segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Apelo aos empresários de TI

A ANETIE está a fazer uma campanha de angariação de novos sócios. Trata-se da Associação Empresarial mais representativa das empresas de Informática e Electrónica, em Portugal. Neste momento, o Presidente da Direcção da ANETIE exerce também o cargo de Vice-Presidente da CIP, o que dá à Associação e ao Sector uma visibilidade nunca antes conseguida. Mas a visibilidade de nada serve se não existir representatividade. É, por isso, muito importante, que as Empresas nacionais de TI se associem à ANETIE.

Para mais informação, aqui está a missiva enviada no âmbito da campanha:

"Exmo(a). Senhor(a),

A sua empresa é importante para o desenvolvimento do Sector. Aproveite as vantagens de ser associado, porque a ANETIE - Associação Nacional das Empresas das Tecnologias de Informação e Electrónica, está vocacionada para defender os seus interesses e ajudá-lo no crescimento do seu negócio.

Ser associado da ANETIE possibilita-lhe:
  • Pertencer à associação de referência do Sector, com 15 de anos de existência, que engloba mais de 100 empresas e com grande representatividade institucional – Membro e Vice-Presidente da CIP e da AIP, com representação no Conselho Económico e Social, entre outros.
  • O acesso a Programas Co-Financiados de Internacionalização, Formação e Certificação.
  • O acesso a Missões Empresariais Co-Financiadas.
  • Conjunto de Serviços Gratuitos: Informação do Sector, Informação de Negócio, Estudos sectoriais, Apoio Jurídico, Destaque no site da ANETIE.
  • Vantagens – Descontos até 50% em alguns tarifários e condições especiais nas Comunicações (PT , Vodafone e TMN).

Não perca esta oportunidade de se tornar associado da ANETIE com Isenção de Jóia e de Quotas no 1º Semestre de 2011.

Basta fazer o download da Proposta de Admissão, preencher, assinar e enviar-nos por fax (214 134 663) ou digitalizada por e-mail (passis@anetie.pt).

Faça também o download das Vantagens para Associados.

Esta campanha é válida até 31 de Dezembro de 2010.

Para qualquer esclarecimento, não hesite em nos contactar.

Atenciosamente,

Patricia Assis

Tel: 214 134 660

passis@anetie.pt"

sábado, 4 de dezembro de 2010

OpenOffice em 21% dos PCs alemães

Usando uma técnica engenhosa que se baseia em analisar os tipos de letra instalados nos PCs que acedem a um site bastante popular, uma equipa alemã conseguiu apurar a percentagem de utilização do OpenOffice e de outros pacotes concorrentes.

As percentagem apuradas para a Alemanha indicam que o OpenOffice está instalado em cerca de 21% dos PCs. Os resultados da análise deram os seguintes resultados:
  • OpenOffice: 21%
  • MS Office 72%
  • Apple iWork 1,4%
  • Wordperfect 2,7%
Os países em que a adopção do OpenOffie vai mais adiantada são:
  • Polónia - 22%
  • República Checa - 22%
  • Alemanha - 21%
  • França - 19%
  • Noruega - 18%
  • Itália - 18%
  • Espanha - 15%
Infelizmente não há dados para Portugal.

O estudo está publicado na webmasterpro.

Edição de vídeo em Linux

Aqui há umas semanas atrás foi publicado no Vimeo um spot de vídeo feito em Portugal, só para demonstrar que é possível fazer edição de vídeo em Linux.

Há uns tempos andei a investigar este assunto e fiquei muito desiludido. Agora parece que a coisa está a evoluir para melhor.

Aqui está o vídeo, que foi produzido com o kdenlive. Experimentei no meu Ubuntu 10.10 e parece funcionar.


Linspotting from Caroline Pimenta on Vimeo.


É pena que as universidades portuguesas não participem mais em projectos open source como o KDE.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Normas abertas em discussão no Parlamento Português

"A 9 de Dezembro de 2010 vai ser debatida na Assembleia de República uma proposta sobre a adopção de Normas Abertas (Open Standards) nos sistemas de informação do Estado.

É da maior importância a adopção de Normas Abertas em Portugal, à semelhança do que já acontece em países como a Espanha, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Suécia, Noruega, Hungria, Alemanha e França.

A adopção de normas abertas permite:
• melhor interoperabilidade entre produtos;
• reforço das condições de concorrência;
• ajuste dos preços ao real valor das soluções.

As Normas Abertas resolvem o problema dos verdadeiros “contratos de exclusividade” na utilização de formatos e protocolos que impedem a livre escolha de fornecedores, e que todos os anos oneram o país em dezenas de milhões de Euros. As Normas Abertas dão aos cidadãos liberdade de escolha na sua relação digital com o Estado.

A ESOP – Associação de Empresas de Software Open Source, apoia inequivocamente esta iniciativa.

A continuidade da actual situação eterniza os casos de “fornecedor único garantido” e os gastos insustentavelmente elevados em licenças de software [1]. A adopção de Normas Abertas serve o interesse comum."

Fonte: ESOP

(in)Segurança digital

É por estas e por outras que a utilização de certificados digitais não descola.

Que raio de mensagem é esta?





Alguma vez um utilizador se vai sentir seguro com uma mensagem feita para meter medo e não explicar o que se passa realmente?

"Operações de certificado digital em seu nome"?

Só mesmo alguém que é obrigado a isso é que diz que sim. :-(

domingo, 28 de novembro de 2010

Junta da Extremadura poupa 37 milhões por ano com software livre

A Junta de Extremadura, aqui a uns 300 kilómetros, estima a poupança que obtém na utilização de software livre em cerca de 37 milhões de euros por ano.

Paralelamente, o número de empresas tecnológicas mais do que duplicou em 10 anos.

Aparentemente o "Plano Tecnológico" da Extremadura está a dar frutos.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Off-Topic: OPA hostil

Portugal está a ser alvo de uma OPA hostil. Para quem não está familiarizado com esta nomenclatura "bolsista", vale a pena explicar que a OPA hostil é uma operação de aquisição que um grupo económico faz a outro, contra a vontade dos accionistas principais deste último. Normalmente a OPA hostil acontece quando o grupo que está a ser adquirido está numa posição de fraqueza económica e/ou financeira.

Os Portugueses, à semelhança de muitos outros povos, têm vindo a viver acima das suas capacidades. Apesar de produzirmos cada vez menos bens e serviços competitivos, alimentámos a ilusão de que podemos melhorar o nosso estilo de vida mesmo assim. O sistema financeiro mundial incentiva este caminho, esfregando as mãos de contente ao ver-nos enterrados numa dívida cada vez maior.

Entretanto, esse mesmo sistema financeiro, que também tem problemas graves, decidiu que é altura de apertar o cerco e colher o fruto do "trabalho" dos últimos anos. Foi a Grécia, depois a Irlanda. E continuam a atirar-se a nós e à Espanha. A nossa dependência do financiamento estrangeiro é a nossa fraqueza mais imediata. A subida dos juros do financiamento coloca-nos numa posição insustentável que nos "obriga" a pedir ajuda ao FMI e à Europa.

Não tenhamos ilusões: a "ajuda" externa do FMI e suas congéneres, que fazem também parte do sistema financeiro mundial, não será grátis nem virá sem uma série de contrapartidas muito duras a nível político. As intervenções do FMI seguem uma lógica simples - para os países terem acesso aos empréstimos têm que:
  1. "flexibilizar o mercado de trabalho" para maior competitividade, o que se traduz simplesmente em mais despedimentos e salários mais baixos, por causa da baixa qualificação e falta de capacidade negocial dos trabalhadores;
  2. "privatizar", o que significa vender ao desbarato empresas públicas e património público, que será adquirido a preço de saldo por "investidores" estrangeiros;
  3. "desregulamentar", ou "abrir os mercados", o que significa basicamente reduzir o poder dos governos eleitos pelos povos, dando mais liberdade ao músculo financeiro.
Neste dia de protesto geral quis partilhar a minha visão nos nossos problemas comuns. Porque os problemas são, efectivamente, de todos os Portugueses. Sejam trabalhadores ou empresários, sócios de sindicatos ou de associações empresariais.

Portugal foi fundado no Séc. XII por um grupo de gente que estava farta que uns galegos mandassem por cá. Não tenho nada contra os estrangeiros só por serem estrangeiros. Mas há uns quantos que nos querem lixar só para ganhar uns trocos, e à custa da nossa independência. Se viessem por bem eram bem-vindos. Assim, não.

Não há uma solução fácil para a alhada em que nos metemos. O principal é tornarmo-nos mais fortes e resolvermos as nossas fragilidades sem esperarmos que a ajuda caia do céu. Combatendo a nossa ignorância, a ganância cega, e contando uns com os outros.

domingo, 14 de novembro de 2010

Os cinco maiores desperdícios nas TI

Estes rankings valem o que valem. Este, publicado na Infoworld, chama a atenção para grandes desperdícios de dinheiro nas TI das organizações. Sugiro a leitura do artigo completo, mas aqui está a lista:
  1. Licenças de software inúteis
  2. Impressão e processamento de papéis
  3. Contratos com níveis de serviço demasiado elevado
  4. Descontrolo no email
  5. Largura de banda exagerada e não gerida
O artigo pode ser encontrado em http://www.infoworld.com/t/it-management/its-biggest-money-wasters-242

ESOP estima que OE2011 pode poupar 80 milhões em software

"Segundo os dados apresentados pela Direcção-Geral do Orçamento na Conta Geral do Estado de 2009, disponíveis em http://www.dgo.pt/cge/cge2009, a Administração Central do Estado despendeu no ano passado 160 milhões de Euros em “Software Informático”.

160 milhões de Euros de despesa em 2009

A ESOP examinou os dados apresentados pela Direcção-Geral do Orçamento na Conta Geral do Estado de 2009, disponíveis em http://www.dgo.pt/cge/cge2009, e chegou à conclusão que, segundo a folha de cálculo em anexo, a Administração Central do Estado despendeu no ano passado cerca de 160 milhões de Euros em “Software Informático”.

80 milhões de euros de poupança no OE 2011
Numa altura em que são pedidos sacrifícios a todos os portugueses, e em que o Parlamento avalia as alternativas para os cortes na despesa no orçamento para 2011, a ESOP está disponível para colaborar com o Estado português num plano que permita baixar drasticamente a despesa com software na Administração Pública, através da utilização de software de código aberto – software “open-source”. Com base nos valores que constam do Catálogo Nacional de Compras Públicas a ESOP calcula que é possível atingir uma poupança de 50% a 70% na maior parte das aquisições de software do Estado. O que representa uma redução dos custos em software de pelo menos 80 milhões de Euros/ano.

Melhorar a balança comercial e investir nas empresas portuguesas

O software open-source não só permite grandes poupanças, mas também a melhoria da balança comercial, com a substituição das transferências externas inerentes ao licenciamento, pelo investimento na economia nacional em formação e consultorias técnicas efectuadas por empresas portuguesas.
O apoio técnico profissional ao software open-source é assegurado em Portugal por muitas empresas, com destaque para as empresas associadas da ESOP.

A Europa já utiliza soluções open-source

Outros países europeus estão já utilizar software open-source na Administração Pública como um meio de reduzir custos, aumentar a transparência e a sustentabilidade do desenvolvimento tecnológico e de modernizar a administração.

Como exemplo de intervenção parlamentar nestas matérias podemos referir o caso dos Países Baixos. Em 2003 o Parlamento holandês apelou à utilização de normas abertas e software open-source no sector público. Após uma série de estudos o governo aprovou um programa de acção “Nederlands in Open Connection”, determinando a adopção de normas abertas e uma política de utilização preferencial de software open source.

A adopção de uma política de normas abertas de software e utilização preferencial de software open -source não é contraditória com as leis da concorrência, porque não implica preferência por marcas ou fornecedores, apenas indica características preferidas pelas entidades compradoras. Isso mesmo foi reconhecido recentemente pelo Supremo Tribunal de Itália, que reconheceu esta preferência como um requisito legal válido.

O software open-source é amplamente utilizado no mundo inteiro. Apenas alguns exemplos:

  • A Google, a Amazon e o Facebook têm toda a sua infra-estrutura baseada em software open-source
  • A Bolsa de Londres (“London Stock Exchange”) tem a sua infra-estrutura baseada em software open-source;
  • Os smartphones Android, que já lideram o mercado, são baseados em software open-source;
  • As administrações públicas da Espanha, Noruega, Países Baixos e França são fortes utilizadoras de software open-source;
  • A Assembleia da República (em 2004) e a Assembleia Legislativa da Regional dos Açores (em 2010) já apelaram a uma maior utilização de software open-source na Administração Pública portuguesa.

O software open-source pode ajudar as finanças e a economia portuguesa. É esta a proposta da ESOP."


Apoiado.

sábado, 13 de novembro de 2010

Support Wikipedia

A wikipedia é a maior enciclopédia da História, construída colaborativamente por milhares de voluntários, e serve centenas de milhões de pessoas por mês.

A wikipedia não é apenas um projecto extraordinário que mostra bem o que a tecnologia permite fazer para enorme benefício de toda a Humanidade. É também um projecto que reforça a esperança de que possa haver cada vez mais tolerância e entendimento, apesar das diferenças que muitos teimam em exacerbar.

A wikipedia já vos ajudou muito, certamente. Agora precisa de ajuda. Se puderem peguem no cartão de crédito.

sábado, 30 de outubro de 2010

"Portas do cavalo" escondidas no hardware

Não resisto a traduzir esta pequena entrada de Quartertime no slashdot, porque me faz sentir um pouco menos paranóico. Há gente muito mais paranóica do que eu. Paranóica não, realista.
"Lembram-se de Reflexões sobre confiar na confiança, o clássico 'paper' que descreve a forma como esconder uma quase indetectável porta do cavalo num compilador de C? Aqui está uma peça interessante sobre como esconder uma quase indetectável porta do cavalo dentro do hardware. Este 'post' descreve como instalar uma porta do cavalo na ROM de expansão de uma placa PCI, que durante o arranque do computador aplica um patch ao BIOS que por sua vez aplica um patch ao grub, que aplica um patch ao kernel, para dar a quem controla acesso remoto como root. Como a porta do cavalo está de facto alojada no hardware, mesmo que a vítima reinstale o sistema operativo a partir de um CD, a porta do cavalo não desaparecerá. Pergunto-me se a China, com a sua posição dominante no negócio da assemblagem do hardware, terá já usado esta técnica para espionagem. Isto talvez explique porque é que a NSA tem a sua própria fábrica de chips."

Para o pessoal mais leigo, convém explicar que uma "porta do cavalo" é um acesso não autorizado a um computador, deixado por alguém que esteve envolvido na construção do sistema (ou de uma parte dele), para mais tarde poder aceder, manipular os seus dados e/ou comportamentos.

E, com a possibilidade de uma simples placa de expansão (um controlador de vídeo genérico, por exemplo) poder abrir uma porta do cavalo na máquina em que foi instalado, qualquer um dos nossos computadores pode ser manipulado facilmente a partir de qualquer ponto do mundo, se estiver de alguma maneira ligado à net.

Não admira que os espiões da NSA construam os seus computadores de raiz...

"O único computador realmente seguro é um computador desligado."

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Urgente é acabar com o desperdício, a dependência e a inércia

O Município de Benavente lançou um Concurso Público Urgente para pagar €120.000,00 em licenciamento de software diverso de uma muito conhecida multinacional norte-americana.

O que é que é Urgente nisto?

É urgente deixar de pagar por software que não se usa ou se usa muito pouco.

É urgente deixar de pagar por software caro que tem alternativas gratuitas ou muito mais baratas.

É urgente aplicar o pouco dinheiro que temos de forma a reduzir a nossa dependência tecnológica e não a aumentá-la.

É urgente parar com o desperdício de verbas em licenciamento de software quando uma pequena parcela dessas despesas pode ser aplicada a comprar serviços a empresas portuguesas para mudar este estado de coisas.

O Município de Benavente só faz o que vê os outros fazerem. E nem sequer é dos que esbanjam mais, de certeza. Só que me passou pela frente agora mesmo e achei que era altura de desabafar sobre isto.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sector de IT é o 4º maior recrutador global

Segundo um estudo da Antal, que mede as tendências nacionais, regionais e globais de recrutamento, o sector de software das TI é o 4º maior recrutador do mundo.

1) Banking
2) Engineering
3) FMCG
4) IT software
5) Manufacturing

Só por curiosidade, veja-se o quadro seguinte, com a lista dos países mais dinâmicos no recrutamento, independentemente do sector em causa.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

There is no I in a Team

There is no I in a Team

Tradução livre, “não há um Eu numa equipa”. Em inglês funciona melhor, porque literalmente a palavra TEAM não tem nenhum I. A interpretação directa é que não deve de haver individualismo numa equipa. Que a equipa deve de funcionar como um todo, evitando individualismos. Fazendo com que a responsabilidade pelos sucessos, ou insucessos sejam da equipa como um todo e não de um ou outro elemento da mesma. Um pensamento bonito!

Em contraposição também se pode dizer “Eu não faço a equipa”. O que pode levar à desresponsabilização do “Eu” face à dinâmica do grupo. A culpa não é minha, a equipa é que falhou. Como uma desculpabilização face os eventos. Ou seja empurra-se para a equipa toda a responsabilidade dos insucessos do projecto.

No mundo real, qualquer equipa para funcionar, precisa de uma organização, quer seja espontânea, imposta por uma hierarquia, ou no seguimento de um Líder.

Uma equipa surge de uma forma espontânea, normalmente em cenários de catástrofe, ou quando há uma ameaça externa muito grande apela à união do grupo. Estas equipas funcionam normalmente apenas enquanto há esse elemento aglutinador exterior. Em que cada um assume o seu papel, assumindo os riscos pelo todo e enfrentando os seus medos. Porque de outra forma sabe que dificilmente terá sucesso. Neste cenário todos os elementos colaboram de uma forma espontânea fazendo o que julgam ser melhor para o grupo. A soma das acções individuais criam a força da equipa.

A organização mais comum de uma equipa é sob o controlo de uma hierarquia. Funciona assim nos exércitos há séculos. Um estratega encarrega-se de comandar uma equipa com ordens muito directas. Em que cada um dos membros as cumpre sem questionar. No fim a responsabilidade pelo sucesso, ou insucesso é apenas do membro hierarquicamente superior. Visto que foi ele quem tomou praticamente todas as decisões. Claro que ele recruta os elementos do seu grupo, claro que ele toma em conta as características de cada um (se as conhecer). Para obter o sucesso, mas ele é que toma todas as decisões.

Uma equipa baseada numa liderança é algo utópico, mas que alguns raros eleitos conseguem alcançar. Normalmente surge um Líder que pelas suas capacidades se destaca no grupo e que inspira confiança aos outros elementos. Se o suposto líder tiver realmente qualidades de liderança, vai incentivar cada elemento do grupo a participar de uma forma construtiva nos problemas do projecto. Mantendo-os motivados e empenhados em concretizar cada tarefa com sucesso. Um verdadeiro Líder não receia de ser confrontado com as ideias de outros elementos do grupo, melhorando sempre a solução inicial com essas ideias novas. Por forma a que por fim o resultado do empreendimento seja o espelho da participação de todos. Rejeitando o vedetismo que lhe podia ser atribuído. Porque ele sabe que teve esse sucesso porque esta era a equipa que o rodeava e que foi a participação de todos que possibilitou o sucesso.

Tinha-me esquecido que há também outro tipo de equipas que infelizmente rodeia-nos. Equipas que até têm um chefe, mas que este procura empurrar as responsabilidades que se recusa a assumir para cima dos outros elementos. Procurando ter registo das evidências que responsabilizam de alguma forma aquele vai assumir o papel do bode-expiatório. Este tipo de chefe, é o verdadeiro motivo para a destruição das equipas que era suposto funcionarem bem. Por vários motivos, primeiro, porque obriga a cada elemento das equipas manter registos defensivos para evitarem serem eles considerados os bodes-expiatórios. Colocam um clima de suspeição na equipa. Além disso prejudicam o “cliente” do projecto, porque este só vai ser confrontado com o insucesso demasiado tarde e normalmente vai optar por acreditar no “azar” do chefe, mantendo-o à frente do projecto, agora livre de todos supostos os problemas. Tenham medo dos chefes que dão carta branca para tarefas, normalmente, se correm bem, assumem-nas se correm mal foram vocês que falharam.

Se numa primeira vista, o mote “theres is no I in a Team” me parecia bem, porque evita vedetismos, agora penso de outra forma, “It must be a I in a Team”. I think in the team ! I speak to the team! I do for the team! I am in the TEAM!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Facebook: o fim da privacidade ou o abuso de confiança?

Em Janeiro, Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, afirmou que as expectativas da sociedade mudaram e que a que a privacidade já não é norma.

Esta postura liberal em relação aos dados das pessoas seria pouco importante se fosse apenas uma discussão teórica. Mas Mark Zuckerberg controla a maior rede social do mundo, com mais de 400 milhões de utilizadores registados e, se Mark quiser, pode saber tudo o que eles lá colocam, seja público ou privado, incluindo todas as suas ligações, fotos da família, mensagens trocadas, conversas em chat, etc.. Mais: um dos mecanismos que o Facebook nos disponibiliza para encontrarmos velhos amigos depende de lhe darmos as nossas credenciais de acesso a contas de email, incluindo a nossa palavra passe.

Notícias recentes dão conta de um processo judicial contra Mark Zuckerberg, que é acusado de usar informação confidencial registada no Facebook para entrar nas contas de email de rivais e jornalistas. Muito para além das posições públicas de Mark sobre a pouca importância que dá à privacidade individual, estas notícias indiciam uma prática de total desrespeito pela confiança que os utilizadores do Facebook nele depositaram.

Venha ou não a haver condenação, há um problema de fundo que importa abordar, e não tem a ver com um indivíduo que abusa da confiança. Em vez disso, o problema é a confiança exagerada que os utilizadores de redes sociais e aplicações partilhadas colocam nos empresários que os criaram e nos seus funcionários.

De um modo geral, quando alguém opta por colocar os seus dados num servidor que pode estar do outro lado do mundo, está a arriscar a que esses dados sejam consultados por quem não devia poder fazê-lo. O risco pode ser maior ou menor, consoante o valor dos dados e a honorabilidade da empresa. Mas o risco existe sempre.

E não tenhamos dúvidas: quando os dados contidos no servidor valerem mais do que o negócio de manter o serviço, esses dados vão ser roubados, se dermos essa oportunidade ao ladrão.

Resta saber se algum dia a vítima virá a saber disso e se haverá algum sistema de justiça com braços suficientemente longos para condenar o prevaricador que pode estar numa jurisdição longínqua.

Segundo estimativas apresentadas há pouco tempo, o valor do Facebook deve ultrapassar em breve os mil milhões de dólares, o que será justificado apenas com os enormes lucros de publicidade. Depois de ler isto, talvez comecem a suspeitar que o valor atribuído ao Facebook não é só pelo negócio da publicidade. Eu também. ;-)




quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pensamento positivo

Ou melhor dito em inglês: wishful thinking.

No Portal da Empresa alguém escreveu:
"Graças aos certificados digitais, uma transacção electrónica realizada via Internet torna-se perfeitamente segura (...)"
Era bom que houvesse alguma coisa perfeita no mundo real, para variar... :-)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Plataformas de Compras Públicas - Um problema para todo o sector das TI


As Plataformas de Compras Públicas, um conjunto de portais privados que o Estado está obrigado a usar desde o ano passado para todas as suas aquisições, arriscam-se a ser mais um problema para a imagem e credibilidade do sector das TI.

Por toda a parte se vão ouvindo queixas de mau funcionamento, interfaces mal desenhados, processos difíceis de entender, tecnologias que não funcionam, help-desks incompetentes, etc..

Considerando que estas plataformas ganharam, desde o ano passado, milhares de novos utilizadores que dependem delas para o funcionamento do seu negócio, perspectiva-se um período negro na relação entre utilizadores e informáticos, agravado pelo stress de propostas que têm que ser entregues com urgência, concursos que têm que ser processados dentro dos prazos, iniciativas que estão programadas com precisão, e dinheiro que está à espera de mudar de mãos mas não muda porque "o sistema não deixa".

Para além dos expectáveis (mas não justificáveis) bugs das plataformas, há um problema sério de falta de cultura de segurança entre utilizadores e profissionais das TI. A utilização de certificados digitais, obrigatória, ainda é muito mal compreendida e há um risco elevado de as pessoas não saberem gerir e proteger a sua identidade digital. Enquanto isso acontecer a probabilidade de perdas de negócios é mais elevada, o que será certamente agravado pela provável rigidez das plataformas que ainda estarão bastante imaturas em relação ao processo de compras públicas.

Se, no ano passado, os compradores públicos procuraram concentrar as suas compras antes de Julho para minorar os problemas derivados do uso das plataformas, já neste ano, logo que os Orçamentos entrem em vigor, não haverá forma de escapar aos problemas.

Aos compradores, uma sugestão: preparem-se e não confiem demasiado nas plataformas. Aos fornecedores: não deixem as propostas para o último dia, porque depois podem não conseguir entregá-las a tempo.