segunda-feira, 14 de maio de 2007

Laboratório IBM em Silicon Valley


Estive no laboratório da IBM em Silicon Valley.

Confesso-me algo desiludido.

Trata-se de um conjunto de prédios no meio do campo. Lá dentro podemos encontrar escritórios normalíssimos como aqueles onde trabalhamos, data center(s), um café, uma biblioteca, uma cantina, auditórios.

As pessoas que lá trabalham não têm um especial ar de gurus ou nerds. Falei com eles e são iguais a nós. Conversam sobre o tempo, o jogo de futebol americano e o último filme que viram. Por vezes lá se consegue trocar impressões sobre tecnologia, sempre com as palavras bem medidas pois "o segredo é a alma do negócio". Quando isto acontece percebemos que embora desenvolvam sistemas operativos ou bases de dados o fazem tal como nos projectos open source. Alguns com pior qualidade, porque muitos não têm testes unitários e não documentam o código nele próprio fazendo-o em documentos de texto (.doc) à parte.

Na realidade não percebo o que estava eu à espera. Talvez um monte de engenheiros vestidos de bata branca a trabalhar em computadores com monitores do tamanho de um plasma e teclados esotéricos e a falar de algoritmos estranhos.

A limpeza e ordem foi o que mais notei. As secretárias estão impecavelmente arrumadas, a maioria quase sem nada (com excepção de um computador monitor e teclado). Numa ou outra lá se vê uma fotografia da família. Não se vêem trastes aos cantos nem mesas cheias de computadores. Os livros estão sempre arrumados e não existem pilhas de papel por todo o lado.

Foi educativo e desmistificador dos estereótipos que muitas vezes formamos dentro das nossas próprias cabeças.