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Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta desenvolvimento software

No poupar é que está o custo

Imaginem uma grande empresa. Tipo: 2.000 empregados. Essa empresa é gerida com punho de ferro por financeiros formados nas melhores universidades. Boa parte deles terá até MBAs tirados no estrangeiro. É uma empresa de serviços, de modo que praticamente todos os seus funcionários usam computadores. São os chamados " trabalhadores do conhecimento ". Nos últimos anos, à conta da crise, a empresa decidiu adiar os investimentos em equipamento informático . Para quê? Os computadores são todos iguais e comprar PCs novos para todo o pessoal é um desperdício. Não é? Bom, imaginemos um empregado médio, com um salário médio de 1.000 euros por mês (estamos em crise, o pessoal já não ganha o mesmo que antes). Utiliza o software criado pelo departamento de TI, que evolui todos os dias e necessita de cada vez mais recursos. As actualizações dos softwares de produtividade também exigem cada vez mais recursos dos PCs. Já há muito tempo que os os 2GB de RAM são insuficientes, e o PC ...

"Porque não contratamos programadores .Net"

David Barrett, CEO da Expensify , escreveu no seu blogue um post que criou uma tempestade nas comunidades de programação. O post tem o título " Porque não contratamos programadores .Net ", que provocou naturalmente fortes reacções negativas nos programadores que usam aquela plataforma e muitos sorrisos em todos os outros. O post é sobre a procura de bons programadores para contratar e ele faz algumas afirmações curiosas. Começando pelo tipo de pessoa que a empresa dele procura: "... ter experiência é barato. Só é preciso ter tempo. Competência é mais difícil, mas apenas implica trabalho árduo. Já atitude... ou se tem ou não se tem."  E como é que ele avalia se uma pessoa tem a atitude que é necessária? "O tipo certo de pessoa tem uma paixão tão grande por programação que não consegue parar de o fazer. Tipicamente começou antes da escola secundária e nunca mais olhou para trás. Escreve tudo, desde assembly a jQuery, em PCs ou telefones móveis, desde comput...

Informix, grátis, legal

Apesar de estar longe dos tempos áureos em que era o motor de base de dados mais vendido logo atrás do "Grande O", o Informix está longe de ter desaparecido. Recentemente, em resposta aos motores de base de dados gratuitos também lançados pela Oracle e pela Microsoft, a IBM (actual proprietária da linha de produtos Informix) lançou uma versão gratuita que pode ser usada em exploração comercial. Esta versão, designada IBM Informix Innovator-C Edition, tem as seguintes características: Limitada a um CPU físico até quatro cores e 2GB de RAM, sem limitação de armazenamento em disco Inclui replicação, clustering e funcionalidades "autonómicas" que reduzem falhas de sistema e melhora o desempenho sem intervenção do DBA Oferece mecanismos de backup automático, on-line Suportado em: HP-UX, Linux, Windows, e outos sistemas operativos Inclui muitas mais características de um motor de base de dados topo-de-gama, a um preço irrecusável Mais informação, e um link para downl...

Não basta fazer figas e ter fé

A bronca das presidenciais com os números de eleitor não pode passar em branco neste blogue. Visto de fora, o que se passou foi simples. Os vários sistemas de consulta aos novos números de eleitor falharam e com isso milhares de pessoas tiveram que passar horas em grandes confusões para descobrir onde podiam votar. Muitas, diz-se, terão desistido. As razões concretas para este sistema crítico ter ido abaixo no preciso dia em que foi mais solicitado são certamente muitas. E os responsáveis também. Mas, de uma forma geral, o que se passou foi simplesmente que quer o sistema quer as equipas de suporte não estavam preparados. É uma verdade de La Palisse , certamente, mas não deixa de ser o fulcro da questão. Para além disso, aparentemente, não havia plano de contingência. Todos os bons profissionais sabem que a qualidade só se atinge com uma boa dose de preparação e com muita auto-desconfiança. Isto é: não basta montar os sistemas e esperar que corra tudo bem. É preciso testá-l...

Ahah!

Não consigo descrever como fiquei satisfeito ao ler a última newsletter do Javalobby (" Why is the default answer always a web app? "). Nela, o David Van Couvering questiona a criação sistemática de um " multi-tiered HTML/CSS/JavaScript monster " como resposta a qualquer problema. Em vez disso, ele defende Java Web Start, Swing, e Rich Internet Applications. Como eu concordo com ele... Aqui há mais de um ano, quando a Sun anunciou que ia "libertar" o Java, comecei a escrever um artigo cujo título era " Ajax Nonsense, Open Source Java and the return of the Applet ". O Sérgio Ferreira convenceu-me que não valia a pena insistir porque AJAX era o que os clientes queriam e por isso não havia nada a fazer. E, como eu tinha mais que fazer, o artigo nunca foi acabado. Entretanto, a Sun lançou o projecto JavaFX , que mais não é do que o Retorno do Applet. ;-) E a malta começa a questionar-se, finalmente, se não será demasiado pouco aquilo que se consegue...

Olá mundo

O programa "olá mundo" ganhou notoriedade no livro conhecido como Kerningham & Richie (cujo nome se deve à autoria de Brian Kernigham e Dennis Ritchie ). É um livro notável na forma como consegue explicar de forma simples e em poucas páginas como programar com a linguagem C. O primeiro exemplo apresentado é um programa cujo comportamento consiste em enviar para o ecrã a mensagem "Hello world". É digno de reparo a forma como este pequeno programa de 4 linhas se tornou tão conhecido. De tal forma que é muito frequentemente usado nas primeiras aulas de ensino de linguagens de programação. Ao navegar na internet "tropecei" num site onde se apresentam implementações deste programa nas mais diversas linguagens de programação. Deixei-me levar e descobri que este é um divertimento de muita gente e disponível em vários locais. Fica a curiosidade e alguns links : http://www.roesler-ac.de/wolfram/hello.htm http://www2.latech.edu/~acm/HelloWorld.shtml http://c2....

Practices of an Agile Developer : Working in the Real World

O Verão finalmente chegou, e a PT Comunicações conseguiu, pela segunda vez em semanas, cortar o telefone à vizinhança toda sem pré-aviso. Fiquei sem acesso à Internet e sem poder trabalhar. Foi uma boa motivação para pegar nos livros que tinha aqui para ler. Venho-vos falar de um livro, que achei muito interessante. Practices of an Agile Developer : Working in the Real World por Venkat Subramaniam and Andy Hunt Este livro reúne um conjunto de regras, ou boas práticas, para um programador sénior ou líder de projecto que queira trabalhar seguindo uma metodologia ágil. Os autores são experientes na matéria. O Andy Hunt já tinha sido co-autor do livro The Pragmatic Programmer: From Journeyman to Master . O livro está cheio de bom senso, ressoa bem com a minha experiência, dá exemplos e conselhos práticos como resolver problemas de desenvolvimento. Não só a nível de bater código, mas também de design, bem como comunicação entre a equipa ou com o cliente. Penso que tem boas ideias para todos...

Eclipse : Europa já saiu

Um dos problemas que tinha no eclipse até ao ano passado era a instalação de "plugins". Não existia coordenação entre grande parte deles e muitas vezes existiam dependências de versões. Era difícil de gerir e cheguei a ter várias instalações, cada uma com plugin(s) diferentes. No ano passado tudo ficou mais fácil quando lançaram a versão chamada " callisto ". Este projecto coordenou alguns dos "plugins" mais importantes por forma a que as novas versões estivessem prontas sensivelmente ao mesmo tempo e fossem compatíveis. O Europa , que ficou hoje disponível, é também (como o callisto) uma nova versão com sincronização e compatibilidade de versões de um conjunto de plugins. Dele fazem parte vinte e um dos projectos de "plugin" mais importantes. Existem downloads diversos consoante o tipo de desenvolvimento : java normal; java enterprise; java rich client; C, C++ ou genéricos com configuração à medida. Esta abordagem não é inédita no mundo das TI...

Martin Fowler - Vale a pena desenhar bem o software ?

No seu Bliki , Martin Fowler tece considerações acerca da validade do desenho no software. Quem desenvolve software já várias vezes foi colocado perante o problema de consumir tempo em especificações e desenho versus conseguir mostrar algo a funcionar muito rapidamente ao cliente. Martin Fowler apresenta a sua teoria com um gráfico (a que chama pseudo gráfico por não ser derivado de algo efectivamente medido) de onde facilmente se percebe que o desenvolvimento "sem desenho" compensa nas fases iniciais de um projecto, mas que, a longo prazo irá reduzir muito a produtividade e facilidade de alteração. À linha onde se cruzam a adição de funcionalidades ao longo do tempo com e sem desenho chamou "design payoff line". Penso que é na determinação desta linha para o nosso projecto em concreto que está o segredo para perceber se devemos ou não avançar e desenvolver ou consumir tempo a fazer um desenho cuidado do sistema. Mais à frente Martin confirma o que eu já à muito sus...