segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Casas "inteligentes"

Estive recentemente numa festa de anos onde "apanhei" uma conversa acerca de "casas inteligentes".

Como gosto destas coisas fiquei com algumas dicas para abordar o tema:
  • O X10 é um protocolo para esquecer, apesar de haver grandes empresas a "vendê-lo" aos consumidores. Não é fiável. Dá muitos problemas.
  • O que "está a dar" é o EIB - European Instalation Bus
  • A esmagadora maioria dos dispositivos são controlados com em On/Off, ou seja : Ligar ou desligar a tensão nas tomadas.
  • O mais fiável e prático é ter uma rede em estrela até cada tomada e interruptor e depois ligar os pares de fios a um controlador central
O X10 é um protocolo que utiliza as linhas eléctricas para comunicar com os dispositivos controlados. Desta forma para ligar ou desligar uma tomada controlada por X10 não é preciso mais do que a ligação dos fios eléctricos tal como numa tomada normal. Apesar da falta de fiabilidade existem muitos dispositivos baratos que podem ser controlados com o X10

O EIB, apesar de ser uma norma europeia convergiu com outras implementações proprietárias e deu origem ao KNX que foi estandardizado em normas europeias e ISO.

É uma implementação do modelo OSI das redes de computadores e pode funcionar sobre vários meios de comunicação físicos (par entrançado, ethernet, rede powerline, rádio ou infravermelhos).

A ideia é qualquer dispositivo KNX poder ser ligado a uma rede que suporte o standard.
Os dispositivos estão descritos em categorias que definem se pode ser instalado directamente pelo consumidor ou se terá de o ser por um técnico especializado. Todos os grandes fabricantes de material eléctrico como a Siemens comercializam dispositivos KNX.

O controlo dos dispositivos pode ser efectuado por micro controladores especializados, por um simples PC com software específico ou até funcionar em modo autónomo após programação inicial.

Decididamente é algo com que mais dia menos dia hei-de começar a brincar. Imaginem esta tecnologia associada a um sun spot. Não descobri nada, mas era interessante.

domingo, 28 de outubro de 2007

Olá mundo


O programa "olá mundo" ganhou notoriedade no livro conhecido como Kerningham & Richie (cujo nome se deve à autoria de Brian Kernigham e Dennis Ritchie).

É um livro notável na forma como consegue explicar de forma simples e em poucas páginas como programar com a linguagem C.

O primeiro exemplo apresentado é um programa cujo comportamento consiste em enviar para o ecrã a mensagem "Hello world".

É digno de reparo a forma como este pequeno programa de 4 linhas se tornou tão conhecido. De tal forma que é muito frequentemente usado nas primeiras aulas de ensino de linguagens de programação.

Ao navegar na internet "tropecei" num site onde se apresentam implementações deste programa nas mais diversas linguagens de programação. Deixei-me levar e descobri que este é um divertimento de muita gente e disponível em vários locais. Fica a curiosidade e alguns links:

sábado, 27 de outubro de 2007

Google mail com IMAP

A Google voltou a surpreender-nos oferecendo acesso ao correio electrónico do seu serviço gmail através do protocolo IMAP .

Até aqui, para aceder às mensagens do gmail poderia usar-se o interface web (que se vê no navegador da internet) disponibilizado pela Google ou usar o protocolo POP para descarregar as mensagens para programas cliente (programas instalados no computador local para leitura das mensagens).

O protocolo IMAP difere do POP porque mantém as mensagens no servidor permitindo aos programas cliente (thunderbird, outlook, evolution ou outros) sincronizarem as mensagens e pastas com o existente no servidor.

A principal vantagem desta abordagem é a possibilidade de usar todo o nosso activo de email (devidamente organizado) a partir de diferentes aparelhos (computador, telemóvel, etc) ou aceder à mesma realidade de mensagens a partir de locais diferentes como o computador do trabalho ou de casa.

Desta forma, por exemplo, se criarmos uma pasta no thunderbird do trabalho ela é guardada no servidor e, ao chegar a casa, poderemos usar o evolution no linux sendo-nos apresentada a nova pasta e o seu conteúdo. O mesmo se passa com uma mensagem recebida, que desta forma pode ser acedida a partir tanto do computador de casa como do trabalho mesmo com diferentes programas cliente.

Quando era usado apenas o protocolo POP, as mensagens já podiam ser mantidas no servidor e descarregadas para o programa cliente. A diferença é que o seu estado era apenas modificado no programa cliente. Por exemplo, quando uma mensagem era marcada como lida no computador de casa, tal modificação não se reflectia no computador do trabalho.

A Google é a primeira das empresas que oferece correio electrónico gratuito a dar este passo. É surpreendente porque esta abordagem apesar de ser excelente para os utilizadores é muito mais onerosa em termos de espaço em disco e largura de banda necessária. Acresce que a Google não irá cobrar pela disponibilidade deste serviço.

A possibilidade de utilização do IMAP está aos poucos a ser automaticamente activada nas contas de correio actuais. Aquelas que ainda não o permitem terão de se aguardar alguns dias. Para verificar deve clicar em "settings" (configurações quando em português) e ser-lhe-á apresentado algo semelhante ao ecrã que se segue (com o IMAP referido) :


Para saber como activar e usar esta funcionalidade a Google disponibilizou uma página de ajuda a que pode aceder aqui .

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Lotus Symphony - Nem a IBM usa



Uma das curiosidades do IOD em Las Vegas foi perceber até que ponto dentro da IBM se usa ou não a teoria do "Eat you own dog food".

A conclusão foi de que não o fazem. Seria de esperar que tendo lançado o Lotus Symphony, os técnicos da IBM o utilizassem como ferramenta nas suas apresentações.
Mas não. Usam powerpoint e as apresentações são depois distribuídas neste formato !. Nem sequer usam o open office e o formato que eles próprios ajudaram a standardizar na ISO.

Quando a IBM anunciou o seu envolvimento no open office eu aplaudi. Acho que é o caminho para se conseguir que não exista um monopólio neste tipo de aplicações. Ainda por cima sem a necessidade de envolvimento dos governos, mas sim com ajustamento do próprio mercado.

O Lotus symphony é baseado no open office e por isso pensei logo em experimentar. Fiz o download e ao experimentar fiquei decepcionado. Fui ler na internet e percebi. É que e baseado numa versão 1.x do open office.
Ora o grande salto de funcionalidade foi para a versão 2.

Teria talvez sido melhor atrasar o lançamento e fazê-lo já com o symphony baseado na versão 2 do open office. É que desta forma perdem todo o impacto do lançamento efectuado criando uma enorme decepção.

Software para gestão de projectos: OpenProj


OpenProj é uma alternativa livre, de código aberto, para quem precisa de fazer gestão de projectos.

Este software teve mais de 100.000 downloads logo no primeiro mês de disponibilização embora se trate apenas de uma versão beta.

Tem também a vantagem de estar escrito em Java, o que permite que seja usado em diversos sistemas operativos como Linux, Unix, Mac ou mesmo Windows. ;-)

Está disponível para download a partir do site do Sourceforge.

Nota em Outubro de 2008: Infelizmente a Projity decidiu que na nova versão algumas features passavam a estar disponíveis apenas na versão comercial, pelo que desisti de usar este software e agora estou a usar o Gantt Project, que também está bastante bom nesta altura

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Ultrapassando a censura na Internet

Ron Deibert é Professor de Ciências Políticas na Universidade de Toronto e acabou de publicar um documento chamado "Ultrapassando a censura na Internet - Guia para cidadãos do mundo inteiro".


Na introdução do guia, ele explica as razões que o levaram a fazer este trabalho:
"Embora se tenha assumido desde o princípio que os estados não poderiam controlar as comunicações feitas pela Internet, pesquisa realizada pela iniciativa OpenNet indica que mais de 25 países praticam actualmente censura sobre a Internet. Os que têm políticas de filtragem mais agressivas bloqueiam rotineiramente o acesso a organizações de direitos humanos, notícias, blogs e serviços web que considerem de algum modo ameaçadores ou indesejáveis. [...] Este guia pretende ser uma introdução às tecnologias que permitem ultrapassar os filtros de censura e é destinado a para utilizadores não-técnicos [...]."
Ao referir os países que praticam censura, o autor destaca a China, o Irão e até os EUA (numa escala diferente, apesar de tudo).

O guia está disponível online, no site do Citizen Lab.

IDS Developer Edition




Finalmente vai existir uma versão do Informix Dynamic Server para download sem custos.

O objectivo é possibilitar aos developers uma versão com a qual podem desenvolver sem ter de adquirir as licenças.

A IBM com este passo pretende que mais software seja desenvolvido por forma a conseguir aumentar a penetração do seu produto.

Estará brevemente disponível para download no site do IIUG.

Claro que não haverá suporte para esta versão (para além dos forums do IIUG) e terá as seguintes limitações:
  • Máximo de 20 conexões simultâneas
  • Apenas 1 CPU VP
  • Máximo 1 GB de memória
  • O tamanho de uma base de dados não poderá exceder os 8GB
O espírito é a sua utilização apenas para formação e desenvolvimento, mas nota-se um certo receio de que seja utilizada em ambientes de produção. No fundo o problema é o mesmo do que a utilização de cópias ilegais. Só por dizer que os prevaricadores em vez de irem ao "pirate bay" buscar os torrents fazem o download directo e sem restrições.

Informix no Mac




A IBM está a trabalhar no port do Informix Dynamic Server para o Macintosh.
Vai existir uma versão free download no IIUG nos próximos meses.

Se para muitos utilizadores da área da educação e de áreas ligadas à publicidade o Mac tem estado a conhecer um enorme incremento no mundo do software comercial o suporte era ainda reduzido.

Mas com a disponibilidade actual de tanto software comercial até aqui presente apenas em LUW (Linux Unix Windows), o Mac começa a ser um "full player" e não apenas um nicho.

A competição e diversidade é sempre bem vinda.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

IBM common client





A IBM tem vários motores de bases de dados. Os mais conhecidos são o DB2 e o Informix.
Para lhes aceder tinha, até aqui, de manter diferentes produtos de conectividade. Por exemplo o Informix tinha um driver de JDBC e o DB2 outro. A mesma coisa para PHP e .NET.
Claro que grande parte da lógica é igual e viram aqui uma forma de poupar umas massas em desenvolvimento e suporte. Para tal resolveram fazer clientes que consigam aceder às diferentes bases de dados.

O que permitiu esta estratégia foi a adopção no Informix e clouscape do DRDA como protocolo de acesso à base dados. Até à versão 11 o Informix tinha um protocolo próprio que vinha desde os primeiros tempos em que o suporte de rede foi adicionado.
A partir da versão 11 pode-se aceder à base de dados com um dos protocolos iNet (antigo) ou DRDA (standard e novo) em simultâneo.

O DRDA define a arquitectura distribuída de uma base de dados incluindo a forma como um cliente comunica pela rede com o servidor e até as API(s). É um standard publicado e gerido pelo Open Group. É assim uma espécie de SOAP para as bases de dados (na medida em que define uma forma standard de um cliente se ligar e interagir com o fornecedor de serviços).

Se mais SGBD(s) adoptassem o standard poderíamos ver uma enorme redução na quantidade de diferentes implementações de clientes ou então usar o mesmo cliente em todas as base de dados reduzindo curvas de aprendizagem ou podendo escolher entre o que melhor resolve os nossos problemas em vez de ter clientes completamente comprometidos com o SGBD.

Voltando à IBM, por aquilo que ouvi escolheram o que de melhor existia em cada um dos drivers e implementaram-no no driver comum. Todas as funcionalidades a partir de agora serão implementadas para todos os SGBD(s). Um exemplo é o novo produto da IBM : IBM Data studio que promete uma forma fácil de gerir os dados durante todo o ciclo de vida (modelação, implementação, qualidade, arquivo).

terça-feira, 16 de outubro de 2007

RFID

O cartão que me identifica tem uma tag de RFID e na entrada de todas as salas existe equipamento de reconhecimento.

Não sei o que fazem com a informação mas posso imaginar que é uma experiência interessante. 6500 pessoas a entrar e sair durante 4 dias por todo o lado. Deve dar um estudo interessante.

Tem piada é ter assistido a uma apresentação acerca do "real time loader" que agora existe no Informix. É feito mesmo para estas coisas. Carregar quantidades maciças de informação em tempo real como de facto o RFID vai permitir.

IBM Information On Demand






Estou desde ontem no IBM Information On Demand. É o evento anual da Information Management division da IBM e ocorre durante esta semana em Las Vegas.

Estão presentes mais de 6500 utilizadores, clientes e parceiros da IBM.

O que mais me surpreende é a quantidade que paga 2000 USD para participar no evento. Não porque não tenha sessões de enorme qualidade, mas porque não vejo na Europa nada que consiga sequer aproximar-se em termos de participação mesmo se gratuito.

Nunca tinha estado em Las Vegas. É uma cidade sempre em festa. Algo artificial. Tudo em grande.

O local onde o evento ocorre é o Hotel Mandalay Bay. Estou habituado a andar muito e frequentemente, mas, apesar disso doem-me as pernas de tanto andar. É que tudo aqui é enorme. Centenas de salas e sessões, zona de exposição, festas em piscinas e casinos. Tudo isto se torna muito cansativo e começa a ser difícil de absorver.

O almoço é servido numa enorme sala onde estão de certeza pelo menos 3000 pessoas a comer em simultâneo.

A sessão de abertura foi também algo em grande. Começou com um grupo musical seguído de um conhecido humorista americano Dana Carvey. As sessões de marketing foram seguindo com interrupções humorísticas.
As novidades principais são a aquisição da Princeton Softech e a criação de um produto chamado IBM Data Studio.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Foro de Inovação de Lisboa



A CompTIA, Computing Technology Industry Association, em cooperação com ASSOFT e ANETIE, vai realizar na próxima quinta-feira dia 11, o Foro Europeu de Inovação. Esta conferência terá lugar em Lisboa, no hotel Corinthia Lisboa, Av. Columbano Bordalo Pinheiro 105, das 9.00 às 15.00.

O programa da conferência, que será aberta pelo Dr. Jorge Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação, conta com os seguintes temas:
  • PMEs, Inovação e Propriedade Intelectual
  • Standards e Interoperabilidade
  • e-Skills e Inovação

Para além do elevado interesse do programa, é de salientar a participação de um dos autores mais prolíficos do Bitites - Sérgio Ferreira - que fará parte do painel de especialistas no debate sobre PMEs, Inovação e Propriedade Intelectual.

A inscrição é gratuita e limitada, podendo esta ser efectuada através do e-mail Lisbon_InnovationForum@eficom.eu





Programa completo

Abertura da conferência
  • Jorge Pedreira, Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Lisboa (a confirmar)
Boas-vindas
  • Hugo Lueders, Director Public Policy Europa, CompTIA, Bruxelas
  • Manuel F. R. Cerqueira, Presidente, ASSOFT, Lisboa
  • Tiago Valente, ANETIE, Lisboa
PMEs, Inovação e Propriedade Intelectual
  • José Lamego, Deputado, PS, Lisboa
Painel
  • Manuel F. R. Cerqueira, Presidente, ASSOFT, Lisboa
  • Rui Grilo, Vice-Coordenador, Plano Tecnológico, Lisboa
  • Sérgio Ferreira, Director Técnico, MoreData, Lisboa
  • João Neto, Mobicom, Lisboa (a confirmar)
Sessão de perguntas e respostas (Q&A)

Café


Standards e Interoperabilidade
  • Representante do Governo Português (a confirmar)
Painel
  • Marco Raposo, Alcatel-Lucent, Lisboa
  • Miguel Caldas, Microsoft, Lisboa
  • Pedro Quintas, Director I & D, Jurinfor, Lisboa
Sessão de perguntas e respostas (Q&A)

Almoço

e-Skills e Inovação

  • Graça Simões, Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), Lisboa
Painel
  • Nuno Guarda, CISCO Systems, Lisboa
  • Frank Weermeijer, Director Geral, Randstad, Lisboa
  • PME Portuguesa (a confirmar)
Sessão de perguntas e respostas (Q&A)

Conclusões

  • Hugo Lueders, Director Public Policy Europa, CompTIA, Bruxelas

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Um homem não consegue fazer um filho em trinta dias...

... mesmo que engravide nove mulheres em simultâneo.

Há muita gente que julga que adicionar recursos humanos aos projectos consegue reduzir os prazos indefinidamente. O chefe do Dilbert é um deles.


Para o pessoal que pensa assim recomenda-se a leitura de um livro editado pela primeira vez nos anos 70. Trata-se de "The Mythical Man-Month", escrito por Fred Brooks, o homem que esteve à frente do projecto do sistema operativo do IBM 360, famoso também pelo seu enorme atraso.

O chefe do Dilbert sofre também de uma perturbação, designada jaagorismo, que é um problema do foro psicológico que seria relativamente inócuo se não estivesse ligado frequentemente a amnésia selectiva. As pessoas que sofrem de jaagorismo, têm tendência para acrescentar requisitos aos projectos nas alturas mais inconvenientes mas depois esquecem-se de que o fizeram e do impacto que esses pedidos têm no desenrolar dos trabalhos.