quarta-feira, 30 de maio de 2007

Ubuntu nos Dell



Foi com grande prazer que li o recente anúncio de que a Dell agora também vende PC(s) com o Ubuntu linux pré-instalado (anuncio na Dell e no ubuntu).

Vi também a entrevista com Mark Shuttleworth que podem também ver mais abaixo.
É admirável a postura de Mark. Não estamos a falar de uma pessoa que nada fez na sua vida.

Mark licenciou-se em finanças e sistemas de informação. Fundou a Thawte que vendeu à Verisign. Foi um dos turistas espaciais pagante no programa espacial Russo em 2002.

Foi um dos developers do debian, e assim que teve dinheiro a sério investiu-o num projecto em que acreditava : Um linux fácil de instalar, amigável para quaisquer tipos de utilizadores e totalmente baseado em software livre.

Podia tê-lo feito só para gastar os muitos milhões de que dispõe (e que sabe investir nos mercados financeiros), no entanto tem vindo a mostrar ser capaz de tornar a distribuição naquela que actualmente mais novos adeptos consegue ganhar.

Consegue este desempenho graças ao excelente produto que criou mas também à sua inteligência em criar parcerias como a da Dell e em cultivar uma imagem e relacionamento com pessoas e instituições variadas (Stallman, FSF, Sun, Debian, Dell, IBM, etc). Um exemplo do bom trabalho é ser a primeira distribuição a distribuir os produtos Java da Sun (JDK, JRE, Glassfish, Netbeans) nos repositórios oficiais.

É por isso um extraordinário exemplo de como saber ganhar dinheiro mantendo-se fiel aos princípios em que acredita conseguindo impor um projecto pela sua qualidade e postura (numa fase em que ninguém acreditava haver espaço para mais uma distribuição). Decididamente um exemplo a seguir.

Missão à Rússia - As empresas



A missão à Rússia está a decorrer bem. As pessoas são simpáticas e conversadoras e é fácil encontrar pontos comuns de interesse. A maior dificuldade é convencer os Russos que Portugal pode ser um bom parceiro tecnológico. Não sei bem porquê, mas há uma convicção generalizada que Portugal é bom mas é para ir à praia e passear. ;-)

Na foto de grupo (acima) podemos ver os representantes do ICEP, da ANETIE e das empresas presentes na mostra tecnológica:
Esteve na exposição, mas teve que se ausentar mais cedo, a TEKEVER.

Como disse o Primeiro Ministro, José Sócrates, no seu discurso de inauguração da exposição, é um excelente conjunto de start-ups que não se limitam a trabalhar o mercado português mas que vêem o mercado global como o destino preferencial dos seus produtos e serviços.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Missão ICEP/ANETIE à Rússia

Organizada pelo ICEP e pela ANETIE está a decorrer uma Missão Empresarial de algumas empresas de TI que estão interessadas em trabalhar com o mercado russo. Nesta missão inclui-se uma exposição de tecnologias e serviços, localizada no Hotel Kempinsky, junto ao Kremlin.


A exposição foi inaugurada ontem pelo Sr. Primeiro Ministro, José Sócrates, que se fez acompanhar dos Ministros das Finanças, Economia e Defesa.

domingo, 27 de maio de 2007

O Ethisphere council


Descobri recentemente esta organização : http://www.ethisphere.com

Segundo a sua própria definição:

O Ethisphere council é um grupo de corporações e dos seus lideres dedicados à opinião de que os negócios rentáveis e éticos não são mutuamente exclusivos - mas antes interligados. Os membros do conselho acreditam que as organizações que têm programas de verificação de práticas ético altamente eficientes é fundamental para manter o sucesso dos seus negócio de uma forma sustentável e a longo prazo. Querem por isso ajudar a que as outras companhias compreendam também este facto.

Ainda não consegui perceber na totalidade a que se dedicam e quais são as companhias que nela participam.

A ideia agrada-me. Na realidade sendo empresário sinto muitas vezes na pele o comportamento menos ético das outras companhias que apostam em contratar os seus técnicos de forma precária, a maioria das vezes sem contrato (com os famosos recibos verdes), pagando um mínimo de segurança social (remurando parte dos salários sob a forma de seguros) e incentivando a que trabalhem longas horas.

A prática na minha empresa é algo diferente e orgulhamo-nos desse facto. Todos os nossos colaboradores são contratados com todos os direitos e contribuições para o estado. A todos eles gostamos de dizer que o trabalho extra são excepções e nunca a regra.

É óbvio que esta forma de estar no mercado nos retira competitividade sempre que concorremos a desenvolver projectos (ou não fosse a nossa indústria mão de obra intensiva).

No entanto já cá estamos à 25 anos. Quantas empresas se podem orgulhar deste facto ?

Ingénuo ?. Talvez. Mas movimentos como o que acima apresentei dão-nos motivação e confiança para continuarmos por este caminho. E sobretudo, as nossas práticas fazem com que à noite quando vou para a cama me sinta um empresário socialmente responsável.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Os prejuizos da pirataria


A Microsoft deve andar com problemas nas receitas do trimestre.
O seu braço Assoft preparou mais uma campanha acerca do combate à pirataria informática.
Foram artigos no Destak, no público, entrevistas na TSF, emails enviados por essa net fora.

Em todos eles se fala nos prejuízos de milhões causados aos fabricantes de software.

Irrita-me solenemente esta mensagem de que se os utilizadores não efectuassem cópias iriam comprar os seus produtos.
Não creio que assim fosse. Pelo menos a maioria não o iria fazer.

Passo a explicar...
Os números são escassos em dizer quais os produtos copiados. Suponho que não errarei muito se afirmar que em 95 % dos casos se trata do MS-Office. Isto porque o windows vem por omissão com quase todos os novos PC(s) adquiridos e a larga maioria dos utilizadores usa processamento de texto, folhas de cálculo, apresentações, ouve som e vê imagem e navega na internet. Ora os dois últimos vêm com o windows.

Parece-me consensual (para quem trabalha na área) de que será possível criar um sistema anti-cópia para pacotes de software. Com tanto dinheiro à disposição como a Microsoft tem porque não o faz ?

A resposta parece-me simples e já vem dos tempos do velhinho DOS. A cópia joga a favor da Microsoft. É ela (a cópia) que habitua muitos utilizadores aos seus produtos criando entraves e inércia à mudança para outros produtos.

Porque não tenhamos dúvida de que se os utilizadores trabalhassem em Open Office desde que começaram a usar um computador e se trocassem os ficheiros em ODT não iriam nunca tentar mudar para o MS-Office.

Isto termina o meu raciocínio. A cópia ilegal na realidade não é um prejuízo para os fabricantes de software mas sim um meio de aumento dos seus lucros. Habitua-os ao seu software e quando numa qualquer instituição tiverem de decidir fazem-no para o software que conhecem. E alem disso basta uma campanhazita perto do final de um trimestre menos bom e os números compõe-se.

O que podemos nós fazer ?. Várias coisas:
  1. Nunca ter cópias ilegais de software;
  2. Nunca jamais em tempo algum instalar cópias ilegais aos amigos e familiares;
  3. Explicar que existem alternativas legais (na maioria Open Office);
  4. Gastar tempo a explicar como trabalham as alternativas;

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Problemas com o novo sistema ?

Nada como chamar o helpdesk...

Stallman em Lisboa



Lá fui ver o Richard Stallman.
Irreverente como sempre não deixou os créditos por mãos alheias apresentando-se descalço.

Continua com facilidade em falar e como sempre demonstrou grande entusiasmo nas tarefas em que está embrenhado.
Veio falar da versão 3 da GPL - General Public Licence.

Finalmente penso ter percebido os principais objectivos e consequências da nova versão:
  • Obrigatoriedade de quem doar código também o fazer com as patentes que este implementa. É importante porque as empresas que doam código poderiam mais tarde processar os utilizadores ou programadores de derivados por utilização de patente-
  • Não obrigar à distribuição dos sources com os binários (nem eu sabia que na V2 tinha de o fazer :-) )
  • Estender a todos os utilizadores GPL acordos entre empresas detentoras de patentes que e outras que usam software GPL para que os utilizadores das segundas nunca possam ser processados pela primeira. Esta clausula aparece devido ao recente acordo entre a Novell e a Microsoft.
  • Limitar a utilização de software GPL aos fabricantes que tentem que software GPL modificado não possa ser executado nos seus dispositivos. Esta preocupação deriva da forma como a Tivo faz um checksum do software GPL usado para que os utilizadores não possam modificá-lo e continuar a usá-lo na sua televisão.

Hoje estava com uma especial falta de paciência a responder às perguntas mostrando-se por vezes irritado com a assistência. Um activista político como ele é tem de ter cuidado para não erodir as suas próprias hostes.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Jonathan Schwartz aconselha a Microsoft

É paternalista o presidente de uma companhia como a Sun dar conselhos à Microsoft.

No entanto Jonathan Schwartz toma este caminho nas suas reflexões (Free advice for the Litigious...) no seu blog acerca da estratégia de "combate" ao open source. Será Schwartz ingénuo ? ; Estará a tentar apresentar a Sun como uma companhia "simpática" ? ; Terá medo de também ter infringido alguma patente ?

A estratégia adoptada pela Sun é aqui completamente revelada explicando a adopção de um modelo de serviços por oposição a um modelo de venda de licenças. E para conseguir aumentar os serviços precisaram de aumentar a quantidade de utilizadores do seu software. A forma de o conseguir foi investir nos produtos tornando-os ainda melhores e libertando-os em Open Source.

O conselho que finalmente dá é o da aposta na inovação por oposição à litigação. Acho que Schwartz devia ficar calado. A estratégia da Microsoft é suicida e irá certamente erodir o seu próprio mercado.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Wanna Work Together?

3 minutos sobre as licenças Creative Commons

Seminário GNU GPL v3

É já esta quinta-feira, dia 24 de Maio, no Auditório 2 do Fórum Picoas em Lisboa.

Irá contar com a presença de Richard Stallman. O fundador da Free Software Foundation . Autor de ferramentas essenciais como o Emacs, GCC, Bison. Autor da licença GNU GPL. Ferramentas essenciais para o software livre que temos hoje. Pode-se dizer muito sobre Richard Stallman. Resumo assim: é uma pessoa que é respeitada, mesmo por quem não concorda com ele.

Hora
Quem
O quê
14:00 Recepção e Registo
14:30 ANSOL/SAPO Sessão de abertura
15:00 Richard Stallman
(FSF)
As alterações na GNU GPL 3
(Overview of the changes in GPLv3)
16:30 Coffee-break
17:00 Ciaran O’Riordan
(FSF Europe)
O processo de revisão
18:00 Sessão de Encerramento

sexta-feira, 18 de maio de 2007

A guerra dos browsers, vista daqui

Não se pode dizer que seja uma amostra relevante dos utilizadores da Internet, mas é interessante. Os acessos ao BITITES são feitos, maioritariamente, com ... Internet Explorer!

Browser % visits
52.33%
44.53%
1.28%
0.93%
0.58%

Adeptos do software livre: ainda têm que se esforçar mais! ;-)

Torradeira para a liberdade


Recentemente assisti na BBC a um excelente programa acerca do Linux Ubuntu (ver no youtube)

O que mais gostei de ver foi ver uma referência a um projecto pelo qual tenho grande admiração: A Freemdom Toaster .

Uma Freedom Toaster é um quiosque público para queimar/criar CD(s) / DVD(s) que irão conter software livre.

Não se trata de um projecto para vender quiosques mas sim para sistematizar e ensinar a construí-los. No web site podemos encontrar manuais para construção e instalação do quiosque e também manuais de manutenção e costumização.

O projecto foi fundado na África do Sul (financiado pela Fundação Shuttleworth) onde estão já disponíveis umas quantas. Não consegui encontrar nenhuma noutros países :-( .

Seria interessante construir e instalar em Portugal uma rede destes aparelhos.
Não vi na licença nada que impeça a publicidade a sponsor(s). Seria por isso possível construí-las com recurso a financiamento de instituições.

Gostava de começar a ver Freedom Toaster(s) nas escolas públicas do ensino secundário.
São os alunos destas escolas que actualmente têm menos acesso à mensagem de diversidade saindo das escolas a pensar que só existe um editor de texto e se chama Word. E provavelmente (dada a rebeldia própria dos adolescentes) serão aqueles que mais facilmente iriam aderir ao espírito da cultura livre.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Empresas estúpidas

Recentemente em San José assisti a uma excelente apresentação acerca da forma estúpida como as instituições actualmente usam as enormes quantidades de informação e, melhor ainda soluções para as tornar inteligentes.

A apresentação foi da autoria de Jeff Jonas a cujo blog podem aceder aqui.
Jeff Jonas é um orador com o dom da palavra. O seu CV é impressionante e especializou-se em relacionar informação.
Esta tecnologia levou-o a trabalhar para a industria do jogo de Las Vegas e a ver a sua empresa financiada pro capital de risco da CIA (através da In-Q-Tel) .
Recentemente vendeu a sua empresa à IBM onde actualmente ocupa o cargo de Chief Scientist na área de Entity Analytics.

Numa primeira fase foi surpreendente ver Jeff a descrever os sistemas de relacionamento de informação de las vegas porque bateram completamente certo com a série Las Vegas que recentemente foi exibida na Fox.

De seguida passámos para o 11 de Setembro, onde Jonas descreve o exercício que fez ao analisar a informação disponível antes da ocorrência, tendo concluído que facilmente TODOS os envolvidos poderiam ter sido relacionados e identificados como perigosos antes do embarque.

Ciente de que tais sistemas podem ter efeitos nefastos para as liberdades individuais Jeff Jonas descreveu o trabalho a que actualmente se dedica onde consegue estabelecer relações em dados que foram anonimizados (anonymized no original).

Foi uma hora e meia de uma apresentação apaixonante (apesar dos 109 slides) mesmo para quem, como eu, nunca sequer pensou muito na matéria. Conseguiu que a minha atenção se mantivesse e deixou-me a pensar ter percebido os conceitos apesar do esoterismo "da coisa".

Jeff Jonas é decididamente um nome a registar.

One Laptop Per Child - Demasiado ricos para participarmos?


O projecto "One Laptop Per Child" é uma visão extraordinária que está em marcha nalguns países. Trata-se de construir um laptop - computador portátil - que custe apenas $100 e que possa ser facilmente distribuído pelas crianças menos favorecidas do mundo inteiro. Pelo menos aquelas que conseguem usufruir de uma educação mínima.


A ideia foi lançada por um norte-americano - Nicholas Negroponte - em Janeiro de 2005. O objectivo final é que cada criança, em cada escola, tenha um computador para se poder expressar, aprender e trabalhar. Desde essa altura, já se juntaram a este projecto países como o Brasil, Tailândia, Nigéria, Líbia e Uruguai. O mundo empresarial também está empenhado: nomes como a AMD, a Google, a RedHat, a Nortel e a eBay, juntaram-se ao projecto, para apoiar o desenho e a construção de um computador barato mas cheio de funcionalidades. As versões beta já saíram da fábrica e estão em testes.


Sem surpresas, todo o software deste computador será "software livre". Código aberto e sem qualquer custo de licenciamento. Para além do custo, tem a enorme vantagem de permitir uma melhor aprendizagem, dado que qualquer um pode "espiolhar" o seu interior.

As perguntas que aqui ficam são: Teríamos alguma coisa a perder em dar um destes computadores a cada uma das nossas crianças? Portugal será suficientemente rico para que se possa dar ao luxo de desdenhar este projecto? Sê-lo-á algum país?

Mais info em http://www.laptop.org/

quarta-feira, 16 de maio de 2007

"Soft skills" cada vez mais importantes

Uma sondagem recente feita às opiniões dos CIO americanos (responsáveis pela informática) mostra que, embora a capacidade técnica dos recursos humanos esteja, naturalmente, à frente das suas preocupações, dá-se cada vez mais importância às chamadas soft skills.

Isto é: de nada serve ser-se bom técnico se não se sabe comunicar verbalmente ou por escrito, se não se sabe gerir o trabalho, se não se tem empatia e simpatia para com os "clientes", se não se percebe de negócios, se não se compreendem as organizações, se não se sabe negociar, etc..

As principais preocupações dos CIOs são:
  1. Conhecimentos e experiência técnica (25%)
  2. Gestão de projectos (23%)
  3. Capacidade de comunicação verbal e escrita (15%)
  4. Capacidade organizacional (14%)
  5. Relacionamento interpessoal (12%)
De facto, já não basta ser nerd para se ser bem sucedido nas TI!

Nota: estejam atentos à ANETIE, que está a produzir um documento de diagnóstico sobre esta questão em Portugal

terça-feira, 15 de maio de 2007

Java card no Java One

Quando recentemente estive no Java One recebi o meu cartão de identificação na área de registo.
O cartão era um java card que continha informação acerca do meu registo.

Existiam Sun Ray(s) distribuídas pelo centro de exposições.

Introduzi o java card na primeira e efectuei as minhas pesquisas no browser.
Pedi uma impressão, retirei o smart card e desapareceu do ecrã o meu desktop.
Fui a uma impressora partilhada onde voltei a inserir o cartão e o meu pedido foi devidamente impresso (no browser só tinha uma impressora à escolha).

Quando mais tarde, noutro local precisei de aceder à internet (porque não levei o portátil) voltei a inserir o cartão e o meu desktop apareceu exactamente da mesma forma como o deixei.

Tudo isto já existe pelo menos à 4 anos e não devia ser "nada de especial", mas surpreendeu-me pela facilidade de utilização.

Não me venham com a história do costume de que a Microsoft inova nos interfaces e facilidade de utilização. Na realidade não é nem nunca foi verdade. Basta lembrarmos o GEM, o Mac, a Next e os produtos correspondentes da M$ à altura.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Laboratório IBM em Silicon Valley


Estive no laboratório da IBM em Silicon Valley.

Confesso-me algo desiludido.

Trata-se de um conjunto de prédios no meio do campo. Lá dentro podemos encontrar escritórios normalíssimos como aqueles onde trabalhamos, data center(s), um café, uma biblioteca, uma cantina, auditórios.

As pessoas que lá trabalham não têm um especial ar de gurus ou nerds. Falei com eles e são iguais a nós. Conversam sobre o tempo, o jogo de futebol americano e o último filme que viram. Por vezes lá se consegue trocar impressões sobre tecnologia, sempre com as palavras bem medidas pois "o segredo é a alma do negócio". Quando isto acontece percebemos que embora desenvolvam sistemas operativos ou bases de dados o fazem tal como nos projectos open source. Alguns com pior qualidade, porque muitos não têm testes unitários e não documentam o código nele próprio fazendo-o em documentos de texto (.doc) à parte.

Na realidade não percebo o que estava eu à espera. Talvez um monte de engenheiros vestidos de bata branca a trabalhar em computadores com monitores do tamanho de um plasma e teclados esotéricos e a falar de algoritmos estranhos.

A limpeza e ordem foi o que mais notei. As secretárias estão impecavelmente arrumadas, a maioria quase sem nada (com excepção de um computador monitor e teclado). Numa ou outra lá se vê uma fotografia da família. Não se vêem trastes aos cantos nem mesas cheias de computadores. Os livros estão sempre arrumados e não existem pilhas de papel por todo o lado.

Foi educativo e desmistificador dos estereótipos que muitas vezes formamos dentro das nossas próprias cabeças.

sábado, 12 de maio de 2007

Abre-te software...aqui mesmo ao lado

Encontrei o Paulo Vilela na Java One.

Ele é o editor do blog "Abre-te Software" e é um grande adepto do software livre em geral e do Java em particular.

Lá poderão encontrar uma excelente descrição acerca do que se passou em San Francisco durante a última semana.

Aconselho vivamente a sua leitura. Vão ver que vale a pena.

Informix está vivo e de saúde

Apesar de existirem muito bons produtos em "open source" o mercado dos motores de bases de dados proprietários continua a gerar enormes receitas e boas taxas anuais de crescimento.

Esta facto acontece porque:
  • Existem enormes necessidades de SGBD para suportar um número crescente de sistemas de informação.
  • Estes motores conseguem manter-se tecnologicamente muito bem adaptados às necessidades crescentes de escalabilidade e tolerância a falhas.
  • As empresas grandes empresas cresceram com eles ao longo de vários anos e o custo de mudança seria enorme.
  • Os grandes ERP(s) e CRM(s) suportam apenas SGBD(s) comerciais.
O Informix que uns anos antes de ser comprado pela IBM chegou a ameaçar a Oracle foi alvo nos primeiros anos da aquisição de um tratamento como produto secundário tendo inclusivamente a sua equipa de engenharia sido desmantelada.

Após perceberem que todos os clientes que deixassem o Informix iriam para Oracle, a IBM iniciou novamente investimento em engenharia no desenvolvimento do produto.

O que de então para cá aconteceu foi espantoso pois o Informix tornou-se no produto mais rentável a nível mundial de todo o grupo de software da IBM, chegando actualmente a taxas de crescimento anuais superiores a 20 %.

Este sucesso não passou despercebido dentro da IBM tendo o investimento no desenvolvimento do produto sido enormemente aumentado.

Em termos de marketing a mensagem de que seria efectuada uma convergência mudou, apresentando-se agora a IBM como uma companhia com SGBD(s) para todo o tipo de problemas.

Desta forma o Informix é agora apontado como o SGBD de escolha para sistemas OLTP de elevada disponibilidade em ambientes com défice de DBA(s).

De facto assisti em San José a uma apresentação que mostrava uma empresa canadiana em que um único DBA é capaz de gerir mais de 500 instâncias dispersas geograficamente.

A nova versão com nome de código "cheetah" é um grande passo em frente e aliada à carta de comprometimento no produto enviada pelo General Manager do software de Information Management - Ambuj Goyal à comunidade dá um sinal de que o Informix é um produtos para ficar e evoluir.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

IDUG - NA Conference

Terminou hoje a conferência Norte Americana do grupo de utilizadores de Informix e de DB2.
Tive o prazer de estar presente como membro do "Board of Directors" do IIUG .
Foi uma excelente conferência gerida por utilizadores, organizada para os utilizadores.

Mesmo não sendo a primeira vez, não deixa de me espantar a forma como a cultura Norte Americana consegue de cativar a participação voluntária para organizar eventos como este que contaram com a presença de milhares de pessoas.

O que mais me surpreende é a forma controlada e organizada como tudo decorre.
Fazendo parte do board tive as minhas tarefas assignadas durante toda a semana e todas elas foram extremamente fáceis de executar pela simples razão de que tudo esteve preparado para que eu as desempenhasse com pouco esforço.

Fiz mais de 8 moderações de sessões, duas apresentações, participei na exposição, servi de intermediário entre a IBM e os utilizadores. Nunca me senti em algum momento com falta de apoio ou sem saber o que fazer.

No final decorreu uma reunião que não demorou mais de 45 minutos onde 35 pessoas emitiram a sua opinião e de onde se retirou uma lista de melhorias para a nova conferência. Sendo o meu segundo ano é de realçar que todas as referidas no ano passado não o foram este ano.

É esta forma organizada, controlada e eficaz de trabalhar que a cultura Portuguesa tem rapidamente de apreender.
Quem sabe onde poderemos chegar se à capacidade de criar e inovar que são nossas características conseguirmos adicionar as qualidades que acima enumerei.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

JPA - Java Persistence API

A JPA é o resultado do trabalho do JCP durante a criação do EJB 3.0

O EJB 3.0 define uma camada de persistência na base de dados completamente separada e que pode facilmente trabalhar sozinha sem necessidade de um application server.

É por isso que a implementação EJB 3.0 do Jboss usa o hibernate. Neste caso ele é usado como a camada de persistência dos objectos na base de dados. Assim, o hibernate é uma implementação JPA.

Existem por aí outras implementações JPA disponíveis, como por exemplo o OpenJpa da apache, a implementação da Sun no glassfish ou o kodo.
Todas as outras API(s) de persistência existentes (e são várias) podem agora suportar facilmente os interfaces definidos no standard e desta forma todos ganharem com a possibilidade de escolha que o standard nos oferece.

Assim, sempre que uma aplicação desenvolvida em Java necessitar de persistir os dados numa base de dados relacional poderemos fazê-lo usando um standard (e por isso ter portabilidade e independência das implementações) mesmo que não esteja disponível um EJB container.

Uma das boas características do standard é o facto de se preocupar em tornar simples a persistência de simples POJOS (Plain Old Java Objects) em tabelas de bases de dados relacionais.
Esta simplicidade é conseguída em grande parte devido à utilização das anotações (para fazer o mapeamento com a base de dados) e de uma linguagem "Sql like".

É definitivamente uma API a usar de forma extensiva no desenvolvimento das aplicações.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Estive no Java One

Estava perto e resolvi dar um salto ao primeiro dia do Java One .
É um evento fantástico. Cheio de "developers" com sangue na guelra. Milhares de pessoas a falar e a discutir as novidades.
Assisti a várias sessões que me souberam "a pouco".

O que mais me encheu o olho foi:
  • Evoluções do netbeans
    • Fantástico modo de profiling dinâmico
    • Suporte para JRuby e Ruby On Rails
    • Dinamic binding entre os componentes GUI e os beans
    • Enormes melhorias de design GUI
    • Inclusão do módulo para desenho WYSIWYG para JSF (aka Java studio creator)
  • Glassfish
    • Suporte para EJB 3.0
    • Portal server
Sendo actualmente um adepto do eclipse vejo que a Sun não está no mercado "a brincar" e esta evolução (tendo claramente ultrapassado o que o eclipse actualmente disponibiliza de base) não pode ser senão boa para que a IBM injecte mais software no eclipse evoluindo-o para não ficar para trás. É que a Red Hat também está na corrida com a sua aliança com a Exadel, a compra da JBoss e com o anuncio do "RedHat developers studio".

Esta concorrência não pode ser senão boa permitindo uma enorme evolução dos ambientes de desenvolvimento que (espero) nos permitam conseguir obter rapidamente boas produtividades de desenvolvimento de aplicações.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Um certo número inteiro de 128 bits


Anda há vários meses pela net um certo número inteiro de 128 bits começado por “09 F9″. E agora há uma organização que quer que este número desapareça de todos os sites onde está publicado.

O número em questão não é um número qualquer. É a chave que permite crakar o sistema de segurança contra cópias que é usado nos novíssimos sistemas Blu-ray e HD-DVD. E a organização que tem a desgraçada e inglória tarefa de tentar apagar este número da net, é a AACS Licensing Administrator LLC.

Eu não queria estar na pele dos tipos da AACS-LA! Ainda agora estão os primeiros discos Blu-ray e HD-DVD a sair para o mercado e já é público o método e a chave para a duplicação indesejada! Haverá melhor prova de como é ridícula a tentativa de proteger qualquer tipo de conteúdo contra cópia digital?