembler.
Squawk
Squawk é uma iniciativa que pretende fazer o mesmo com a JVM que o Squeak fez com o Smalltalk, ou seja, reduzir o mais possível a dependência entre a JVM e o OS.
Bom, para tornar curta uma história longa e antes que mandem dar uma volta larga num cais pequeno, é minha opinião, que mais uma vez repito vale o que vale, que seria de todo conveniente que existissem não um ou dois ou três grandes sistemas operativos mas sim uma grande numero deles, um vasto numero, escritos para casos específicos e de preferência na mesma linguagem das aplicações que vai suportar. Que é como quem diz, não haver OS algum...
Como dizia o outro, isso de ter o OS separado do SW está muito bem na pratica, mas funcionará em teoria?
Bom, e que tal acabarmos com uma músiquinha? Não? Então vamos lá...
Para não roubar largura de banda a outros blogs, podem ouvir (e fazer o download, ler a letra e ver ao vivo) esta música intitulada Every OS Sucks, e que como podem ver pelo refrão simboliza perfeitamente senão o conteúdo, ao menos o espírito deste "post".
http://www.artima.com/weblogs/viewpost.jsp?thread=239339
http://blogs.oreilly.com/digitalmedia/2005/10/we-dont-need-no-stinkin-os.html
Autor:
António Mota
Data:
15:45
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2008/10/14
OpenOffice 3.0

Já saiu a versão 3.0 do open office.
Autor:
Sérgio Ferreira
Data:
09:58
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Keywords: office, open source, openoffice
2008/10/10
Apoio na utilização de Alfresco e Roadshow
O Alfresco é um excelente sistema de gestão documental em open-source baseado em tecnologias Java, que já aqui foi referido antes.
Como muitos projectos open-source actuais, o Alfresco é gerido por uma entidade comercial - a Alfresco Inc. - que presta serviços profissionais sobre o produto. Mas a grande virtude do modelo de código aberto/livre é que os utilizadores podem decidir se querem ou não pagar esses serviços. É que, para além do fabricante, há sempre uma Comunidade que pode ajudar.
Naturalmente, o fornecedor tecnicamente mais apto para prestar serviços sobre o produto será geralmente a companhia que o desenvolve. No entanto, há outros factores importantes a considerar para além da especialização técnica, nomeadamente a proximidade geográfica e cultural, a rapidez e abrangência da resposta (que acontece quando o problema está noutro componente do sistema?) e, claro, o preço.
No que diz respeito ao Alfresco, o utilizador tem três alternativas diferentes para obter apoio:
- Recorrer à Comunidade, através do site ou dos fóruns, a forma mais económica
- Recorrer a serviços profissionais dentro da Comunidade
- Recorrer à Alfresco e seus parceiros locais
Vem isto a propósito de um evento que vai ocorrer no próximo dia 23 de Outubro. A Alfresco Ibérica vai organizar (com o apoio de um dos partners oficiais portugueses) uma sessão informativa sobre o produto, os serviços e a comunidade que o rodeia. A sessão decorrerá de manhã, no antigo edifício da Bolsa, em Lisboa.
A agenda e as inscrições podem ser encontradas aqui.
Autor:
Fernando Fernández
Data:
15:49
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Keywords: alfresco, gestão documental, java, liberdade, open source, software livre
2008/10/07
Carreiras
Pelo contrário, conheço muitos, muitíssimos programadores que possuem essa "chama" que os fazem trabalhar horas a fio, as mais das vezes mal pagos, às vezes a resolver coisas "impossíveis" (que por acaso é o que mais gozo dá) e que se calhar chegam a casa e ainda vão para o computador ver as últimas.
Porque, ao fim ao cabo, o PM quer mensurar o imensurável, quer meter o Rossio na Rua da Betesga, quer saber o que o principio da incerteza do projecto não permite saber. Quer-nos fazer crer que "não devemos reinventar a roda" - como se os F1 usassem rodas de carroça - quando reinventar a roda é a mais das vezes útil - torna-nos melhores programadores enquanto indivíduos e é a melhor forma de obtermos vantagem concorrencial sobre os nossos competidores enquanto empresas.
Notem que não quero generalizar, até porque em geral é perigoso generalizar, e estou certo que existem muitos e bons profissionais nessa área. Mas ninguém me tira da ideia de que PM's são um dos "males necessários" da Ciência da Informação, tal como, entre outros, os utilizadores e os computadores...
Com tudo isto, pretendo dizer que uma "carreira" como programador é o caminho a seguir por quem "gosta" disto, é uma parvoice tentar seguir o caminho do "management" só porque isso é visto como uma "subida" na carreira, porque o Project Manager ganha mais dinheiro, porque o programador nos tempos que correm é visto já como uma entidade "inferior", ninguem se chama hoje a si próprio "programador" mas "software engineer", "systems architect", "solutions designer" (ou qualquer destas designações em diferentes combinações), toda a gente é sénior com um ano de experiência, e até já existem "consultores juniores", o que me parece a mim uma contradição nos termos.
Pera lá, mas o "ganha mais dinheiro" faz jeito, ou nao? É uma falsa questão. Ninguém ganha mais dinheiro porque "é" isto ou "é" aquilo. Ganha-se mais dinheiro porque se é bom a fazer as coisas que se fazem. Porque o nosso trabalho pode fazer a diferença, especialmente num mercado tão competitivo como IT.
E acreditem, no final é o programador que faz a diferença, não o gestor de projectos...
Autor:
António Mota
Data:
17:47
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2008/10/02
Comportamento de risco

Dariam a chave da vossa casa ao arrumador de carros da vossa rua? Se têm algum apreço pela casa e o que têm lá dentro, provavelmente não.
Há muitas pessoas que metem estranhos em casa e nem sequer se apercebem disso. Fazem-no instalando software de origens incertas no seu PC, sem terem a mínima certeza de que os programas fazem o que prometem, e sem verificarem minimamente a credibilidade de quem o produziu.
A diferença entre uma página web e um programa que se tira da web
Uma página web, mesmo que tenha alguns componentes animados, está quase sempre isolada dentro do browser web (Firefox, Internet Explorer, etc.), pelo que não pode aceder a recursos do PC como sejam a webcam, o teclado ou o écran. Mas muitas páginas web permitem fazer download de programas, que a seguir podem ser instalados no computador com um mínimo de esforço e quase automaticamente.
Aí é que começa o comportamento de risco. Ao instalar o programa que se acabou de descarregar, por mais legal ou gratuito que este seja, estamos a arriscar a integridade dos nossos dados e a segurança do nosso computador. Os programas instaláveis acedem a quase todos os recursos da máquina com as mesmas permissões que o utilizador tem. Isto é agravado pelo facto de a maior parte dos utilizadores trabalharem nos seus PCs como "Administradores", com permissões máximas. Um programa mal intencionado pode, por exemplo, aceder à nossa webcam e recolher fotos da nossa casa. Ou pode fingir que se deixa fechar mas ficar residente em memória a recolher dados sobre as passwords que nós usamos para aceder ao nosso banco via web.
É por isso que todos os browsers, antes de executarem qualquer programa acabado de descarregar da net, perguntam ao utilizador se quer mesmo seguir em frente. E, se não tivermos a certeza de que o fornecedor do software é de confiança, o que devemos fazer é mesmo não deixar executar o programa, por mais atraente que ele nos tenha parecido.
A ilusão dos antivírus
Muita gente sente-se descansada porque tem um antivírus actualizado. Mas isso não é garantia significativa contra programas mal intencionados, por uma razão fácil de compreender. As companhias de antivirus só conseguem defender-nos de vírus muito divulgados, porque são fáceis de descobrir e analisar. Mas por cada vírus ou troiano que é detectado poderá haver um que não o é, e provavelmente nunca vamos sabê-lo. Se instalamos com frequência software duvidoso, aumenta o risco de instalarmos também um troiano não conhecido.
Software crackado, o que é, quem o fez
Um dos maiores sucessos dos downloads de software são os programas "crackados". Não é difícil encontrar na net versões do Windows, do Office, ou do Photoshop, aparentemente iguais às originais mas sem as protecções contra cópia que os fabricantes lhes instalaram. Estas versões adulteradas são bastante atractivas para o utilizador que tem um orçamento curto. O problema é que ninguém pode ter a garantia que o cracker que adulterou o software só o fez com boas intenções e só desligou mesmo a protecção do fabricante. Ponham-se no lugar de um tipo esperto, que sabe o suficiente de programação para adulterar um Windows: não se sentiriam tentados em explorar a ganância das pessoas em vosso proveito? Não há aquele ditado que diz "ladrão que rouba ladrão..."?
Software proprietário grátis, a que propósito?
Não é difícil acreditar que algum do software grátis que há por aí na net seja feito com boas intenções por gente que quer partilhar os benefícios daquilo que sabe fazer. Mas estes casos serão, cada vez mais, uma minoria.
Quando encontrarem um software grátis, perguntem-se: "como é que este tipo paga a comida e a renda da casa?" se conseguirem uma resposta satisfatória, força, arrisquem e instalem o software no vosso PC. Por exemplo: os programadores de software livre oferecem gratuitamente o resultado do seu trabalho para quem o quiser. Mas, frequentemente, estes programadores são pagos por empresas que precisam do software e que estão dispostas a pagar o seu desenvolvimento, não exigindo que seja para seu uso exclusivo (há até vantagens em ter mais utilizadores do mesmo software, porque facilita a manutenção e a assistência técnica). Mas se o programa que vos apetece instalar não tem código-fonte disponível e o programador não vos pede dinheiro pela utilização do software, desconfiem. É possível que ele procure receitas por outro modo... à vossa custa.
Não é coisa que se recomende a um amigo
Por estas e por outras, a instalação de software que vamos buscar à net é uma coisa cada vez mais arriscada. E não é coisa que queiramos fazer ou que recomendemos aos amigos.
Faz-me alguma impressão ver por aí escrito "vai a tal sítio e descarrega aquele programa que é muita fixe, faz isto e aquilo". E até já ouvi este género de coisas em programas de rádio feitos por gente esclarecida em termos informáticos. Nesses casos penso logo: quem é que fez este programa? Não será algum rapazola com educação informática, ao serviço de uma máfia qualquer, que anda a fazer isto para conseguir entrar na minha máquina?
O risco para as empresas
As empresas que permitem aos seus colaboradores fazer downloads e instalações de software da net estão a arriscar muito mais do que o indivíduo que, em casa, faz o mesmo. Uma máquina "infectada" ou comprometida, no meio de uma rede local de uma empresa, pode ser uma porta de entrada para o mafioso que está no outro lado do mundo à procura de dados bancários ou a fazer espionagem industrial. E os colaboradores que assumem esses riscos devem recordar-se que não só estão a pôr em causa as suas informações mas também toda a rede da sua empresa. No mínimo, arriscam-se a parar a empresa com uma infecção de vírus novos ou um ataque de "denial of service". No pior cenário pode haver perdas de dados ou roubo de informação confidencial.
Não valerá a pena ter cuidado?
Autor:
Fernando Fernández
Data:
11:21
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Keywords: confidencialidade, internet, open source, segurança, software livre, ética
2008/10/01
Ahah!
Não consigo descrever como fiquei satisfeito ao ler a última newsletter do Javalobby ("Why is the default answer always a web app?"). Nela, o David Van Couvering questiona a criação sistemática de um "multi-tiered HTML/CSS/JavaScript monster" como resposta a qualquer problema. Em vez disso, ele defende Java Web Start, Swing, e Rich Internet Applications.
Como eu concordo com ele...
Aqui há mais de um ano, quando a Sun anunciou que ia "libertar" o Java, comecei a escrever um artigo cujo título era "Ajax Nonsense, Open Source Java and the return of the Applet". O Sérgio Ferreira convenceu-me que não valia a pena insistir porque AJAX era o que os clientes queriam e por isso não havia nada a fazer. E, como eu tinha mais que fazer, o artigo nunca foi acabado.
Entretanto, a Sun lançou o projecto JavaFX, que mais não é do que o Retorno do Applet. ;-)
E a malta começa a questionar-se, finalmente, se não será demasiado pouco aquilo que se consegue fazer hoje em dia com as arquitecturas aplicacionais baseadas em HTML, Javascript e requests HTTP avulsos - a base do AJAX.
Até que enfim que começamos a repensar a produtividade do que andamos a construir! :-)
Autor:
Fernando Fernández
Data:
11:26
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Keywords: desenvolvimento software, interfaces, java, open source
2008/09/28
Quando as coisas correm mal... no ISP
Aqui há uns tempos, lá em casa, rescindimos formalmente o contrato com o nosso ISP. Sem surpresas, eles não gostaram. O pior foi que nos começaram a mandar umas mensagens de email a pedir desculpa, que não tinham tido tempo de efectuar a rescisão... e entretanto continuavam a mandar as facturas mensais. Só fizeram isto um mês, porque no mês seguinte já não tinham autorização de débito na conta e não puderam cobrar.
Ora nesta altura podiam ter ido ver o se passava com o contrato, aperceberem-se do erro e ter-nos devolvido o mês que nos cobraram indevidamente. Mas não. Mandaram-nos uma carta, duas cartas a ameaçar que nos cortavam o serviço! :-) Quão ridículo é que isto fica?
Escusado será dizer que deixámos que nos "cortassem" o serviço, que já não usávamos havia dois meses. Claro que estamos "marcados", na BD do ISP, como maus pagadores. E um dia destes ainda vamos ter aborrecimentos por causa disto.
Seja como for, não havia necessidade de terem deixado a caixa de distribuição neste estado. ;-)
Autor:
Fernando Fernández
Data:
22:54
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2008/09/23
Magalhães - Apesar de tudo é positívo
Começa hoje a distribuição do Magalhães nas escolas Portuguesas.
É por isso algo de certeza positivo para os Portugueses.
Voltemos um bocadinho atrás...
Magalhães), mas também através da atribuição de subsídios às crianças do 1º ciclo que irão adquirir o equipamento.
A minha opinião é de que o governo, a exemplo do que fez com os computadores do e-escolas (já com o o sistema operativo não se portou tão bem) deveria ter permitido a alternativa de escolha aos pais. Pelo menos entre o Magalhães e o XO-2. É certo que com este passo está a proteger a indústria Portuguesa, mas está por outro lado a retirar o direito à diversidade (quem não se lembra de beber Canada Dry em vez de Coca Cola porque Salazar queria proteger a indústria Portuguesa) e a prejudicar projectos não só de objectivos claramente meritórios como tecnológicamente mais evoluídos. É claro que não estou por dentro das eventuais condições leoninas impostas pela Intel ao governo Português.
No meio desta guerra, o projecto One Laptop Per Child já consegiu mudar uma coisa : Mais crianças tem agora acesso a computadores. Directamente pelos seus produtos ou indirectamente por "obrigar" a intel, asus e outras a vender PC(s) de muito baixo custo e adaptados às suas necessidades.
Autor:
Sérgio Ferreira
Data:
14:23
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2008/09/19
Quando as coisas correm mal... no website
É tramado quando investimos meses num website e depois ele aparece assim aos utilizadores. Neste caso, os menus ficaram escondidos pela imagem de ilustração.
A explicação pode estar mais abaixo: "Optimizado para IE 6"?!? E o 7? E o 8? E todos os outros?
Quando é que a malta passa a fazer websites compatíveis com os standards e não com os seus browsers de estimação?
Autor:
Fernando Fernández
Data:
11:32
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Keywords: erros, humor, interfaces, internet, portais, standards, usabilidade
2008/09/17
GWT - Afinal sempre é possível fazer as coisas simples
Nas últimas semanas tenho andado a estudar e experimentar o GWT. É uma agradável surpresa.
- A programação é feita em Java de forma muito similar ao swing.
- As componentes visuais programadas podem ser ligadas às tag(s) do html, permitindo aproveitar trabalho já feito ou programar no editor de html preferído.
- Compila-se o java e a ferramenta gera JavaScript para o browser específico.
- As componentes de servidor são "apenas" rpc(s) para as quais se disponibilizam formas fáceis de comunicação (conversão de objectos java em javascript, xml ou json).
- Os pedidos de execução no cliente a componentes no servidor são assincronos. Ajax simples :-).
Autor:
Sérgio Ferreira
Data:
13:49
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2008/09/04
Fartos de esperar pelo Internet Explorer ? - Experimentem o Google Chrome

Eu já usava o Firefox por ser muito mais rápido que o internet explorer.
Experimentei a nova criação da Google : O navegador Google Chrome. É fantástico. Nota-se mesmo a diferença.
Não é milagre nenhum. Tem uma série de inovações técnicas (descansem que não vou maçar-vos com uma explicação) que justificam não só o excelente desempenho mas também algumas características que passo a enumerar:
- Cada separador funciona de forma autónoma. Desta forma podemos navegar com vários separadores mas sem medo que um erro num deles estrague todas as páginas que temos nas outras. Quando uma página "estoura" é só naquele separador. Os outros continuam a funcionar.
- Os separadores podem ser "arrastados" para fora do "browser" tornando-se outra janela externa. Se o separador for "arrastado" para outra janela do Chrome fica adicionado como separador da janela onde é "largado".
- A barra de endereço (onde se digita o endereço da página) faz pesquisa automática à medida que se digitam as palavras. A pesquisa pode depois incidir sobre o motor de pesquisa preferido (google por omissão) ou sobre o histórico de páginas que já percorremos.
- Quando se abre um novo separador vazio é apresentado o "ranking" de páginas que mais visitámos e pesquisas por nós realizadas.
- Possibilidade de navegar num separador sem que o histórico de visitas fique registado (apenas nesse acesso).
- O Google Gears já vem incluído o que faz com que aplicações como o MySpace que guardam informação localmente funcionem imediatamente sem necessidade de instalar mais uma peça de software adicional.
- Faz uma pesquisa automática numa lista de sites potencialmente perigosos (mantida pela google) e quando a eles tentarmos aceder somos imediatamente avisados.
O interface parece algo pobre, mas após várias horas de utilização dei comigo a pensar que para aceder à web não preciso de mais.
A excelente qualidade desta versão experimental é outra surpresa. Também tem explicação : Usaram os milhares de computadores que têm e as listas de sites mais acedidos para testar automaticamente cada versão milhares de vezes.
Também fiquei contente por ver que a tradução para Português Europeu foi contemplada logo na versão experimental. Não temos de "levar" com a versão Brasileira durante meses (como faz a microsoft).
Existe por enquanto apenas disponível para windows, mas parece que as versões para linux estão a caminho, o que abre a possibilidade de vir a fazer parte de inúmeros sistemas embebidos como "media-centers" e "set top boxes" que por aí andam. Ainda não percebi se estão ou não a tentar que venha a funcionar em telemóveis.
Finalmente é de realçar que se trata de uma aplicação disponibilizada em "open source". Desta forma, para além de ninguém ficar "agarrado" ao produto da Google, a concorrência pode ir "espreitar" e também inovar.
Podem fazer o "download" aqui.
Quem quiser saber um bocadinho mais pode sempre ver esta excelente BD que eles criaram.
Experimentem. Vale mesmo a pena.
Autor:
Sérgio Ferreira
Data:
10:06
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