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A mostrar mensagens com a etiqueta gestão

[Off-topic] Orgulho em pagar salários

Há uns dias um certo patrão da indústria, com interesses em Portugal, afirmou numa conferência de imprensa que não gosta de pagar salários . Para o caso de esta notícia vir mais tarde a desaparecer por ordem de um tribunal europeu qualquer, aqui está um extracto: Patrick Drahi confessou que não gosta "de pagar salários". (...) Numa conferência realizada na última quinta-feira à noite, depois de terem anunciado a compra da operadora norte-americana Cablevision, o presidente da Altice confessou: "Eu não gosto de pagar salários. Pago o mínimo que puder", acrescentou. Parece que é moda ser um patrão do século XIX. Nos últimos tempos há um crescente número de empresários que não se embaraça de vir a público dizer que não gosta de ter que preocupar com o pessoal que trabalha nas suas empresas. No caso do chefe da Altice, é mais estranho ainda. Toda a gente sabe que há uma enorme dificuldade em contratar técnicos talentosos na área das TIC. No entanto, P...

No poupar é que está o custo

Imaginem uma grande empresa. Tipo: 2.000 empregados. Essa empresa é gerida com punho de ferro por financeiros formados nas melhores universidades. Boa parte deles terá até MBAs tirados no estrangeiro. É uma empresa de serviços, de modo que praticamente todos os seus funcionários usam computadores. São os chamados " trabalhadores do conhecimento ". Nos últimos anos, à conta da crise, a empresa decidiu adiar os investimentos em equipamento informático . Para quê? Os computadores são todos iguais e comprar PCs novos para todo o pessoal é um desperdício. Não é? Bom, imaginemos um empregado médio, com um salário médio de 1.000 euros por mês (estamos em crise, o pessoal já não ganha o mesmo que antes). Utiliza o software criado pelo departamento de TI, que evolui todos os dias e necessita de cada vez mais recursos. As actualizações dos softwares de produtividade também exigem cada vez mais recursos dos PCs. Já há muito tempo que os os 2GB de RAM são insuficientes, e o PC ...

À atenção dos empreendedores do Norte

Crise da Dívida = Excesso de Outsourcing

O outsourcing é moda nas TI já há vários anos. No entanto, o excessivo nível de outsourcing pode deixar as organizações fragilizadas, na excessiva dependência dos seus fornecedores. Assim como quem pede dinheiro emprestado. No inicio, é só facilidades. Depois os juros acumulam-se e quanto mais difícil se torma a situação, mais o credor aperta. Afinal, o financiamento bancário não é mais do que o outsourcing do financiamento próprio, não é verdade? As organizações que abusam do outsourcing deviam tirar algumas lições da crise da dívida. Um dia destes, a sua falta de capacidade interna para realizar as tarefas mais básicas pode acabar por lhes sair muito caro. Não seria de esperar que as organizações mantivessem nas suas equipas, pelo menos, pessoal com capacidade para avaliar os fornecedores a quem subcontratam serviços? Ou pessoal para manter serviços mínimos caso um fornecedor abandone o mercado?

[Off-topic] Sem vergonha

Este anúncio que vi hoje chocou-me. É a afirmação pública e desavergonhada de um princípio presente na prática de muitos empresários e directores financeiros. Gente sem vergonha, que é capaz de receber o dinheiro dos seus clientes e não pagar aos seus funcionários, fornecedores e parceiros. Gente que, no mínimo, merece ser processada e levada à falência. Gente cujo mau carácter se reflecte na forma como maltrata o princípio de que um bom negócio deve beneficiar todas as partes. Prejudicando, no final, até os clientes que lhe "dão de comer". Conheço o género. Infelizmente.

[Off-topic] "Novas" tendências de gestão

Afinal as novas tendências de gestão não são de agora. E as suas consequências também já são conhecidas há muito. Vejam esta carta do Senhor Vauban , Engenheiro Militar e Marechal de França, dirigida ao Senhor Losvois, Ministro da Guerra de Luís XIV, datada de 17 de Julho de 1683. "Monsenhor: ... Há alguns trabalhos nos últimos anos que não acabaram e não acabarão nunca, e tudo isso, Monsenhor, porque a confusão que causam as frequentes baixas de preços que surgem nas suas obras só servem para atrair como empreiteiros os miseráveis, malandros ou ignorantes e afugentar aqueles que são capazes de conduzir uma empresa. Digo mais, deste modo eles só atrasam e encarecem as obras consideravelmente porque essas baixas de preços e economias tão procuradas são imaginárias, dado que um empreiteiro que perde, faz o mesmo que um náufrago que se afoga, agarra-se a tudo o que pode; e agarrar-se a tudo, no ofício de empreiteiro, é não pagar aos fornecedores, pagar baixos salários, ter os piores ...

Horário de trabalho

A trabalhar há dois meses na Irlanda, ando para escrever alguns apontamentos daqui de Dublin, mas são tantos e tão diversos que há matéria aqui para escrever um blog inteiro (e talvez ainda o faca se a inspiração vier em meu auxílio). Há no entanto uma diferença que encontrei por aqui que é muito mais marcante do que eu poderia supor poder ser, e lembrei-me deste ponto que talvez se acomode bem neste blog e no tipo de posts que por aqui há. Falo do horário de trabalho . O horário que por aqui se pratica, e que suponho generalizado, é de entrar as 9h e sair as 17h, com meia-hora de almoço. Ou seja, 7 horas e meia. Ou seja, meia-hora de diferença para o horário "normal" de Portugal. E que diferença que essa diferença faz... Os irlandeses não são muito "fanáticos" com o trabalho e os horários, não se trata de regimes "autoritários" como parece ser em Inglaterra ou na Alemanha - a propósito, sabem que os alemães dizem que na Alemanha a taxa de criminalidade é ...

Um homem não consegue fazer um filho em trinta dias...

... mesmo que engravide nove mulheres em simultâneo. Há muita gente que julga que adicionar recursos humanos aos projectos consegue reduzir os prazos indefinidamente. O chefe do Dilbert é um deles. Para o pessoal que pensa assim recomenda-se a leitura de um livro editado pela primeira vez nos anos 70. Trata-se de " The Mythical Man-Month ", escrito por Fred Brooks, o homem que esteve à frente do projecto do sistema operativo do IBM 360 , famoso também pelo seu enorme atraso. O chefe do Dilbert sofre também de uma perturbação, designada jaagorismo , que é um problema do foro psicológico que seria relativamente inócuo se não estivesse ligado frequentemente a amnésia selectiva. As pessoas que sofrem de jaagorismo , têm tendência para acrescentar requisitos aos projectos nas alturas mais inconvenientes mas depois esquecem-se de que o fizeram e do impacto que esses pedidos têm no desenrolar dos trabalhos.