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A mostrar mensagens com a etiqueta carreira

[Off-topic] Orgulho em pagar salários

Há uns dias um certo patrão da indústria, com interesses em Portugal, afirmou numa conferência de imprensa que não gosta de pagar salários . Para o caso de esta notícia vir mais tarde a desaparecer por ordem de um tribunal europeu qualquer, aqui está um extracto: Patrick Drahi confessou que não gosta "de pagar salários". (...) Numa conferência realizada na última quinta-feira à noite, depois de terem anunciado a compra da operadora norte-americana Cablevision, o presidente da Altice confessou: "Eu não gosto de pagar salários. Pago o mínimo que puder", acrescentou. Parece que é moda ser um patrão do século XIX. Nos últimos tempos há um crescente número de empresários que não se embaraça de vir a público dizer que não gosta de ter que preocupar com o pessoal que trabalha nas suas empresas. No caso do chefe da Altice, é mais estranho ainda. Toda a gente sabe que há uma enorme dificuldade em contratar técnicos talentosos na área das TIC. No entanto, P...

Estratégia: Tecnologia versus Agricultura

O actual governo parece ter decidido que a nossa agricultura é prioritátia. Aparentemente, as hordas de jovens desempregados devem regressar aos campos de onde os seus avós saíram cheios de fome à procura de emprego na cidade. O facto de a mecanização ter reduzido ainda mais o valor do trabalho agrícola desde então é, nesta estratégia, ignorado. Portugal, nos últimos anos, tem feito um forte investimento no aumento de competências da sua população. Há um par de anos conseguiu-se, para surpresa de muitos, equilibrar a balança de pagamentos tecnológica - exportámos tanta tecnologia como importámos. A ciência e a tecnologia são e serão a base de todo o desenvolvimento da Humanidade. As empresas tecnológicas portuguesas, apostando na internacionalização, precisam de recursos competentes e em boa quantidade. Apesar disso, os cursos profissionais tecnológicos são abandonados por este governo, cuja prioridade passa a ser a agricultura, a caça e a pesca. E os bons cursos universitários, sem ...

"Não posso com esse gajo! É informático!... E é aldrabão!"

Conversa de café ouvida há pouco:  "Não posso com esse gajo! É informático!... E é aldrabão!" Realmente, ser aldrabão é mau. Mas ser, ao mesmo tempo, informático... é mesmo do pior. É curioso como "informático" se tornou num adjectivo pejorativo. :-D

Diplomados em informática caem para menos de metade

Imagem: MIT Segundo esta notícia do Negócios Online, Portugal perdeu, em apenas quatro anos, mais de metade dos alunos de informática. Entre 2005 e 2009, a percentagem de diplomados nesta área terá descido de 5,1% para 1,7%. Estes números foram compilados pelo Eurostat, que os produziu após análise dos estudos universitários no espaço da União Europeia a 27. A segunda maior queda terá sido no Reino Unido, onde a percentagem de diplomados em informática desceu de 5,9% para 4%. A média europeia da percentagem de diplomados em informática é de 3,4%. A notícia não refere, mas seria interessante comparar não só a informática mas todos os cursos de ciência e tecnologia. Não será de espantar que o mesmo se esteja a passar com outros cursos deste género. Entre a redução do número de diplomados e a emigração dos informáticos mais competentes nada de bom se augura à capacidade das TIC nacionais para competir a nível global, nem mesmo se apenas se dedicarem ao mercado lusófono. I...

Linux Jobs

Para quem está tentado a emigrar... Linux Jobs por esse mundo fora.   Fonte. Linux Foundation

"Porque não contratamos programadores .Net"

David Barrett, CEO da Expensify , escreveu no seu blogue um post que criou uma tempestade nas comunidades de programação. O post tem o título " Porque não contratamos programadores .Net ", que provocou naturalmente fortes reacções negativas nos programadores que usam aquela plataforma e muitos sorrisos em todos os outros. O post é sobre a procura de bons programadores para contratar e ele faz algumas afirmações curiosas. Começando pelo tipo de pessoa que a empresa dele procura: "... ter experiência é barato. Só é preciso ter tempo. Competência é mais difícil, mas apenas implica trabalho árduo. Já atitude... ou se tem ou não se tem."  E como é que ele avalia se uma pessoa tem a atitude que é necessária? "O tipo certo de pessoa tem uma paixão tão grande por programação que não consegue parar de o fazer. Tipicamente começou antes da escola secundária e nunca mais olhou para trás. Escreve tudo, desde assembly a jQuery, em PCs ou telefones móveis, desde comput...

[Off-topic] Nunca tive um ZX Spectrum

A primeira vez que vi um computador caseiro foi por volta de 1980 em casa de um amigo que era rico. Ele tinha uma televisão a cores, quando as emissões ainda eram a preto e branco. Tinha um gravador de vídeo onde via cassetes importadas. E tinha um pequeno computador programável em BASIC, com uma impressora. Era um luxo. Mas o que eu invejava mesmo era a Casal Boss que ele tinha para dar umas voltas no pátio da casa quando nenhum de nós tinha idade para ter carta. Os meus primeiros contactos com programação foram no 10º ou 11º ano. Se a memória não me falha, o meu colega Arnaldo, jogador de andebol e futuro dirigente do Salgueiros, tinha uma invejável calculadora TI-51, que acho que era programável em notação polaca inversa ou qualquer coisa assim. Achei piada à coisa e ainda fiz uma experiência ou duas, mas fiquei-me por ali em termos de programação. Na altura, a minha "vocação" era a electrónica analógica. Quando entrei para a universidade no final de 83, para um dos dois ú...

Não tem que ser assim

Anda por aí esta anedota: "A namorada pede ao namorado, que é programador: - Morzinho, vais à loja comprar pão? Se houver ovos trazes seis, OK? O namorado vai à loja e passados uns 15 minutos volta com 6 pães. - 6 pães? Porquê? - pergunta ela. - Havia ovos. - responde ele." Mas não tem que ser assim. Esta imagem absurda de um programador desligado da realidade é causada por muitas situações reais que continuam a acontecer ainda hoje, em muitas organizações. Cabe aos profissionais das TI romperem com este estereótipo, mostrando-se empenhados em resolver problemas reais e em ter um impacto positivo na vida dos outros.

Funcionários públicos têm formação gratuita em Software Livre

A ESOP - Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas - anunciou a abertura das inscrições para o curso de Introdução às Tecnologias Open Source , desenvolvido ao abrigo do protocolo assinado com a AMA em 2008. O curso, que terá lugar na FDTI em Lisboa, é composto por 7 sessões independentes e visa dotar os formandos de uma visão panorâmica das tecnologias disponíveis, com ênfase num conjunto de soluções de especial maturidade e fiabilidade. As sessões de formação têm como destinatários funcionários e agentes da Administração Pública envolvidos na gestão e optimização de TI. O acesso é livre, mediante inscrição prévia que se pode efectuar em: http://www.esop.pt/workshops O Programa é o seguinte: 14 de Abril de 2009 10:30 Introdução e boas vindas 15:00 Open Source end-to-end 12 de Maio de 2009 10:30 Ubuntu - Linux para seres humanos 11:30 Produtividade com o OpenOffice 15:00 Gestão documental e workflow com Alfresco 16 de Junho de 2009 10:30 Gestão de conteúdos web com o...

Marketing pessoal

Moxie Marlinspike é um programador jeitoso que está desempregado desde o ano passado. Provavelmente atrapalhado com alguma dificuldade financeira, Moxie decidiu fazer marketing pessoal: inscreveu-se como conferencista no evento Black Hat DC 2009 e foi dizer ao mundo que o SSL - sistema que toda a gente usa para garantir a segurança do acesso aos websites seguros - afinal não é seguro. E para provar isso a toda a gente, desenvolveu e publicou na net um programa chamado sslstrip que demonstra a sua teoria. Moxie Marlinspike anuncia-se ao mundo como um anarquista com tendências poéticas que gosta de viajar e fazer vela. E é também um estudioso das questões de segurança informática. Na página onde publicou a sua "bomba", Moxie sugere que quem faz download do código faça também uma doação em dinheiro, dizendo: "Se te sentes generoso fica sabendo que eu faço investigação sobre segurança por interesse pessoal e que só muito ocasionalmente publico os meus achados. Se gostas do...

Seis sugestões para quem procura emprego pela Net

Quem vê telejornais por estes dias pode achar estranho, mas lá na empresa estamos a contratar pessoal. Mistérios da Economia... Por causa disto tenho tido que analisar muitas candidaturas nas últimas semanas. E há algumas coisas que me chocam, pelo que decidi fazer este post . Se andam à procura de emprego e a enviar CVs para as empresas, vejam isto como um desabafo de quem tem que ler dezenas de emails escritos descuidadamente e à pressa, onde muitas vezes nem se percebe sequer a que é que o candidato se está a candidatar. Como se procurar emprego fosse um hobby pouco importante... Sugestão nº 1 - Sigam as regras da candidatura à risca Se o empregador vos pede o CV em PDF mandem-no em PDF. Se vos pede "exclusivamente em PDF" é porque ele leva a questão a sério. Provavelmente é alguém que não gosta de formatos proprietários. E se receber um CV em formato MS-DOC vai ficar especialmente irritado, porque quando escreveu um anúncio a pedir "exclusivamente em PDF" era po...

[Off-topic] Piada velha

Esta já é velha, mas como há quem não saiba, aqui vai. Uma mulher vai à polícia. - Senhor guarda, quero apresentar uma queixa! - diz ela - O que se passou, minha senhora? - pergunta o guarda - Fui violada! - Foi alguém que a senhora conhece? - Não senhor guarda nunca o tinha visto. Apareceu vindo do nada, violou-me e foi-se embora. - É capaz de o reconhecer se o vir outra vez? - Não sei se sou capaz... foi tudo tão rápido. - Notou alguma coisa de especial na cara, na roupa? - Não, nada de especial - Viu se era alto ou baixo? Magro ou gordo? Louro ou moreno? - Não consegui ver, senhor guarda... Só sei que era consultor... - Consultor?!? Mas como é que a senhora sabe disso? - Ora senhor guarda... fui eu que tive que fazer o trabalhinho todo!

"Porque é que nas TI é este caos?"

Um leitor anónimo deixou esta dúvida existencial, e pede para lhe tentarmos responder: "Sendo que as TI lidam muitas vezes com assuntos de elevada responsabilidade, como saldos bancários, impostos, cobranças, porque é que "virtualmente" qualquer pessoa pode trabalhar em TI desde que "desenrasque" o serviço? Um contabilista, um electricista, um arquitecto e tantos outros é-lhe exigida legalmente uma certificação para exercer a sua profissão. Porque é que nas TI é este caos?" Vamos lá então responder. Por onde começar? :-) A imaturidade da indústria Como se poderia certificar legalmente um informático? Com que standards? Com que tecnologias? A verdade é que as TI são uma indústria de poucos consensos. Mas há boas razões para isso. Nas TI "o pó ainda não assentou" e não parece que vá assentar rapidamente. A indústria é recente (tem cerca de 50 anos) e move-se muito rapidamente. Ao contrário da Arquitectura (milhares de anos), da Contabilidade (cinco...

Recém-licenciados das TI não sabem produzir sistemas de informação

Uma das conclusões mais chocantes do recente trabalho " Competências a reforçar na formação dos profissionais de TI em Portugal ", do Grupo de Trabalho das Competências, da ANETIE é que os recém-licenciados não sabem o suficiente sobre construção de interfaces nem sobre produção de informação . Não conheço estatísticas sobre esta matéria. Mas julgo que não estará muito longe da verdade a afirmação de que mais de 90% dos licenciados em cursos ligados às TI estarão envolvidos profissionalmente na produção ou exploração de Sistemas de Informação de Gestão. Isto é: bases de dados, formulários electrónicos, relatórios operacionais ou analíticos, troca de informação entre sistemas, etc.. Ora o que a ANETIE apurou junto dos seus associados é que entre as maiores lacunas encontradas nos licenciados do sector que se vão depois dedicar à engenharia de software, os conhecimentos sobre coisas básicas como écrans de entradas de dados e emissão de relatórios são extremamente baixos. Outr...

Concorrência global - resistiremos?

À minha mailbox profissional chegou hoje um email que me foi dirigido por uma empresa de outsourcing TI indiana. Já não é a primeira vez que recebo emails deste género. Mas é a primeira vez que o email é dirigido à minha pessoa e não a qualquer endereço genérico da empresa. A oferta desta empresa é simples: colocam pessoal no país por pouco mais de metade do preço do mercado. Dão-se ao luxo de prometer que o técnico que nos disponibilizam trabalhará 9 horas por dia e 5 dias por semana e não hesitará em trabalhar horas adicionais mesmo que tenha que ser ao sábado ou domingo, se o trabalho exigir. Na India, empresas de outsourcing como a Infotech empregam dezenas de milhares de técnicos e prestam serviços globais a centenas de empresas. Em 2004, o salário de um recém-licenciado na India era de $5.000 por ano e ao fim de alguns anos de experiência poderia estar a ganhar o dobro. Os salários têm vindo a subir, mas ainda estão muito longe dos praticados na Europa e EUA, permitindo às empre...

"Queres copiar sem seres apanhado?"

Estão aí os vendedores de ciber-cábulas. Em resposta a um sistema de avaliação irrealista, onde a classificação dos alunos depende demasiado da sua capacidade de memorização, os alunos acham-se muitas vezes no direito de copiar nos testes. Agora há quem se aproveite disso para ganhar dinheiro. Esta manhã encontrei na caixa de email geral da empresa um email cujo assunto é "Queres copiar sem ser apanhado?". Obviamente que quem mandou este email sente-se no direito de ganhar dinheiro com a perversão do sistema de ensino. E ao enviar este email indiscriminadamente para endereços que na sua generalidade não são de estudantes, estes vendedores de tretas contam com a passividade generalizada em relação ao problema. Já é mau que os estudantes usem cábulas, mas assim nem sequer têm que as fazer. Ora fazer as cábulas é, muitas vezes, a única ocasião em que os alunos mais preguiçosos de facto estudam alguma coisa. "Demonstra que és inteligente", é outra das pérolas de marketi...

Horário de trabalho

A trabalhar há dois meses na Irlanda, ando para escrever alguns apontamentos daqui de Dublin, mas são tantos e tão diversos que há matéria aqui para escrever um blog inteiro (e talvez ainda o faca se a inspiração vier em meu auxílio). Há no entanto uma diferença que encontrei por aqui que é muito mais marcante do que eu poderia supor poder ser, e lembrei-me deste ponto que talvez se acomode bem neste blog e no tipo de posts que por aqui há. Falo do horário de trabalho . O horário que por aqui se pratica, e que suponho generalizado, é de entrar as 9h e sair as 17h, com meia-hora de almoço. Ou seja, 7 horas e meia. Ou seja, meia-hora de diferença para o horário "normal" de Portugal. E que diferença que essa diferença faz... Os irlandeses não são muito "fanáticos" com o trabalho e os horários, não se trata de regimes "autoritários" como parece ser em Inglaterra ou na Alemanha - a propósito, sabem que os alemães dizem que na Alemanha a taxa de criminalidade é ...

Relatório ANETIE alerta para falhas nas "soft-skills", entre outras

Nos últimos meses, o Grupo e Trabalho das Competências, da ANETIE (Associação Nacional das Empresas das Tecnologias de Informação e Electrónica) realizou um trabalho de análise crítica da formação de profissionais das TI em Portugal. O resultado foi um relatório designado " Competências a reforçar na formação dos profissionais de TI em Portugal ". O relatório é baseado no resultado de um inquérito feito aos associados da ANETIE, e as respostas representam a opinião de uma parte importante das empresas empregadoras do sector nacional das TI. Este inquérito permitiu às empresas destacar as competências mais em falta nos técnicos recém-formados quando entram no mercado de trabalho. Um dos aspectos mais curiosos dos resultados do inquérito é a grande importância que as empresas dão às soft-skills - as competências não técnicas - que acabam por ser consideradas aquelas que mais faltam aos novos profissionais. A fraca opinião que as empresas têm sobre a formação em soft-skills ...

Qualificações vs. Competências

A notícia do dia é que os rapazes e raparigas portugueses com 15 anos eram, em 2006, uns grandes ignorantes. Isto não tem qualquer sentido pejorativo. É um facto cientificamente comprovado pela OCDE. A verdade é que os nossos estudantes passam mais ou menos os mesmos anos na escola que os outros. E, ao fim de 15 anos são licenciados como os outros. Mas o problema é que sabem menos. Toda a gente sabe que um "canudo", por si só, não serve de muito. Não se vai ao supermercado comprar arroz e legumes com um diploma universitário. As meninas da caixa, seguindo inteligentes instruções dos seus superiores hierárquicos, só aceitam dinheiro. E o dinheiro ganha-se quando se tem valor . Estudantes: não será altura de irem para as ruas reclamar competências em vez de "canudos"? Mas, se forem, não faltem às aulas. Elas já são tão pouco eficientes...

Problemas no Help Desk da Informática

The IT Crowd, a série do Channel Four, põe o dedo em mais uma ferida: a falta de capacidade de comunicação e empatia que muitas vezes se encontra no pessoal das TI. No vídeo que se segue, dois técnicos com duas abordagens diferentes: um grita com os utilizadores que não sabem lidar com a tecnologia; o outro perde-se em monólogos inúteis cheios de conceitos que só para ele são interessantes. Vale a pena ver como não se faz.