terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Linux Jobs

Para quem está tentado a emigrar... Linux Jobs por esse mundo fora.


 

Fonte. Linux Foundation

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Arquivar email por assunto não compensa

Um estudo levado a cabo pela IBM demonstrou que os utilizadores que criam pastas por assunto para facilitar a pesquisa posterior de emails não têm realmente vantagem no momento em que precisam deles, quando comparados com os utilizadores que usam os mecanismos de busca que o software lhes dá. De facto, o estudo acaba por concluir que quem usa pastas por assunto leva um pouco mais de tempo a encontrar os emails que procura. Esta diferença no tempo de pesquisa, somada ao tempo necessário para ler e arquivar correctamente todos os emails recebidos no dia-a-dia, permite concluir que o esforço de arquivar por assunto não compensa realmente.




Para quem recebe muitos emails, no entanto, o potencial de crescimento das pastas pode ser um problema, pois o software de email pode tornar-se lento a processar pastas grandes. Para prevenir esta situação recomenda-se que se faça um arquivo de emails por pastas, mas apenas com separação cronológica. Na maior parte das situações bastará, por exemplo, tirar de 3 em 3 meses as mensagens da pasta de entrada para pastas trimestrais, o que reduz muito o trabalho necessário para as arquivar e reduz também a probabilidade de encontrar problemas por excesso de tamanho da pasta de entradas.



sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Audiência do Bitites

O Bitites nunca foi um blogue de muita audiência. Provavelmente pela irregularidade com que publicamos o que quer que seja mas, compreenda-se, este é um sítio onde se desabafa nos intervalos do trabalho. E nós trabalhamos todos muito. :-)

De qualquer maneira temos quem nos leia, e de vez em quando há que olhar para as estatísticas. Coisa que já não fazíamos há uns tempos. Curiosamente, há mudanças.

A primeira mudança que salta à vista é que Portugal - o país de origem dos colaboradores deste blogue - deixou de ser o principal contribuinte nas consultas. É o Brasil que vai à frente agora. (Oi?) É natural. Com uma população lusófona 20 vezes maior que "a terrinha", seria de esperar que acontecesse mais tarde ou mais cedo. Não podemos, também, deixar de nos espantar  com as visitas da China, do Irão, da Rússia e da Ucrânia. Não estávamos nada à espera... mas são todos muito bem-vindos, é claro. :-)



Mas como este é um blogue sobre tecnologia não podemos deixar de olhar para as estatísticas dos browsers e dos sistemas operativos. Não que sirva para alguma coisa... :-)

Como adeptos do modelo open-source, muito nos apraz ver na lista dos browsers o Firefox num confortável primeiro lugar. E ver o Chrome a aproximar-se do IE também é uma boa notícia. Já quanto aos sistemas operativos, a revolução ainda está por acontecer...



Enfim: venham de onde vierem, usem o browser que vos der jeito, no sistema que tiverem mais à mão - mas apareçam.

Obrigado pela vossa visita. Voltem sempre. :-)

Comunidade Portuguesa de Alfresco (2)

A Comunidade Portuguesa de Alfresco foi criada em 2008 para dar suporte independente, em português, aos utilizadores desta excelente plataforma de gestão documental. Disso demos notícia aqui no Bitites nessa altura.

Essa comunidade estava implementada unicamente sobre Google Groups, designando-se "alfresco-pt", e conta hoje em dia com cerca de 180 membros.

No entanto, certas funcionalidades do Google Groups foram descontinuadas (ficheiros, páginas, etc.). Como algumas dessas funcionalidades estavam a ser usadas na Comunidade, optou-se por criar um site no Google Sites e manter o grupo alfresco-pt a suportar a troca de mensagens entre os membros.

Aqui ficam os urls respectivos:
Site da Comunidade Portuguesa de Alfresco - http://sites.google.com/site/alfrescopt/
Fórum da Comunidade Portuguesa de Alfresco - http://groups.google.com/group/alfresco-pt/

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

[Off-topic] O cigano e o burro

Era uma vez um cigano que tinha um burro. Que, como todos os burros, comia. Comia que nem um burro, poder-se-ia dizer.

Mas o cigano não tinha muito dinheiro, e achava que gastava muito com a alimentação do burro. Depois de muito pensar, o cigano decidiu que o burro tinha que se habituar a comer menos. Afinal, isto de comer é também uma questão de hábito, achava ele. Um hábito caro, segundo a sua opinião.

Pensando assim, o cigano começou a cortar na ração do burro. Ao fim de algum tempo, tinha reduzido os custos da alimentação do burro para metade. Estava muito satisfeito. E como o plano estava a dar resultado e o burro não protestava, o cigano continuou a poupar.

Um dia, o cigano chegou ao estábulo onde o burro ficava durante a noite e encontrou o burro no chão. Estava morto.

O cigano ficou muito aborrecido por o burro lhe ter morrido. Não só porque lhe fazia falta para os trabalhos diários mas, principalmente, porque tinha gasto tanto tempo a habituar o burro a comer pouco. E como agora ia ter que arranjar outro burro, ia ter que começar tudo de novo.


Pensando bem, o cigano até teve sorte. Se o burro não fosse burro tinha-lhe dado um coice e arranjado outro dono menos avarento.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Microsoft admite que o Patriot Act pode obrigar a entregar dados dos seus serviços na Europa

No lançamento do Office 365, Gordon Frazer, managing director da Microsoft no Reino Unido, admitiu pela primeira vez que os dados guardados na cloud - independentemente de onde estiverem armazenados, não estão protegidos contra o acesso ao abrigo do Patriot Act dos EUA.

A pergunta:
“Pode a Microsoft garantir que os dados armazenados da União Europeia, armazenados em datacenters baseados na União Europeia, não sairão da União Europeia em nenhuma circunstância, mesmo que sejam solicitados ao abrigo do Patriot Act?"
Em resposta, Frazer explicou que, como a  Microsoft é uma companhia sediada nos EUA tem que cumprir as leis locais. Embora tenha afirmado que "os clientes serão informados sempre que possível", não pode garantir que isso acontecerá sempre, porque a companhia poderá ser proibida de o fazer. Em concreto, afirmou: "A Microsoft não pode fornecer tais garantias. Tal como nenhuma outra companhia."

Embora houvesse suspeitas desta situação há algum tempo, é a primeira vez que a Microsoft ou qualquer outra companhia, dá uma resposta deste teor.

Qualquer informação que seja alojada, armazenada ou processada por uma companhia dos EUA ou por uma companhia de outro país que seja totalmente controlada por uma empresados EUA está vulnerável à intercepção e inspecção pelas autoridades dos EUA.

Na semana passada, a Microsoft abriu o seu Online Services Trust Center que explicava em grande detalhe como os dados são geridos, manuseados e, se necessário, entregues às autoridades.

 (traduzido de um artigo no ZDnet e aplica-se, obviamente à Google, à Apple, ao Facebook, etc., etc., etc.)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Crise da Dívida = Excesso de Outsourcing

O outsourcing é moda nas TI já há vários anos. No entanto, o excessivo nível de outsourcing pode deixar as organizações fragilizadas, na excessiva dependência dos seus fornecedores.

Assim como quem pede dinheiro emprestado. No inicio, é só facilidades. Depois os juros acumulam-se e quanto mais difícil se torma a situação, mais o credor aperta.

Afinal, o financiamento bancário não é mais do que o outsourcing do financiamento próprio, não é verdade?

As organizações que abusam do outsourcing deviam tirar algumas lições da crise da dívida. Um dia destes, a sua falta de capacidade interna para realizar as tarefas mais básicas pode acabar por lhes sair muito caro.

Não seria de esperar que as organizações mantivessem nas suas equipas, pelo menos, pessoal com capacidade para avaliar os fornecedores a quem subcontratam serviços? Ou pessoal para manter serviços mínimos caso um fornecedor abandone o mercado?

Lançamento do Java 7

Para quem anda distraído, recorda-se que o lançamento oficial da versão 7 da Plataforma Java está marcado para hoje, dia 7/7.

Pode ser acompanhado através de um webcast de 4,5 horas, no JAVA.NET.

Segue-se um resumo das principais melhorias.

Modularização

Foi feito um esforço em larga escala para fragmentar o Java SE em módulos mais pequenos, que possam ser instalados separadamente, à medida das necessidades da aplicação, para reduzir o tamanho do download inicial do runtime do Java e os tempos de arranque das aplicações.

Suporte multi-linguagem

Melhorias de compatibilidade entre o Java e várias linguagens dinâmicas, como Ruby e Python. Ver JSR 292a - InvokeDynamic".

Produtividade dos developers

Várias novas features para melhorar o desempenho de quem programa, como:
  • Project Coin: Pequenas mudanças na linguagem
  • Updates à concorrência e às Collections
  • JSR 308: Type Annotations para melhorar verificação de programas
  • JSR 203: Novo I/O, com uma verdadeira API para o filesystem

Desempenho

Duas novas features orientadas para o desempenho:
  • Compressed 64-bit object pointers
  • G1 Garbage Collector
O novo Garbage Collector (Garbage First - G1) é um GC com poucas pausas, "server-style", que eventualmente substituirá o CG Concurrent Mark-Sweep (CMS) garbage collector. As principais vantagens são a compactação incremental, melhor predictibilidade e maior facilidade de uso.


Resta saber que impacto terá esta release para a comunidade de desenvolvimento Java, já que em muitos sítios a release 6 ainda não foi adoptada.

terça-feira, 7 de junho de 2011

[Off-topic] Sem vergonha


Este anúncio que vi hoje chocou-me. É a afirmação pública e desavergonhada de um princípio presente na prática de muitos empresários e directores financeiros. Gente sem vergonha, que é capaz de receber o dinheiro dos seus clientes e não pagar aos seus funcionários, fornecedores e parceiros.

Gente que, no mínimo, merece ser processada e levada à falência. Gente cujo mau carácter se reflecte na forma como maltrata o princípio de que um bom negócio deve beneficiar todas as partes. Prejudicando, no final, até os clientes que lhe "dão de comer".

Conheço o género. Infelizmente.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dia Mundial do Backup

TODOS OS COMPUTADORES AVARIAM. E mais tarde ou mais cedo, numa altura que será certamente muito inconveniente, os seus dados serão destruídos.

Há quem se esqueça deste pequeno pormenor. E por isso foi criado o Dia Mundial do Backup, também chamado Cópia de Segurança.

Lembre-se: faça backups regularmente.


(sim, a efeméride vem atrasada porque a data escolhida foi 1 de Abril mas, se este post ajudar a poupar algumas dores de cabeça, confirmar-se-á o ditado: "mais vale tarde do que nunca")

domingo, 27 de março de 2011

"Porque não contratamos programadores .Net"

David Barrett, CEO da Expensify, escreveu no seu blogue um post que criou uma tempestade nas comunidades de programação. O post tem o título "Porque não contratamos programadores .Net", que provocou naturalmente fortes reacções negativas nos programadores que usam aquela plataforma e muitos sorrisos em todos os outros.

O post é sobre a procura de bons programadores para contratar e ele faz algumas afirmações curiosas.

Começando pelo tipo de pessoa que a empresa dele procura:
"... ter experiência é barato. Só é preciso ter tempo. Competência é mais difícil, mas apenas implica trabalho árduo. Já atitude... ou se tem ou não se tem."
 E como é que ele avalia se uma pessoa tem a atitude que é necessária?
"O tipo certo de pessoa tem uma paixão tão grande por programação que não consegue parar de o fazer. Tipicamente começou antes da escola secundária e nunca mais olhou para trás. Escreve tudo, desde assembly a jQuery, em PCs ou telefones móveis, desde computação gráfica a redes sociais. Experimentou tudo. Tudo, excepto .Net"
Pessoalmente, acho isto um bocado exagerado. Mas um bocadinho desta paixão que ele descreve não fazia mal a muita gente que anda por aí na área das TI.

Mas voltemos ao post. Porquê tudo menos .Net?
"Programar em .Net é como cozinhar numa cozinha do McDonalds. (...) A cozinha do McDonalds faz exactamente o que está no menu do McDonalds (...) Mas não é possível sair do menu, e qualquer tentativa de vergar a máquina à tua vontade vai simplesmente avariá-la de tal modo que terá que voltar à fábrica para ser reparada. (...) Ora nós procuramos um tipo de pessoa muito direrente. A pessoa que cresceu a apanhar e cozinhar esquilos no espeto numa fogueira de campismo. Não queremos um cozinheiro de comida rápida. (...) Precisamos de gente que consegue cozinhar qualquer coisa, desde o princípio. Ora, a Microsoft, intencionalmente, criou o .Net para ser diferente de tudo o resto, mantendo o programador à distância dos detalhes e na total dependência das ferramentas de programação que pensam tudo por ele. (...) Cada dia passado nesta cozinha é um dia que não foi passado numa cozinha real, a cozinhar comida real, a escrever código real. Pior: cada dia que se passa numa cozinha Microsoft leva dois dias a desaprender, o que significa que, quando se entrou razoavelmente no caminho .Net quase já não há caminho de regresso. Ficou-se tão embrenhado em ferramentas e técnicas que não têm qualquer relevância fora do .Net, que é-se de facto menos valioso para uma startup do que se estivesse a dormir uma longa sesta."
Não posso deixar de concordar, pelo menos parcialmente, com a visão dele sobre a plataforma .Net. Infelizmente, ao contrário do que ele deixa entender, o .Net não é a única plataforma concebida para "agarrar" o programador e o tornar dependente.

Tipicamente,  as plataformas proprietárias tentam criar esta dependência. Faz parte do jogo comercial, para que as receitas continuem a vir durante muitos anos. Por outro lado, se se tiver sorte, talvez se escolha um fabricante com um mínimo de ética que nos ajude de facto, sem nos sugar o valor que criámos.

Quanto se escolhe uma plataforma proprietária é preciso ter muito cuidado. Há que distinguir os simbiontes dos parasitas.

E o melhor mesmo, usando as palavras do David Barrett, é mantermos sempre a nossa capacidade de apanhar esquilos no bosque e assá-los no espeto à fogueira.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Phantom of the Floppera

A propósito de máquinas velhas... :-)

Vejam o que se pode fazer com 4 drives de diskettes e muito tempo entre mãos.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

[Off-topic] Nunca tive um ZX Spectrum

A primeira vez que vi um computador caseiro foi por volta de 1980 em casa de um amigo que era rico. Ele tinha uma televisão a cores, quando as emissões ainda eram a preto e branco. Tinha um gravador de vídeo onde via cassetes importadas. E tinha um pequeno computador programável em BASIC, com uma impressora. Era um luxo. Mas o que eu invejava mesmo era a Casal Boss que ele tinha para dar umas voltas no pátio da casa quando nenhum de nós tinha idade para ter carta.

Os meus primeiros contactos com programação foram no 10º ou 11º ano. Se a memória não me falha, o meu colega Arnaldo, jogador de andebol e futuro dirigente do Salgueiros, tinha uma invejável calculadora TI-51, que acho que era programável em notação polaca inversa ou qualquer coisa assim. Achei piada à coisa e ainda fiz uma experiência ou duas, mas fiquei-me por ali em termos de programação. Na altura, a minha "vocação" era a electrónica analógica.


Quando entrei para a universidade no final de 83, para um dos dois únicos cursos de electrónica que havia na altura em Portugal, a minha irmã ofereceu-me uma bela peça de electrónica japonesa que ostentava orgulhosamente a designação de Pocket Computer: era a Casio PB-100, que podia ser programada em BASIC e tinha uns fenomenais 544 bytes de RAM disponíveis para guardar até 10 programas. Essa pequena quantidade de RAM rapidamente se esgotou e escusado será dizer que aprendi o essencial sobre optimização de código naquele primeiro contacto com programação a sério.



A PB-100 tinha um display de cristais líquidos com 12 caracteres alfanuméricos, o que permitia programá-la para "falar" connosco em vez de apresentar apenas números.

A minha irmã trabalhava na Sperry Univac e, vendo o meu entusiasmo, trouxe-me dos States uma máquina revolucionária: a Casio PB-700. Era espectacular, com 4KB de RAM e um display gráfico com 160x32 pixels. Ainda guardo a minha, apesar de já não funcionar. Os meus principais feitos de programação nessa máquina foram a construção de um programa de redução de matrizes complexas e outro que mostrava uma imagem de um olho no écran, com base em ciclos FOR que desenhavam rectas. Os 4KB, depois expandidos para 8, não chegaram para tudo, evidentemente. E como não tinham maneira de fazer backups, tinha que apagar programas velhos para ter espaço para os novos. Às vezes copiava-os à mão para papel.



Tenho também que agradecer à minha irmã as primeiras experiências num computador compatível com IBM PC. Era o Sperry PC, que me fez baldar a algumas aulas para experimentar a programação gráfica, também em BASIC. Só arranjei esta imagem de um já bastante batido.


No ISEL, tive o primeiro contacto com duas máquinas icónicas. A primeira foi o TRS-80, um computador pessoal com sistema operativo CP/M e programável em Pascal, com um floppy-disk daqueles que eram mesmo floppy. Para além de ser uma excelente máquina, era bonita. Não arranjei uma foto do modelo que lá havia. Fica esta, que é de um modelo mais feio.



A segunda era um misterioso computador Intel, que tinha um avançado CPU 8086, permitia ligar 8 terminais, e corria um excelente sistema operativo da Microsoft: o MS-Xenix. O Xenix, sim, um flavor de Unix feito pela Microsoft, e que depois foi vendido à SCO, tendo passado a chamar-se SCO Unix... Quem se lembra ainda da aventura da Microsoft no Unix?

Enfim. Tudo isto para dizer que eu nunca tive um ZX Spectrum, o computador caseiro que saiu em Portugal por volta de 1985 e que foi o grande boom da informática doméstica por todo o mundo. Muitos adolescentes passaram horas a brincar com PEEKs e POKEs, principalmente para dar a volta a certos jogos.



Tenho dois sobrinhos pouco mais novos que eu, e que tiveram direito a um, claro. Mas por essa altura eu já andava a estudar C no Intel, uma linguagem que a minha irmã dizia que devia ser algum projecto académico sem utilidade, aconselhando-me antes a estudar COBOL. Ainda bem que não segui esse teu conselho em particular, maninha. Ganhava muito mais dinheiro mas divertia-me muito menos. :-)


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Informix, grátis, legal

Apesar de estar longe dos tempos áureos em que era o motor de base de dados mais vendido logo atrás do "Grande O", o Informix está longe de ter desaparecido.

Recentemente, em resposta aos motores de base de dados gratuitos também lançados pela Oracle e pela Microsoft, a IBM (actual proprietária da linha de produtos Informix) lançou uma versão gratuita que pode ser usada em exploração comercial.

Esta versão, designada IBM Informix Innovator-C Edition, tem as seguintes características:

Mais informação, e um link para download, pode ser encontrada no site da IBM.

Não tem que ser assim

Anda por aí esta anedota:
"A namorada pede ao namorado, que é programador:
- Morzinho, vais à loja comprar pão? Se houver ovos trazes seis, OK?
O namorado vai à loja e passados uns 15 minutos volta com 6 pães.
- 6 pães? Porquê? - pergunta ela.
- Havia ovos. - responde ele."
Mas não tem que ser assim. Esta imagem absurda de um programador desligado da realidade é causada por muitas situações reais que continuam a acontecer ainda hoje, em muitas organizações.

Cabe aos profissionais das TI romperem com este estereótipo, mostrando-se empenhados em resolver problemas reais e em ter um impacto positivo na vida dos outros.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Normas Abertas, fantasmas e a fórmula MIDI

Pela sua importância, e por não estar disponível online ao público, reproduz-se aqui um importante artigo de Gustavo Homem, presidente da ESOP, sobre a confusão (deliberada?) que tem havido entre Normas Abertas e Software Livre.

Este artigo foi publicado no jornal Público de ontem (31 de Janeiro de 2011).

"Normas Abertas, fantasmas e a fórmula MIDI
Por Gustavo Homem

Os dois projectos de lei são perfeitamente agnósticos em relação ao modelo de licenciamento do software

Como é do conhecimento público, a adopção de Normas Abertas em Portugal foi aprovada na generalidade e aguarda neste momento discussão na especialidade. Esta aprovação contou com um apoio alargado a nível dos partidos, de personalidades e instituições académicas e associações como a ESOP e a ANSOL.

A abrangência do apoio às iniciativas legislativas tem uma razão: a adopção de Normas Abertas beneficiará o Estado, as empresas e os cidadãos e acabará por resolver um conjunto de problemas de incompatibilidade que prejudicam o bom funcionamento do mercado. Como é lógico, e decorre de escassos minutos de reflexão de qualquer pessoa familiarizada com tecnologia, só será prejudicado pela adopção de Normas Abertas quem viver artificialmente à custa das tais incompatibilidades. As Normas Abertas foram já adoptadas em muitos outros países, que por consenso reconheceram as suas vantagens.

Neste contexto, foi com alguma perplexidade que tomámos conhecimento de três artigos cujos autores - Luís Amaral (Universidade do Minho), Henrique O'Neill (ISCTE) e Paulo Fernandes (Microsoft) -, não obstante pertencerem a instituições merecedoras do maior respeito, parecem recorrer à fórmula MIDI para lançar a confusão na opinião pública. A fórmula MIDI (Medo, Incerteza, Dúvida, Insegurança) não é nova. Quando se quer impedir algo positivo na sua essência e aparência, aoposição frontal não fica bem. É muito mais eficaz apoiar o conceito enquanto se alerta vivamente para as previsíveis complicações da sua execução. Consegue-se assim, mostrando simultaneamente afinidades, desencorajar os menos corajosos e aniquilar de todo os mais medrosos. Nos três artigos publicados a receita é, por coincidência, a mesma. Os autores mostram-se preocupados com a confusão entre Normas Abertas e Software Open Source (vulgo Software Livre) embora não expliquem de onde vem a confusão e em que circunstâncias a presenciaram.

Estranha-se o timing, a semelhança e o engano. Na realidade, os dois projectos de lei aprovados na generalidade não só não confundem os conceitos como são perfeitamente agnósticos em relação ao modelo de licenciamento do software.

Estranha-se também que estes três autores, embora tendo publicado os artigos sob títulos relacionados com "Normas Abertas", ocupem a maior parte dos seus textos a alertar para os perigos de adopção de Software Open Source. Dir-se-ia que aquilo que preocupa os autores (a tal confusão...) é algo para que os próprios estão a contribuir.

Estranha-se ainda, no caso de Henrique O'Neill, que enquanto qualifica as ideias subjacentes como "legítimas e meritórias" (sic) se mostre tão fervorosamente céptico sobre a sua implementação: "Algumas das ideias que incorpora são legítimas e meritórias, mas são de aplicação muito difícil, promovendo rupturas de consequências imprevisíveis, nomeadamente quando se impõe prazos apertados de implementação. Na prática, a sua implementação iria trazer muito mais problemas do que os que tenta resolver [...] há um risco real de bloquear o funcionamento da administração pública".

Tudo indica que Henrique O'Neill se esqueceu de investigar a adopção das ideias "legítimas e meritórias" em países como a Holanda, a Bélgica, a Espanha ou a Dinamarca. Estará em condições de afirmar que as respectivas administrações públicas bloquearam após a mudança? Se sim, era bom que partilhasse os factos. Caso contrário não passa de MIDI.

É curioso imaginar que, feito o respectivo distanciamento, uma citação análoga à anterior podia bem ser originária do líder de algum governo totalitário, a respeito das "consequências imprevisíveis" da adopção da Democracia. O "template" encaixa na perfeição. Porquê? Porque todas as mudanças, especialmente as boas, têm desafios.

A adopção de Normas Abertas terá os seus. Mas as coisas são sempre mais assustadoras quando alguém espalha fantasmas na mansão. Neste caso, se tivermos o cuidado de acender um castiçal sobre o assunto e procurarmos cuidadosamente os factos, não vislumbraremos nada de mais fantasmagórico do que Luís Amaral, Henrique O'Neill e Paulo Fernandes a sussurrar debaixo de um lençol."

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Não basta fazer figas e ter fé


A bronca das presidenciais com os números de eleitor não pode passar em branco neste blogue. Visto de fora, o que se passou foi simples. Os vários sistemas de consulta aos novos números de eleitor falharam e com isso milhares de pessoas tiveram que passar horas em grandes confusões para descobrir onde podiam votar. Muitas, diz-se, terão desistido.

As razões concretas para este sistema crítico ter ido abaixo no preciso dia em que foi mais solicitado são certamente muitas. E os responsáveis também.

Mas, de uma forma geral, o que se passou foi simplesmente que quer o sistema quer as equipas de suporte não estavam preparados. É uma verdade de La Palisse, certamente, mas não deixa de ser o fulcro da questão. Para além disso, aparentemente, não havia plano de contingência.

Todos os bons profissionais sabem que a qualidade só se atinge com uma boa dose de preparação e com muita auto-desconfiança. Isto é: não basta montar os sistemas e esperar que corra tudo bem. É preciso testá-los muito para além da carga esperada, para que haja o mínimo de surpresas possível quando o dia crítico vier. E, mesmo com os testes a correr bem, há sempre que ter um "Plano B" pronto. Porque os sistemas falham, por milhentos motivos, e isso é uma certeza incontornável.