sexta-feira, 1 de junho de 2007

Missão à Rússia - Спасибо!

O resultado da Missão TIC à Rússia foi francamente positivo. Algumas empresas obtiveram encomendas, outras pedidos de propostas, outras... boas perspectivas. Todos saíram de Moscovo satisfeitos com o resultado.

Foi muito engraçado ver os Russos a descobrir que Portugal não é só um país de boa praia e comida. E é sempre agradável confirmar que não estamos, de facto, na cauda da Europa em tudo. Temos muito potencial e chegamos a estar à frente de muitos países em certas áreas.

Quanto à possibilidade de fazer negócio em Moscovo, ficou de certa forma confirmada a visão de que se trata de um mercado de risco e que, em virtude de alguma instabilidade política e social, qualquer investimento pode dar grandes frutos ou ser completamente perdido. Como os próprios Russos dizem, o deles é um país de surpresas. Não há monotonia e essa é uma das razões porque gostam de lá viver.




Um estudo recente disponível em www.visionofhumanity.com classifica a Rússia como um dos países menos pacíficos do mundo. Foi realizado por investigadores da revista "The Economist" que, não sendo propriamente uma entidade ideologicamente isenta, faz questão de ser tecnicamente exemplar. Trata-se do Global Peace Index, que estabelece uma classificação de 121 países em função de factores como conflitos internos e externos, segurança da população, confiança, níveis de militarização, etc. (ironicamente, os EUA ficaram em 96º lugar, logo à frente do Irão). Não se pense, apesar disto, que é inseguro andar em Moscovo. Não é. Aliás, a nossa guia fez questão de nos informar que não há assaltos (só carteiristas, e dos bons). E a nossa pouca experiência confirmou isso mesmo. O ambiente na rua é calmo e até alegre.

Na rua, o Russo comum é muito desconfiado dos estrangeiros. Mas ao fim de cinco minutos de conversa aberta, podemos ganhar amigos para a vida toda. É muito agradável. O problema maior é mesmo conseguir falar com eles. Ao contrário do que seria de esperar, mesmo muitos dos mais novos não falam inglês, pelo que a linguagem gestual e corporal é fundamental para ultrapassar a barreira da língua.

No ambiente de negócios, a coisa é mais fácil. A língua inglesa é usada com abundância, embora mais pelo pessoal das empresas e um pouco menos pelo pessoal dos organismos do Estado.

As parcerias ganham, portanto, uma importância elevada. A hipótese de uma empresa não-Russa se estabelecer sozinha é praticamente nula. Para mais sabendo que há uma nova vaga de espírito nacionalista que envolve os Russos nos últimos anos.

Enfim! Agora é hora de dar seguimento aos contactos que foram estabelecidos e fazer negócio!

Há sempre coisas que podiam correr um pouco melhor, mas também é preciso reconhecer que houve imensas dificuldades que foram superadas quando necessário. O balanço da organização pode ser considerado francamente bom.

É preciso agradecer, antes de mais ao ICEP, cujo pessoal em Lisboa e Moscovo se empenhou em fazer uma exposição bem sucedida e em organizar os contactos com as empresas locais. E convém também não esquecer a ANETIE, no seu papel de representante das empresas TIC nacionais e que esteve desde o início ligada à organização.

À organização: Obrigado!
Aos companheiros de viagem: Boa Sorte!